
|
Robert Osborn
Deve haver mais massa do que podemos ver, para justificar os movimentos observados das estrelas sob a influência da gravidade de toda a galáxia. Em algumas galáxias vemos tão poucas estrelas que elas não poderiam manter-se juntas a não ser pela influência da enorme quantidade de matéria invisível. A imagem que começa a emergir é a de que existe muita matéria escura no universo e a maioria das galáxias a possuem em grandes proporções. Pelo lado da teoria, o paradigma da matéria escura e fria aponta para o fato de que para cada galáxia brilhante e de grande massa existem muitas galáxias de pequena massa e invisíveis. Isto poderia ser o resultado da pequeníssima quantidade de estrelas – talvez nenhuma – formadas em seu interior. Portanto a questão é: "de que forma procurar estas galáxias"? É um desafio complicado, e a melhor técnica a ser empregada dependeria da natureza desta matéria escura – que ainda é desconhecida. Existem algumas sugestões... Se esta massa escura é composta inteiramente de partículas fundamentais, galáxias escuras poderiam atuar como lentes gravitacionais, distorcendo a imagem de outras galáxias mais distantes que se encontrem diretamente atrás delas. Se a matéria escura inclui algumas anãs marrons sua radiação infravermelha poderia ser detectada. O mesmo seria válido se estas galáxias contivessem estrelas mortas, como anãs brancas e buracos negros. Os pesquisadores detectaram um lugar onde uma galáxia escura poderia existir, usando ainda um outro método que sugere a presença de um objeto escuro invisível. Repare que galáxia UGC 10214 (veja foto), tem um jato de matéria saindo dela, como se estivesse interagindo com outra galáxia. Este jato parece estar fluindo na direção de nada. Veja o quadrado realçado vazio na foto. Mais um mistério para nós.
|
|
|