Robert Osborn

Mulheres da Astronomia

Com a virada do século chegando, sabemos de muitas estórias de pessoas que mudaram estes mil anos passados. Pessoas como Einstein, Galileu, Churchill e Kennedy. Todas estas pessoas merecem seu lugar junto a muitas outras que não são mencionadas. Acho que seria curioso cada um fazer a sua lista das "100 mais".  Para a minha lista, pensei nas mulheres na astronomia que não recebem o reconhecimento que realmente merecem. 

Eu fiz algumas pesquisas e topei com o nome Hypatia, que viveu em Alexandria ao redor do ano 400 AC. Ela foi uma excelente cientista, escreveu muitos livros sobre matemática e astronomia. De acordo com Synesius (Bispo de Alexandria), ela inventou um tipo de Astrolábio e um Planisfério, lecionou ciências, arte e filosofia.  Sua beleza e sabedoria, no entanto, não impediram que ela fosse assassinada durante um tumulto em 415 AC.

Não há menção sobre uma importante astrônoma até meados do século 15, a mulher do astrônomo Johann Mueller of Koenigsberg. A irmã de Tycho Brahe, Sophia Brahe, em 1500, fez observações e escreveu sobre detalhes importantes, argumentando sobre o movimento dos planetas ao redor do sol.    

Maria Cunitz, filha de um famoso médico em Silésia que encorajou seus talentos para com a astronomia, melhorou as tabelas dos movimentos dos planetas.    

O famoso astrônomo polonês Hevelius era um entalhador-gravador e precisava de uma assistente. Sua esposa Elizabeth Margarethe o ajudou e ambos trabalharam na confecção de uma tabela de estrelas fixas. Após a morte de Hevelius em 1687, Elizabeth continuou sozinha e publicou dois trabalhos não completados e o livro Firmamentum Sobieseanum.  Este último trabalho foi dedicado ao rei da Polônia Sobieski e nele ela nomeou em sua honra a constelação de Scutum (Sobiescianum, que hoje nós conhecemos como a constelação de Scutum). Este aliás, foi o último catálogo feito sem a ajuda de um telescópio.  

Maria Clara Emmart, nascida em 1676, era filha do gravador-copiador e astrônomo amador Georg Eimmart.  Ela fez valiosos desenhos de cometas e manchas solares além de montanhas lunares. 

A descobridora do cometa de 790 foi Maria Margarete Kirsh, casada com Gottried Kirch, fizeram juntos as sua observações e cálculos para seus almanaques. Depois da morte do marido ela continuou a publicar seus almanaques com a ajuda de seu filho Christfried, que mais tarde tornar-se-ia o diretor do observatório de Berlim.

Madame Dupaute ajudou a calcular a data da volta do cometa de Halley.

Caroline and William
A maioria de nós conhece William Herschel o descobridor do planeta Urano. É fácil esquecer-se de sua irmã Caroline.  Com seu pequenino telescópio de 1 metro de comprimento e um aumento de 20 vezes,
Caroline Hershel descobriu nebulosas e aglomerações de estrelas, além de 8 cometas, num período de apenas 11 anos. Sabe-se que ela registrou tudo que o irmão achou e ajudou a construir os seus telescópios, como também era ajudante no observatório de Slough. Seu catálogo de 561 estrelas são relacionados com as observações de Flamsteed.
Ao mesmo tempo ela compilou um catálogo por zona de todas as aglomerações de estrelas e nebulosas observados por William. Este catálogo é uma das listas
mais difíceis para o astrônomo amador. Por este trabalho ela recebeu  a medalha de ouro da Royal Astronomical Society em 1828.
Caroline trabalhou com astronomia até sua morte em 1848 aos 98 anos de idade.





Um pouco antes da morte de Caroline, a primeira de uma série de mulheres Americanas famosas foi Maria Mitchell. Na noite de 1 de Outubro de 1848 ela descobriu um cometa telescópico. Este era só o começo de sua reputação.  Aos 12 anos de idade ela atuou como cronometrista para seu pai durante o eclipse anular de 1831.  Os ventos gélidos de Nantucket Massachusetts não a impediram de continuar sua observações.  Ela tornou-se Professora de Astronomia na Escola Vassar.




 

 

 

Estas Damas da Astronomia são apenas umas poucas da
lista do milênio.


 

Texto do astrônomo amador Robert Osborn
Teadução de Ivan Nandor


 

 

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