O CLAUSTRO

 

Em 1777 foi investido no cargo de Guardião Frei Martinho de Sta. Teresa. Arrancou as quatro campas lavradas que existiam acima das grades e que cobriam a sepultura de gente fidalga. Os herdeiros, porém, instauraram um processo e Frei Martinho foi obrigado por sentença a repô-las. Essas campas, já cobertas de assoalho desde 1856, Frei Ignácio Hinte pode remove-las em todo, sem protesto de quem quer que fosse. Não ficaram, porém, em abandono. Frei Justo colocou-as na parede do claustro e Frei Basílio mandou tornar legíveis, na medida do possível, as inscrições.

Como é sabido, nos jazigos, perpétuos ou não, sepultavam-se sucessivamente outros corpos. Deu-se isto também nas quatro sepulturas de cujas campas estamos falando. Damos por isto em seguida os nomes de todos que nelas foram sepultados:

1º Sepultura do Capitão Francisco Monteiro Mendes. Cavalleiro Fidalgo da Ordem de Christo, Familiar do santo Ofício, e de sua mulher D. Anna de Araújo, e de Feliciana Mendes de Araujo, e de seus herdeiros e descendentes (e outros).

2º Sepultura de Sebastião Gomes Pereira e de sua Mulher D. Maria Coutinho, e herdeiros, e de seu irmão João Gomes Pereira (e outros).

3º Sepultura de Lopo Gago da Camara, e de seus irmãos, moços fidalgos da Casa de Sua Majestade (e outros).

4º Sepultura de Diogo de Sá da Rocha e de sua mulher Beatriz Rangel e herdeiros (e outros).

Existiam ainda debaixo de arco-cruzeiro dois jazigos com campa de mármore, mas sem inscrição. Nela sepultaram-se muitas pessoas da alta sociedade, que seria prolixo enumerar. Em1856 foram tiradas estas campas, deixando-se, porém, os corpos. 

 

                                                “O Convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro”
Frei Basílio Röwer, O.F.M. - 1937 – Pág. 329 a 330

 

 

 

 

 

 

 

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