FUNDAÇÃO
DO CONVENTO SANTO ANTÔNIO

Voltando para
Olinda, o Custódio levou consigo Frei Vicente do
Salvador e nomeou em seu lugar, como superior,
Frei Estevão dos Anjos.
Em 1614, no
Capítulo de 15 de outubro, foi eleito o primeiro
guardião do Convento de Santo Antônio: Frei
Antônio do Calvário. Em 1615, aos 7 de
fevereiro, a comunidade já se transferiu para o
novo Convento, apesar de a igreja estar ainda
longe da conclusão.
Em 1617, o novo
guardião, Frei Bernardino de Santiago,
empenhou-se muito por concluir a igreja e deu-a
por terminada em 1620. O término da igreja e do
Convento significa tão somente o apronto das
condições de uso e de moradia. As obras de
acabamento e de arte continuaram por muito tempo,
tanto assim que somente no guardianato de Frei
Serafino de Santa Rosa (1707-1710) foi colocado o
forro do claustro.
Em 1650, o
Convento foi promovido a casa de estudos de
filosofia e teologia.
Em 1659, no
Capítulo Provincial de 5 de novembro, os
conventos ao sul da Bahia foram elevados a
Custódia da Imaculada Conceição de Nossa
Senhora, para cuja sede foi escolhido o Convento
de Santo Antônio.
Em 1675, aos 15
de julho, o Papa Clemente X elevou a Custódia à
categoria de Província com sede no mesmo
Convento, que a manteve até a restauração da
Província em extinção, decretada aos 14 de
setembro de 1901 pelo Vigário Geral da Ordem,
Frei David Fleming. Nesta ocasião a sede da
Província foi instalada em Blumenau, onde
permaneceu até que, na Congregação de 3 de
maio de 1906, foi transferida para Petrópolis.
No Capítulo de 19 de janeiro de 1907, foi
decretada a sua mudança para São José, em
Santa Catarina. Obedecendo ao decreto do
Capítulo de 14 de janeiro de 1911, instalou-se
em Curitiba, donde, em 1941, emigrou para São
Paulo, onde se encontra até hoje.
Frei
Albano Marciniszyn, OFM