O despertar do sonho de mais
de 1000 anos, ao qual nós chamamos Renascença, tem muito a ver com
curiosidade ligada à informação - e não à superstição - e ao desejo de
conhecer tudo sobre o planeta Terra e além, assim como o desejo econômico.
Marco Polo, com suas
histórias sobre as maravilhas do oriente, deu um impulso para achar um
caminho via oeste.
A navegação, usando a astronomia como guia, já existia há milhares de
anos antes de Colombo e Magalhães.
Jazão, o Argonauta, os nativos da Austrália e nova Guiné navegaram os
oceanos há muito tempo, usando as estrelas como guia.
Virgílio descreveu as
viagens e finalmente avistou a ITÁLIA. Paolo dal Pozzo Toscanelli,
astronômo, escreveu para Colombo: Vale a pena viajar para o Oriente,
onde há muita riqueza, prata, ouro, etc, mas o mais importante: há
muitas pessoas cultas e muito para se aprender.
|
 |
Isto também inspirou Colombo.
Para convencer a rainha Isabel, ele usou diversos argumentos, mas não o que a
Terra fosse redonda, pois isto todo mundo já sabia.
Tentou mostrar-lhe que o planeta Terra era menor do que suas verdadeiras
proporções, usando um subterfúgio: aumentando o tamanho da Ásia e diminuindo o
tamanho do oceano, fez parecer que a circum-navegação da Terra seria mais
rápida do que os três anos que, na realidade, levaria.
Outro subterfúgio usado para convencer a rainha foi de que a Terra tinha a
forma de uma pêra, sendo mais estreita ao norte, o que fez com que todo mundo
o considerasse um louco.
Por que a persistência de
Colombo em fazer a viagem? Pode ser que ele soubesse das histórias dos
marinheiros que viajaram na costa oeste da África e avistaram alguma terra da
América do Sul, ou ele ouvira falar do Vicking Leif Ericson (o verdadeiro
descobridor da América) quando ele visitou a Islândia, com a idade de 26 anos.
Finalmente a rainha concordou
e ele saiu, em 1492. Acertou o relógio ampulheta (com erro), e navegou (certo)
observando o compasso. Ele fez correções do norte magnético com a estrela Polaris nas suas viagens no extremo oeste-leste. Polaris estava 3º3' do pólo
norte (hoje é menos de 1º).
Uma vez decidido a viajar,
nada deste mundo poderia detê-lo. Nem mesmo a fome, motim ou inimigos, pois
sua mente e olhos mantinham-no para o oeste.
Foi a América que salvou a sua vida, pois, se não fosse o continente americano
(que ele pensava ser a Ásia) certamente iria morrer como muitos antes dele.
No dia 12 de outubro de 1492, Rodrigo de Triano - observando a estrela Deneb
se pondo no horizonte - avistou TERRA! Os índios que viam os três navios
gritaram: gente vindo do céu! Eles não usavam armas e Colombo pedia
aos seus homens tratá-los com amor. Mas negócio é negócio e logo muitos deles
foram levados de volta acorrentados.

Nas viagens subseqüentes, ele foi do paraíso ao inferno: fome, sede, inimigos
e uma dúvida enorme sobre o tamanho da Terra.
Ele previu um eclipse - então ele sabia a longitude.
Seu corpo torcido pela artrite, a mente cheia de duvidas: mas lá tem ouro,
muito ouro! Porém, Colombo morreu pobre.
Depois dele, Magalhães
descobriu o caminho para o oriente, mas morreu antes de completar a
circum-navegação. Em seu diário ele dizia que nunca mais alguém se
aventuraria a circum-navegar a Terra.
O mundo velho ganhou muito
ouro, mas o lucro maior foi o conhecimento. Escolas de navegação foram
criadas, cartas geográficas, astronomia, navegação pelas estrelas. Mesmo as
pessoas do continente também começaram a estudar. Em 1600 a terra conhecida
dobrou de tamanho. Eles começaram a abrir o horizonte até o cosmos. Não
existia mais "em cima" e "em baixo".
Leonardo da Vinci tinha 40 anos quando Colombo chegou à América e escreveu:
Se você fosse à Lua, olhando para a Terra poderia ver as mesmas coisas,
vales, montanhas, etc.
Em 1506, no dia 20 de maio,
falecia um dos maiores navegadores da história.
Depois de Colombo a grande
aventura do homem é viajar e conhecer o Cosmos, nossa origem.