O mito das constelações
Com essa minha
insistência, você deve estar olhando através
da sua janela e observando as estrelas e, talvez,
vendo o Cruzeiro do Sul ou o Orion. Eles são
constelações, que são desenhos imaginários
que poetas, agricultores e astrônomos inventaram
durante os últimos 6000 anos.
A razão
verdadeira para os constelações é saber cada
estrela qual é. Numa noite escura você pode ver
de 1000 a 1500 estrelas. Saber qual é qual, é
difícil, então as constelações ajudam a
dividir o céu em desenhos. Por exemplo: se você
vê 3 estrelas numa fila é, certamente, o
cinturão do Orion (as 3 Marias); isso pode
levá-lo até Canis Major, e, então, o céu se
torna um mapa com desenhos para identificar.

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O mapa astral 1482 representa
o Orion,
um
homem em armadura.
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Eu
acho que as constelações foram inventadas pelos
agricultores. Todos eles, em todos os lugares do
mundo, sabem que planta-se na primavera e
colhe-se no outono. Em várias partes do mundo as
diferenças das estações não são tão
acentuadas. Como há constelações diferentes a
cada mês, você pode usar o céu como um
calendário vivo; assim, fica-se sabendo a
estação do ano pela mudança das
constelações, o que dá para o
agricultor a data certa para o plantio ou
colheita.
Para ajudar a
saber as constelações de cor, mitos locais
foram contados e embelezados durante séculos. O
mistério do céu escuro fez com que as pessoas
contassem histórias sobre os desenhos no céu.
Por exemplo: O mapa Fortin de 1476 conta a
história em desenhos de Orion, o grande
caçador, levantando a cabeça do leão ao
invés do cacete e escudo e olhando para o touro,
Taurus Canis Major; o cão fiel do Orion,
este seguindo "Lepus", o Cavalo.Você
vai se lembrar da história junto com a imagem.

Durante os
tempos as constelações mudaram e também
nossos modernos "sky charts". A
International Astronomical Union (IAU), em
1929, oficialmente definiu
88 constelações. Elas são usadas hoje e
cada estrela, nebulosa ou aglomeração tem seu
"domicílio" em uma dessas 88
constelações. Isto ajuda aos amadores e
profissionais terem uma base comum para
estudos e referências.
Na
próxima vez vamos dar uma olhada no livro
mais bonito que já foi publicado neste ou em
qualquer milênio.
Texto
de Robert Osborn
Traduzido por Helga Szmuk