Akasha é o princípio original, espaço cósmico, o éter dos antigos, o quinto elemento cósmico (quintessência), a quinta ponta do pentagrama. Também significa energia universal.

É o substrato espiritual primordial, aquele que pode se diferenciar. Segundo a teosofia relaciona-se com uma força chamada Kundalini.

No paganismo, o Akasha, também chamado de Princípio Etérico, corresponde ao espírito, à força dos Deuses. No hermetismo, segundo Franz Bardon, é representado pelo "Ovo negro", sendo um dos cinco Tattwas constituintes do Universo.

Designa o espaço sutil onde estão armazenados todos os conhecimentos e feitos humanos, desde os primórdios. É a memória da humanidade. Corresponde ao inconsciente coletivo de Carl Gustav Jung.

Segundo a crença de algumas religiões pagãs, como a Wicca, todo o universo foi criado a partir dos Cinco Elementos da Natureza: Ar, Fogo, Água, Terra e Akasha (espírito). Todos os demais elementos foram originados do Akasha (o princípio original).

Correlacionando o Akasha com o pentagrama, ele seria a quinta ponta do pentagrama (a ponta apontada para cima), aquela que representa o espírito divino, a chamada quintessência e representada pelo ovo (símbolo da origem) negro (símbolo do mistério). Por isso ele é considerado o mais elevado dos cinco elementos, o mais poderoso e inimaginável; é a base de todas as coisas da criação. Assim, o Akasha é isento de espaço e de tempo. O não-criado: incompreensível e indefinível. Segundo Franz Bardon, é o que as religiões chamam de DEUS.

Ele é o que contém tudo o que foi criado e é ele que mantém TUDO em equilíbrio. É o espaço (onde se originam todos os pensamentos e idéias) e a matéria (na qual se mantém tudo o que foi criado).


Registro Akáshico
– A Memória da nossa Alma


É onde estão guardadas as memórias dos acontecimentos de todas as nossas vidas, sejam as do passado, as do presente ou das que ainda iremos viver no futuro, conforme as ações e as escolhas que fizermos na vida atual. No fundo, é onde estão registrados todos os passos da caminhada evolutiva do nosso verdadeiro Ser Espiritual.

No registro akáshico estão guardadas as nossas ações, desejos, esperanças, sonhos e, sobretudo emoções e sensações (gustativas, auditivas, táteis, visuais ou olfativas), que podem ou não ser acompanhadas de imagens. Daí a importância de dar valor a todos os detalhes que possam surgir numa regressão, mesmo quando são apenas pensamentos.

Esse registro remonta à Antiguidade. As referências no Antigo Testamento nos dão a sensação de que existe um armazém coletivo do conhecimento que está escrito no tecido da realidade. A energia que emana dessas informações é que chamamos de Akasha. Em sânscrito, a palavra “Aka” significa local de armazenamento ou repositório, e “Sa” significa céu, oculto ou secreto. A simples tradução de Akasha significa “um espaço invisível ou local de armazenagem.”

Conforme o tipo de energia que colocamos, seja a um nível mais profundo ou mais superficial, nos nossos gestos, pensamentos ou ações, ao longo de todas as nossas vidas, há um registro dessas memórias e uma densidade emocional que só é libertada quando tomamos consciência dela, a compreendemos e a equilibramos.

Como tudo no Universo, estes registros são mutáveis, pois são continuamente afetados por tudo o que fazemos, sentimos e aprendemos. Assim, quando acedemos a uma vida passada através de uma regressão e a compreendemos, bem como às emoções que finalmente aprendemos a resolver, podemos mudar os registros akáshicos (incluindo os do futuro).

E tudo poderá mudar. Ao compreendermos uma das nossas vidas podemos alterar as nossas emoções, pensamentos, atitudes e intenções sobre o presente e o passado, e a partir daí sobre o futuro também. Podemos mudar a nossa vibração, que afeta também a vibração de quem nos rodeia, que por sua vez afeta a vibração de quem as rodeia a elas…e assim entrar num ciclo positivo de mudança à escala global.

O conceito de Registros Akáshicos tem sido referido em todas as tradições espirituais do planeta. Na Bíblia, ele é conhecido como o Livro da Vida. Os Registros Akáshicos também são referidos como a Mente Cósmica ou Mente Universal, bem como o Olho de Deus e da Palavra de Deus.


Como ascender?

Podemos ascender espontaneamente aos nossos registros akáshicos durante os sonhos ou quando a nossa mente está relaxada e nos surge uma determinada imagem ou memória. O mesmo acontece com um som, odor, sensação local, ou uma pessoa ou situação que nos desperte uma sensação de dejá vu. É uma oportunidade que não deveríamos deixar escapar para resolver um determinado tipo de problema da nossa vida atual. Mas a forma mais terapêutica de aceder a estas memórias emocionais, e sobretudo limpar a densidade que elas nos provocam, é recorrer a uma Regressão.

O objetivo principal de uma Regressão é levar a pessoa aos momentos críticos ou traumáticos das suas vidas passadas, em que alguma emoção mal resolvida provocou um bloqueio emocional. Ao identificar esse “nó”, a pessoa irá colocar consciência nessa ferida e a partir daí aprender a libertar-se da dor. No fundo, é levar a pessoa a entender o motivo porque atraiu essa situação numa vida passada, para que possa resolvê-la no presente, e assim desatar esse nó kármico. Caso contrário, se esse nó não for resolvido, irá simplesmente arrastar-se ao longo de encarnações futuras… até ao momento em que a pessoa finalmente se espiritualize e se decida começar a limpar o seu karma.