Quando se menciona a
palavra planeta, as pessoas geralmente pensam em
Marte, o planeta que estrelou em centenas de
filmes classe B, estórias de ficção de H.G.Wells
a Steven Spielberg. A segunda palavra é "Marciano",
as famosas crônicas americanas de Isaac Asimov.
Mas muito antes da ficção científica dos
filmes, e mesmo dos telescópios, Marte já
estava na mente do homem dos tempos primordiais.
Aqueles que estão familiarizados com o céu
estrelado sabiam dos movimentos dramáticos que
todos os planetas faziam em seus
deslocamentos ao redor do sol, "laçadas
retrógadas". Mas Marte é mais óbvio
e dramático em seu movimento. Quando Marte é
visto ao nascer do sol e observando-se sua
trajetória até o por do sol, Marte percorre
nesse tempo 2/3 das constelações do Zodíaco. A
cada dois anos, mais ou menos, nós passamos
entre Marte e o sol num evento chamado OPOSIÇÃO.
Esta é a melhor época para se observar Marte,
que algumas vezes fica mais luminoso do que
qualquer estrela no céu.
Os povos antigos
estudavam o céu desde os tempos do crescente fértil
no qual Marte era NERGAL deus da guerra da Babilônia,
(ARES) dos gregos, e naturalmente o Marte dos
romanos, considerado o pai de Rômulo e Remo,
fundadores místicos de Roma. O primeiro mês do
calendário romano (Março). O dia do marte (terça-
feira) Tuesday em inglês, Dienstag em alemão,
vem do deus da guerra anglo-saxônico (TIW}. Os egípcios
chamaram Marte (Horus, o vermelho) por causa
do deus herói grego Hércules. Na China era
conhecido como estrela do fogo. Enquanto Marte
perdia seu status de Deus, nós passamos a nos
preocupar somente com os marcianos na televisão.
Os observadores das estrelas começaram a
descrever os movimentos dos planetas, Marte
passou a ser muito problemático para os antigos
que tentaram estabelecer uma ordem no universo.
O problema tinha
três faces. Primeiro: os planetas nao se movem
numa velocidade constante. Segundo: eles variam
em luminosidade. Terceiro: eles mudam em direção
ao oeste ou em sentido retrógrado; antes de se
mover em direção ao leste cada planeta
parece parar, depois continuarm seu movimento.
Isso levou os povos antigos à loucura porque
eles consideravam a Terra como centro do universo.
Somente durante
o século 17 Tycho Braha e seu assistente
Johannes Kepler fazendo milhares de observações
dos planetas, consideraram o sol como centro (universo
heliocêntrico). Kepler achou que esta teoria
explicava o movimento dos planetas. Os planetas
movem-se em elipses, e não em círculos e suas
velocidades orbitais mudam-se numa velocidade
previsível, enquanto mudam suas distâncias do
sol. Os telescópios passaram a ter uma melhor
qualidade e nos idos 1677, as capas polares e
as áreas verdes e escuras passaram a ser vistas.
Considerando essas características, os astrônomos
foram capazes de descobrir a duração do dia
(24h 37 min).
A palavra "canais"
apareceu em 1860, o grande astrônomo Giovanni
Schiaparelli usava o termo. Um astrônomo que
aceitou a teoria dos canais como "caminho de
água" foi Percival Lowell. Ele gastou
grande parte da sua vida a provar que existia uma
civilização superior em Marte. Na mudança do
milênio desta ficção científica, o cinema e o
rádio mantiveram vivo o ataque dos marcianos.
Apesar da teoria
de Lowell sobre Marte estar errada, ele deveria
ser mais conhecido já que previu a teoria
do planeta X além de Netuno. Clyde Taumbough
descobriu Plutão ou planeta X em 1930 no
observatório que Lowell fundou.
Marte
é o Campeão do Mundo dos planetas.
Tradução de Helga Szmuk