Robert Osborn


COMUNHÃO COM O UNIVERSO


Durante a semana passada, muitos astrônomos amadores se juntaram em "West Texas" para a reunião anual, a famosa Texas Star Party (TSP). Entre eles, há muitos que lá comparecem durante os últimos 20 anos.

Os dias são quentes, muita areia, pouca sombra. Nós ficamos sentados, ou dormimos ou visitamos um ao outro, até a escuridão se aproximar lentamente, mostrando a glória do céu. E as estrelas.

As pessoas que não têm telescópio são convidadas a observar e enfeitar esse lugar. Nesse momento, nossa mente fica vazia dos problemas estúpidos de todos os dias. Em outras palavras: é tempo de se tornar parte do universo, e você é muito pequeno.
O telescópio mostra outras galáxias com muitos detalhes e nessas outras galáxias talvez haja outros seres olhando através de um telescópio para você, em êxtase e a comunhão é feita.

Eu tenho estado por lá com meus amigos por mais de 15 anos. Nós somos uma família. Quando uma pessoa está doente, mandamos mensagens de "boa recuperação", se alguém precisa de ajuda, respondemos em segundos, se tem dúvidas, alguém sabe a resposta. Essa família se reúne com seus telescópios e por alguns dias observa galáxias distantes, aglomerações que não podem ser vistas a olho nu. Nesse lugar dividimos tudo com os outros, tomamos notas, e estudamos... 

Durante toda a noite o céu desvenda os seus segredos e nos sentimos como num momento único. Quando o dia raia, deixamos nossos telescópios, descansamos e somos renovados. E de novo nos encontramos com nossos telescópios para outra comunhão com o universo. 

 

Traduzido por Helga Szmuk


 

 

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Revista Rio Total