FACE DA LUA 


A lua não é somente o objeto celeste mais fácil, mas também o mais espetacular, pois pode ser visto durante o dia, com binocular, ou com um pequeno telescópio. É impossível não ser surpreendido pelas crateras, montanhas e outros traços característicos. Você pode ver mais detalhes na lua com binocular do que pode observar em qualquer planeta com um telescópio grande de um observatório. Para observar a lua, não há necessidade de um céu escuro ou estar longe de cidades iluminadas. O melhor momento de observação é quando a metade de sua face ou menos que a metade está iluminada...

Concentre sua atenção para a margem entre a porção iluminada e a escura, chamada "limite". Essas sombras projetadas pelas paredes das crateras e topos de montanhas ficam destacadas e os detalhes mínimos quase pulam nos seus olhos. Hora após hora o limite se move mudando suas características, e assim sempre se tem uma coisa nova para observar, pois como há uma contínua mudança, a face da lua nunca é igual.

Marias (marés): Antigamente pensavam que eram oceanos, na verdade são planícies de lava. Olhe para as ondulações gigantes causadas pelo resfriamento da lava em estágios (tempos) diferentes.
Cratera: Não existem duas iguais. Algumas têm centenas de quilômetros em diâmetro, outras têm picos de montanhas (olhe para as pequenas crateras dentro deles).
Raios de crateras: Brilhantes, longas marcas radiantes (melhor vistas durante a lua cheia)
Montanhas: Há diversas cadeias de montanhas mais altas do que os Andes, na América do Sul.
Cúpulas: São pequenas elevações.
Rills: Falhas ou canais feitas pela lava líquida de muito tempo atrás. 

 

Traduzido por Helga Szmuk

 

Revista Rio Total

Editoração e Coordenação:
IRENE SERRA
irene@riototal.com.br