Os
mais antigos calendários completos eram de 2000
antes de Cristo e se basearam nas fases da lua. O
dia começou com o pôr de sol e grupos
religiosos declararam que o mês começou quando
eles avistaram o primeiro crescente no leste (período
sinódico) e determinaram o primeiro dia do mês.
Isto criou problemas, de 29 ou 30 dias
alternativos. Doze ciclos completos da lua levam
354 dias: 11 dias a menos! Essa bagunca causou
que o ano começou 11 dias mais cedo .
É o caso do calendário maometano, o único
calendário lunar ainda em uso hoje.
O
começo do ano deslisa através das estações
durante 33 anos e depois começa de novo.
Hoje em dia, a lua como marcação
de tempo é somente usada para reviver as
festejos religiosos:
- O Alcorão ensina aos
maometanos olhar a primeira lua nova para
iniciar o jejum de Ramadan.
- O primeiro dia do calendário
judaico (Rosh Hashana) cai na primeira
lua cheia após o equinócio de setembro.
- A Páscoa dos católicos
cai no primeiro domingo depois do equinócio
da primavera (hemisfério norte).
- Na Índia, os primeiros
calendários dão maior importância aos
movimentos da lua através das estrelas (período
sideral) dando ao mês 27 ou 28 dias.
- A civilização dos incas
trabalhou com calendário sideral.
- Os Maias tiveram o único
calendário não lunar do mundo.
A
maioria das culturas achou dificil de aceitar por
causa da época da plantação.
Para corrigir isto, os antigos astrônomos
gastaram anos para achar algo que desse certo: a
adição de um ano bissexto. Fevereiro com 29
dias a cada 4 anos, faz o calendário ocidental.
Isto sincroniza mais com o período orbital da
terra.
Os antigos astrônomos observaram períodos de
plantio e colheita.
Tradução de Helga Szmuk