O GALO DO CONVENTO


Interessante é saber que da primeira “torre” se conserva uma importante relíquia. É o galo que encima as sineiras. Segundo Vieira Fazenda foi ele fundido em Lisboa e chegou ao Rio em 1610. Pode, pois, gloriar-se de ser o galo mais velho da cidade, e lá do alto de seu poleiro não é apenas um símbolo, lembrando a vigilância no serviço de Deus, mas também o barômetro que indica as mudanças de tempo, embora aconteça a ele o que é próprio das coisas deste mundo: falha não raro nas suas previsões.  


O Convento de Santo Antônio
Frei Basílio Röwer, OFM
(pag. 322)

Todos me chamam de Galo do Convento.
Com prazer aceito!
Sou o galo que mostra o tempo. 

Em 1610, colocaram-me no tempo
os portugueses... no frio e no vento!
A chuva e o bom tempo indico! 

Na invasão dos franceses me lembro,
que os vi navegando ao vento,
para depois saquearem o Convento. 

Sou o galo mais velho...
Se um dia do poleiro me tirarem:
me deixem num museu, eu agüento!...

                                                                      Frei Luiz Sassi, ofm

 

 

 

 

 

 

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