Helga Szmuk

Phoenix
     

Phoenix (Fênix) é o pássaro que se levantou das cinzas. O historiador Tacitus explica que, segundo o calendário egípcio, Sirius se levantou junto com o sol - o fogo do sol, mas o ano solar tinha 365 dias que não corresponde exatamente ao ano solar, e Sirius levantou sempre um pouco mais tarde até que depois de 1461 anos se repetiu o ciclo. Então Sirius se levantou das próprias cinzas.

Os sacerdotes de Heliópolis identificaram a reaparição do pássaro com a primeira luz do dia. Heliópolis significa "cidade do sol", o "lar do deus do sol". O sinal de ordem é a vida do mundo futuro.  

Em Metamorphosis, o poeta romano Ovideo: o pequeno Phoenix se levanta do peito de seu antecessor, outra vez na Renascença, ressurreição do Phoenix, depois de 540 anos. O ciclo de regeneração, o intervalo de tempo que leva para os 5 planetas, a lua e o sol estarem na mesma posição outra vez. Phoenix foi associado à reciclagem desde o século 8 antes de Cristo.

Um sacerdote da Babilônia, Berosus, no século 3 antes de Cristo, achou que os gregos adquiriram o conceito cíclico do cosmos da Mesopotâmia e foi transmitido para o Mediterrâneo.

O poeta romano Martial, no século 1, comparou o renascimento de Roma ao Pássaro Phoenix. A metamorfose de Phoenix é o renascimento diário do sol no leste e a morte no oeste. O sol levanta na Arábia e Phoenix atravessa o céu e é exterminado no oeste. William Sheakespeare e Lord Byron imortalizaram o Phoenix; Igor Stravinsky, em O Pássaro de Fogo, também. Infelizmente, muito da literatura antiga sobre Phoenix foi perdido na Biblioteca da Alexandria, que nunca mais foi recuperada e não se levantou da cinzas.

 

Texto de Helga Szmuk, astrônoma amadora

 

 

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