VIDA
SANTIFICADA
BEATO
FREI ANTÔNIO DE SANT’ANNA GALVÃO

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Finalmente, a Igreja do Brasil, depois de venerar por quase 500 anos
os santos do mundo inteiro, mereceu também ela, na pessoa de Frei
Antônio de Sant’Anna Galvão, as honras dos altares. No dia 25 de
outubro de 1998, o Papa João Paulo II beatificou a FREI GALVÃO,
oficializando-o como o primeiro beato brasileiro e reconhecendo-lhe
publicamente “o grau heróico de virtudes”. A partir deste dia,
todos os seus devotos poderão rezar e invocá-lo: “Beato Frei
Galvão, rogai por nós!”
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O primeiro beato brasileiro - dele diz Visconde de Taunnay:
“Corria- lhe nas veias uns duzentos e cinqüenta e seis anos de
sangue americano” - foi filho de Antônio Galvão de França,
culto e remediado patrício português que aportou no Brasil em
torno a 1730, e de Isabel Leite de Barros, nascida em
Pindamonhangaba, São Paulo. Ambos pertenciam a famílias
profundamente religiosas (católicas) e, depois de terem seus
primeiros três filhos em Pinda, mudaram-se para Guaratinguetá onde
nasceu em 1738/9 o filho que recebeu o nome Antônio de Sant’Anna
Galvão. Foi batizado na Igreja Matriz da cidade, dedicada a Santo
Antônio. O casal teve, ao todo, 10 filhos.
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Antônio desejou, desde cedo, seguir a carreira eclesiástica.
Queria ser padre e missionário. Seu pai, esperto português,
desaconselhou-o a fazer-se jesuíta, embora tivesse sido chamado de
“flor da formação jesuítica” pelos estudos que fez com eles
em Salvador, Bahia - pois, naquele tempo, eram perseguidos pelo
Primeiro Ministro português, Marquês de Pombal. Seus pais eram
Terceiros Franciscanos e Antônio ingressou no Noviciado dos Frades
Menores em 1760. Dois anos mais tarde, precisamente no dia 11 de
julho de 1762, foi ordenado sacerdote, muito provavelmente, no
Convento de Santo Antônio do Largo da Carioca da cidade do Rio de
Janeiro.
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Não demorou-se muito nesta cidade. Seu destino era São Paulo a
quatrocentos quilômetros do Rio. Para lá se dirigiu o recém-ordenado
padre, com pouco mais de 24 anos. Merece registro o que reportam os
relatos da época: foi a pé! Aliás, sabe-se, com certeza, que fez
este trajeto a pé pelo menos duas vezes durante sua vida. Era a
forma que escolhia para ir evangelizando as populações ao longo do
Rio Paraíba.
Frei Neylor Tonin, OFM