O

SOL

 

Escrevendo "astronomia da sua janela", em 1998, pretendia dar uma visão geral da sua janela, nunca foi minha intenção escrever um texto definitivo sobre astronomia. Para isso, vocês têm bibliotecas e livrarias. Minha intenção era incendiar uma pequena faísca na sua mente, de estimular perguntas, e procurar respostas sobre esse universo imenso. As perguntas deveriam ser feitas.

A primeira pergunta era: Em que data será o próximo eclipse solar visto do Brasil ou  da América do Sul?
O primeiro eclipse vai começar na costa leste do Brasil, no dia 21 de julho de 2001, de madrugada e você precisa estar num navio para observá-lo. A sombra vai do Atlântico Sul, atravessando o sul da África até o oceano de Madagascar. Sua duração prevista é de 4:56 minutos.

Até o próximo, vai ser uma longa espera: no dia 11 de julho de 2010, começa no Oceano Pacífico Sul e a única terra firme de onde será visto é no sul do Chile, durando 5.18 minutos.
Não se esqueça que a duração depende da sua posição de observação. Sempre consulte Web sites.

As outras perguntas foram sobre o nosso Sol.
O Sol é, certamente, o objeto mais visível da nossa janela e é de  importância primária para nós. Ele nos dá vida e, desde os tempos remotos, sempre foi um Deus poderoso em quase todos as culturas ao redor da terra. Os antigos esperavam seu reaparecimento todos as manhãs.

Falando em termos astronômicos, o Sol é uma estrela de meia idade, mais ou menos 4,6 bilhões de anos. É nossa estrela local, então é uma estrela que recebe a energia através da fusão nuclear  da conversão de 4 átomos de hidrogênio num átomo de hélio. Essa conversão para energia acontece, portanto, através de uma reação nuclear.
Sim, é uma bomba atômica sob controle!

A produção de energia solar acontece no seu núcleo. Esse núcleo é envolvido  por uma bola enorme de gás, mantidos juntos pela gravidade. Por causa  da enorme temperatura do núcleo a bola é gasosa, não sólida e é chamada PLASMA ou gás ionizado.
A superfície do Sol é chamada fotosfera e em cima, por causa do brilho do sol, está a invisível corona. Somente com telescópios especiais ou durante um eclipse total a corona pode ser vista.
A superfície tem uma corona interior e uma exterior. A superfície é cheia de manchas de células de gás saindo do interior do sol, algumas dessas células têm o tamanho da França.

O Sol nos traz outra surpresa: suas manchas, que são causadas pelo esfriamento da fotosfera devido a campos magnéticos fortes. Estas áreas mais escuras somente podem ser vistas através de filtros especiais nos telescópios, onde aparecem como manchas negras ou marrons.

A atividade da mancha solar parece ter um ciclo de 11 a 22 anos e causa grandes mudanças de temperatura na Terra.  Entre 1640 e 1710 não houve manchas solares e essa ocasião coincidiu com um período muito frio, chamado de A Pequena Idade de Gelo.

Uma palavra de precaução deveria ser anotada neste momento: Nunca olhe para o Sol diretamente!

A superfície solar eleva-se em enormes arcos no espaço que depois tornam a cair de volta para a superfície (protuberâncias).
Às vezes manchas grandes aparecem (flares) na fotosfera formando erupções de energia enormes e violentas, mandando partículas leves para o espaço, que muitas vezes alcançam a  atmosfera da Terra causando a Aurora e às vezes interrupção nas comunicações de rádio e televisão.

As atividades solares que podem ser vistas sem equipamentos são as auroras boreais e austrais: as luzes da aurora do norte ou do sul. Esses fenômenos são causados quando partículas atômicas de  grande energia são ejetadas pelo Sol e viajam através do espaço e são atraídas pelo campo magnético da Terra. Esses partículas, ao entrarem na atmosfera terrestre, começam a brilhar.

As Auroras se mostram em muitas versões maravilhosas e formas estranhas, verdes e azuis, mudando rapidamente e dão um show especial para os habitantes do extremo norte ou sul da Terra. Em raras ocasiões apareceram nas zonas equatoriais.

Nos anos de atividade de manchas solares altas, os cientistas podem prever auroras. Como o Sol gira, as partículas atômicas vão  sendo espalhadas em todas as direções, parecendo com um esguicho rotativo. As do sol são controladas pelo laços magnéticos fechados que contêm a maioria do material, mas nas distâncias maiores as linhas magnéticas se espalham pelo espaço interplanetário.

Esse Vento Solar chegou até as sondas espaciais americanas e soviéticas, levando-os a uma única teoria: a existência de um vento solar constante, o que foi confirmado pelo Mariner 2.
Dependendo da atividade da corona,  o vento solar pode alcançar de 200 km/h até 900 km/h por segundo.

Partículas do Sol  levam mais ou menos 4 a 5 dias para alcançar a Terra. A ciência espacial está trabalhando na teoria que viajantes através do espaço poderiam usar o vento como energia.

Isso é somente uma idéia desses assuntos, informações mais detalhadas podem ser obtidas nas bibliotecas ou astros web sites.

 

Traduzido por Helga Szmuk

 

Revista Rio Total

Editoração e Coordenação:
IRENE VIEIRA MACHADO SERRA
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