Rio Total
21/06/2002
Número - 264

 

 

 

A SAPABELA E A COLIBRÃ

Ilustração de Daniela Vasques



- Oi, eu sou a Sapabela. Quem é você?

- Eu sou a Colibrã.

- Colibrã? Que Nome diferente! Por que Colibrã?

- É mistura de colibri com rã. Sou uma bailarina.

- Bailarina? Adoro danças. Faça-me uma demonstração, por favor.

E a Colibrã rodopia, rodopia, como se estivesse no ar e a Sapabela fica radiante diante de criatura tão graciosa.

- Que maravilha!!! Como pode na natureza existir uma bailarina tão perfeita?

- Espere um pouco, Sapabela. Não existe uma bailarina tão perfeita, ou seja, não existe uma bailarina pronta. Eu sou o resultado de muito treino, muito aperfeiçoamento, muita persistência, muita determinação, sobretudo, muita dedicação.

- Compreendo, você foi pouco a pouco se transformando numa bailarina.

- Exatamente, pois eu tinha a vontade, depois fui lapidando, lapidando, como se faz com uma pedra preciosa.

- Sei, como faz o ourives.

- Claro! Tudo na vida é assim. Ninguém nasce bailarina, ninguém nasce feito, não basta ter talento, é preciso técnica, aperfeiçoamento, esforço...

- Colibrã, agora aumentou mais a minha admiração por você! – diz a Sapabela, encantada com a nova amiga, que prossegue rodopiando.


 


MARCIANO VASQUES é professor, escritor e poeta.
marcianovasques@hotmail.com