A IGREJA CONVENTUAL

REFORMAS

 

Reforma da Igreja - Depois da morte de Frei João do Amor Divino Costa, Frei Diogo Freitas sentiu-se livre para agir e fazer o que as circunstâncias e as dificuldades de toda sorte lhe permitiam. Começou pela reforma do telhado, cobrindo-o com telhas francesas. Aos 13 de junho de 1911 inaugurou a luz elétrica. Até o ano de 1920 colocou o novo tabernáculo e as novas banquetas no altar-mor e retirou as lajes das sepulturas da Igreja e assoalhou-a com madeira.

Os anos de 1920 a 1926 são os de grandes restaurações empreendidas sob a direção de Frei Inácio Hinte. Infelizmente faltou-lhe orientação histórica e artística. Renovou a madeira do telhado alteando-o cerca de dois metros. Deu forma de abóbada ao teto em vez de restituir-lhe a forma de caixão. Elevou, porém, a parte central na mesma posição horizontal e no centro colocou uma clarabóia. Abriu um arco na parede à esquerda de quem entra para instalar a capela do Bom Jesus. Demoliu e reconstruiu o coro, encurtando-o em três metros e vinte centímetros. Substituiu a madeira do soalho por ladrilhos. Avançou a mesa da Comunhão um metro para a frente. Restaurou os ornatos de talha. Juntou a mesa do altar-mor ao trono. Por ter levantado o teto, mandou fazer nova talha para o frontispício do arco-cruzeiro, conservando apenas o escudo com os braços cruzados de Cristo e de São Francisco. Trocou as imagens antigas dos altares laterais por modernas. Retirou a barra de azulejos, cedendo-os à Casa Martinelli em troca de uma barra de gesso imitando mármore e uma via-sacra embutida nas paredes. Restaurou o púlpito situando-o mais na frente e em posição mais baixa. Colocou vitrais nas janelas do coro. Mandou decorar as paredes e o forro com desenhos e pinturas. Modificou a fachada da Igreja. Mexeu portanto em tudo.

Volta ao primitivo - Com todas estas reformas, a Igreja ficou extremamente deformada. Felizmente o jovem guardião Frei Oscar Moch teve a inspiração e coragem de restituir-lhe, na medida do possível, o seu aspecto original. Sob a orientação dos arquitetos Dr. Lúcio Costa e Dr. Orlando Reis, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, começou os trabalhos aos 15 de junho de 1953. As paredes foram raspadas, a via-sacra e a barra retiradas. O teto, depois de rebaixado o seu centro, foi pintado a óleo por pérola. As cimalhas foram douradas e as caixas do órgão, fixadas nas paredes, receberam ouro sobre azul. Todas as talhas dos altares e da capela-mor, que, por desgaste de ouro e falta de recursos estavam pintadas a tinta, foram restauradas e douradas.

Durante a limpeza constatou-se que a base da talha da capela-mor era pintada de vermelho, enquanto que a dos altares laterais e do púlpito de azul. Em tudo foi restituída a forma primitiva. Também os painéis da capela-mor, da sacristia e da sala do Capítulo foram restaurados por técnicos do Patrimônio. Na mesma ocasião, foram trocados os ladrilhos do piso da Igreja por mármore.

Em 1972, sob o guardianato de Frei Armindo Ferreira de Oliveira, foram novamente restaurados o púlpito, o arco que dá para a capela do Bom Jesus, os retábulos nas janelas e foi adornado e dourado o altar central. Em 1973 novamente foram pintados o forro e as paredes, sendo que estas levaram uma barra a óleo.

   

Frei Albano Marciniszyn, OFM

   

 

 

 

 

 

  
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