PROMOÇÕES DE SANTO ANTÔNIO

I


Santo Antônio, nascido em Lisboa aos 15 de agosto de 1195, desde cedo começou a ser invocado por seus patrícios em todas as emergências, sem excluir os problemas de segurança e defesa da Pátria. Com o tempo firmou-se o costume de nomeá-lo protetor de batalhões, principalmente em tempo de guerra. Depois ia sendo arrolado como soldado efetivo e galgava postos militares, simbolicamente representado por suas imagens.

Este costume acompanhou os portugueses que vieram para o Brasil, onde Santo Antônio ocupou postos militares em vários lugares. No Rio de janeiro foi escolhida a imagem do Convento a ele dedicado. A primeira promoção que recebeu foi a de Capitão de Infantaria durante a primeira invasão francesa. O Rei aprovou-a, aos 20 de março de 1711, e estipulou um soldo de dezesseis mil réis mensais a ser pago ao Convento. Por um decreto de 14 de julho de 1810 o Príncipe Regente promoveu-o a Sargento Mor com direito ao soldo de trinta mil réis. O mesmo Príncipe promoveu-o aos 26 de julho de 1814 a Tenente-Coronel, cuja patente foi expedida aos 31 de agosto do mesmo ano.

O Convento recebia pontualmente o soldo até ao fim da Monarquia. O Governo Republicano, porém, deixou de pagá-lo, alegando a separação entre o Estado e a Igreja. Frei João do Amor Divino reclamou e o Marechal Floriano ordenou que o soldo fosse pago enquanto um decreto especial não o revogasse. O decreto nunca veio à luz, mas desde o mês de abril de 1911, por ordem do Ministro da Guerra Gen. Emigdio Dantas Barreto, não se realizou mais nenhum pagamento.

 

Frei Albano Marciniszyn, OFM

 
 
              
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