II
VINDA
DA FAMÍLIA REAL
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D. João VI -
Pinacoteca do Convento |
Aos
7 de março de 1808, o Provincial e o guardião foram a bordo para o
beija-mão do Príncipe Regente D. João VI que saíra de Portugal
para não cair nas mãos do exército de Napoleão. Na Missa solene
em ação de graças pela feliz viagem, celebrada na Igreja do
Carmo, no dia doze, o sermão coube ao franciscano Frei Joaquim de
São José, que viera com a Família Real, na qualidade de capelão
e confessor.
Com
ele veio também, com o cargo de confessor e educador de D. Pedro,
Frei Antônio de Arrábida, mais tarde eleito e sagrado bispo
titular de Anemúria e auxiliar do Rio de Janeiro com direito à
sucessão, mas renunciou em 1833. Viveu no Convento até à sua
morte em 1850.
Talvez
o Príncipe Regente não esperasse encontrar no Brasil franciscanos
de alto gabarito cultural. Em breve, porém, convenceu-se do
contrário. Percebendo os dotes oratórios de Frei Antônio de Santa
Úrsula Rodovalho, de Frei Francisco de São Carlos e de Frei
Francisco de Santa Teresa de Jesus Sampaio, nomeou-os já em agosto
de 1808, pregadores da Capela Real.
A
Casa de Bragança cultivava especial devoção a São Francisco. Por
esse motivo, todos os anos, o Príncipe passava no Convento o dia da
festa de São Francisco. Almoçava com os frades, servindo-se da
mesma comida e usando os talheres do Convento.
Frei Albano Marciniszyn, O.F.M.
(Continua)