ALTAR MOR DA IGREJA DO CONVENTO DE SANTO ANTÔNIO

 

Durante o triênio da perturbação da paz interna (25-3-1716 a 21-10-1719), esteve à testa do Convento Frei Lucas de São Francisco. Que se tratava de um sacerdote distinto, provam-no duas coisas. Em 1738 mereceu a confiança do Reformador D. Frei Antônio Guadalupe, para ocupar o lugar do Provincial deposto, Frei José de Jesus Maria. Como Guardião, apesar da situação anormal, realizou grandes obras na Igreja, e no Convento... (pag. 96).

Foi a capela-mor que mereceu seus cuidados especiais. Primeiro, alargou-a, recuando a parede dos fundos em 3,45 metros “ainda se vêem na parede lateral atrás do retábulo os dentes, indicando onde estava a antiga parede dos fundos”, depois assentou o existente arco cruzeiro de mármore branco e forrou de novo toda a capela-mor. Excetuando uma ligeira modificação no trono do altar-mor, não houve posteriormente reforma da capela-mor, de modo que o ornato atual, com essa artística talha e os painéis que representam motivos da vida e lenda de Santo Antônio, é obra de Frei Lucas de São Francisco. Afigure-se o leitor tudo isso dourado. Como deve ter sido lindo, suntuoso! (pags. 325-326).

 

                                                “O Convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro”
Frei Basílio Röwer, O.F.M. - 1937 – Pág. 329 a 330

 

 

 

 

 

 

 

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