Helga Szmuk
O MITO DAS CONTELAÇÕES
Todos nós estamos acostumados a associar as constelações com o
mito grego, mas outros povos têm outros lendas, talvez não tão
famosas mas não menos bonitas. Na Nova Zelândia, nas ilhas Tonga, Havaí e Polinésia
há outras historias. Te ika Maui, o peixe
Maui, é o nome nativo de Nova Zelândia. Maui era um herói que um
dia foi pescar com um gancho que ele recebeu de seus irmãos, que
eram muito estúpidos. Este gancho era um osso da mandíbula de um
peixe gigante que eles receberam de uma deusa. Ele pincelou seu
próprio sangue como isca e jogou na água na parte mais funda.
Logo sentiu uma coisa puxando e ficou feliz por tão rápido
apanhar um peixe enorme. Mas não conseguiu puxar a linha, pois ela
ficara presa embaixo e ele não teve forcas para levantar e pegar o
peixe. Curioso em saber o que pescou, ele pulou dentro da água para ver.
Mas o gancho estava preso no fundo do mar, dentro da lama. Ele
puxou, puxou e finalmente conseguiu soltar. Mas junto com o gancho
veio uma massa de terra com gente andando, bichos, fogo, etc. Ele
ficou tão feliz que lançou o achado ao redor de sua cabeça com
tanta força, até chegar ao céu. E lá está até hoje a constelação
do Escorpião. A estrela vermelha Antares é o sangue do Maui com
que ele fez a isca.

Mas, se vocês ainda não acreditam na
história, podem olhar no mapa e ver a forma de Nova Zelândia. É o
peixe que Maui pescou.
As partes que seus irmãos tiraram são
os fiordes.
A história é diferente da mitologia grega, mas é bom
saber que também há outras culturas, outros povos, outros
costumes.
Viva a diferença! A história eu li no Astronomy Magazin do mês de Julho,
2003.
Texto
de
Helga
Szmuk, astrônoma amadora
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