Helga Szmuk
Nicolau Copérnico
Aristarco de Samos já
acreditava num universo heliocêntrico 300 anos depois de Pitágoras e 1800 anos
antes de Copérnico. Ninguém acreditava em Galileu, Bruno, e Copérnico.
Aristarco sabia, observando um eclipse, que o Sol é maior do que a Terra, então
é mais lógico que a Terra girasse ao redor do Sol e não o Sol ao redor da Terra.
Galileu chamava Copérnico "o restaurador e redescobridor do sistema
heliocêntrico" e não o inventor. Se a Terra não é o centro do universo, então as
outras estrelas que também são como o Sol, também podem ter planetas. Se a Terra
se move, então os outros planetas também se movem. Isto era complicado e
implicava com os ensinamentos da igreja. Mas a Terra se move!

Copérnico era um estudante da
universidade de Cracov quando Colombo chegou às Américas (Índia); ele tinha 49
anos quando Magalhães circum-navegou a Terra. Mas sua mente alcançou o céu, e
ele imaginava a Terra como um navio navegando no espaço, o que ninguém sonhava
deste Aristarco de Samos.
A prensa foi inventada 30 anos antes dele. Ele devorou livros. Agora, não só os
privilegiados, mas quase todo mundo já poderia comprar livros, e mais e mais
gente aprendeu a ler. Quando ele tinha 30 anos, de 6 até 9 milhões de cópias de
35.000 títulos foram publicados.
Ele nasceu em 1473 na Polônia e
estudava em Cracov com o nome de Kopernicus.
Estudou grego, latim e leu muito sobre Arquimedes. Como Aristóteles, adorava
livros, mas ao contrário dele, não precisava mais ser rico para poder ler.
Depois, mudou seu nome de Kopernicus para Copernicus.
Ele escreveu o DE REVOLUTIONIBUS, o livro que,
em sentido figurativo, fez a Terra girar ao redor do Sol, o qual deixou de ser
publicado por 20 anos, por medo da Igreja. Em seu leito de morte as primeiras
páginas apareceram. O livro sobreviveu a ele, igual ao de Charles Darwin, "A
Origem das Espécies", 300 anos mais tarde.

Mesmo assim, o Revolutionibus foi indexado e declarado livro proibido pelo
papa. Apesar do erro que a trajetória é um círculo perfeito - que Kepler
corrigiu - o que mais o ajudou foi a natureza: eram 2 cometas e 1 novae, durante
a vida de Tycho, Kepler e Galileu.
Desde Aristóteles, era como certo que o céu
nunca muda. Ele media as distâncias dos planetas com um erro de 5%. Copérnico
nos deu uma primeira prova da imensidade do espaço. Prova de coragem, ele
defendeu o que achou certo, apesar das aparências. Nós ainda falamos do "pôr-do-sol".
Einstein falou 500 anos mais tarde: é mais fácil quebrar um átomo do que
tirar crenças e superstições das cabeças das pessoas.
Texto de
Helga Szmuk,
astrônoma amadora
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