III

  INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

D. Pedro I - Arquivo do Convento

Quando no dia 21 de abril de 1821 D. João VI embarcou de retorno a Portugal, deixou seu filho D. Pedro como Regente do Brasil. Os políticos que pugnavam pela independência aproveitaram a circunstância para incentivar a campanha. Papel importante coube a Frei Francisco de Santa Teresa de Jesus Sampaio, com quem D. Pedro mantinha amizade e o visitava freqüentemente em sua cela, onde também os políticos se reuniam para estudar e planejar as normas a seguir.

Quando em 1821 D. Pedro hesitava entre obedecer às Cortes de Portugal e voltar ao país ou permanecer no Brasil, Frei Sampaio não poupou esforços para convencê-lo a ficar. Elaborou o célebre manifesto do povo que aos 9 de janeiro de 1822 o levou em grande passeata cívica até ao Palácio, pedindo que permanecesse no Brasil. Depois de lê-lo, D. Pedro dirigiu-se a José Clemente e proferiu a histórica frase: “Como é para o bem de todos e a felicidade geral da nação, diga ao povo que eu fico”.

Os franciscanos não tiveram dúvidas em dar plena adesão à Independência. O Provincial Frei Antônio de São José Mariano, brasileiro, nascido no Rio de janeiro, mandou carta circular a todos os conventos, mandando celebrar públicas e solenes ações de graças e na sagração do Imperador compareceu entre os dignitários para prestar o juramento de fidelidade. Frei Sampaio, que nesta solenidade fez o sermão, continuou a prestigiar o Imperador, apoiou plenamente a sua idéia de fundar um Império Constitucional e apresentou-lhe um projeto de Constituição.

 
Frei Albano Marciniszyn, O.F.M.

(Continua)

 
 
     
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