Ano 10 - Semana 524
 

 



 

          14 de abril, 2007
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Uísque

 

Clubes do Uísque
Os pretextos para se ingressar em um clube do uísque são muitos. Fazer uma horinha depois do trabalho e fugir do trânsito pesado, confraternizar com outros apreciadores da bebida ou mesmo ter a garantia de generosas doses de desconto. Em vários restaurantes da cidade o clube do uísque é uma atração a mais, capaz de fidelizar a clientela.

O perfil dos freqüentadores de um clube do uísque é um público diversificado. Hoje em dia o número de mulheres que freqüentam os clubes cresceu. Na média, são 70% homens e 30% mulheres. Alguns clubes chegam a possuir mais de 1.300 sócios. Para se tornar um deles, basta que o cliente compre uma garrafa no próprio restaurante e deixe-a lá. Cada sócio recebe um cartão personalizado e o custo da garrafa fica em torno de 30% mais baixo do que se o cliente fosse consumi-la fora do clube. Grandes churrascarias aderiram a este tipo de clube, nos últimos anos.

Para jogar conversa fora
Se o uísque combina com uma boa conversa, nada melhor do que um pouquinho de cultura de almanaque para ajudar a embalar a bebida entre um e outro tilintar do gelo. Se bem que, em se tratando de uísque, até a presença ou não de gelo no copo pode se tornar motivo de muita falação. Há os adeptos de muito gelo, pouco gelo ou nenhum gelo e quase todos eles - com certeza - terão ponderações de sobra para justificar sua preferência. Entre os gauleses um provérbio dizia:
«Há duas coisas que ficam melhores sem nada por cima, e uma delas é o uísque

Até mesmo o copo em que a bebida é servida é cercado de tradicional sabedoria. Recomenda-se que seja cilíndrico e preferencialmente de cristal. Os mais distraídos podem até pensar que os tão comuns adornos na base do copo são puro deleite estético. Mas a verdade é que os desenhos, que ocupam pelo menos um terço do copo, são para demarcar a altura ideal para servir a bebida. Outro detalhe a ser notado: o copo deve ter um fundo pesado para fazer um baque quando colocado na mesa.

A comercialização de uísque representa o segundo maior negócio entre as exportações da Escócia. Há 92 destilarias operantes, a maior parte na região nordeste do país que preserva grandes áreas verdes intactas onde estão, em grande parte, as mais altas montanhas do Reino Unido, incluindo o Ben Nevis (1.343 m). A Escócia tem seu Parlamento próprio, mas permanece parte integrante do Reino Unido e tem representação contínua no Parlamento britânico, em Londres. Essa mudança foi aprovada em plebiscito realizado em setembro de 1997, com maioria representativa.

Em meio a um ou outro gole, se for possível, vale lembrar que segundo os médicos, para as pessoas que não têm problemas no fígado e não são alcoólatras, é seguro ingerir de 20 a 30 ml de etanol por dia. Essa é a quantidade existente, por exemplo, em 350 ml de cerveja, um copo de vinho ou uma dose de uísque, conhaque ou aguardente. Trata-se quase que da mesma recomendação que proferiu o dramaturgo inglês Lord Dunsany - com uma frase bem arranjada, como compete aos dramaturgos: «A lógica, como o uísque, perde seu efeito benéfico quando tomada em quantidades exageradas." Tintim!
 

COMO SE CHEGA AO PRODUTO FINAL DO UÍSQUE

A cevada é escolhida, depois moída para ser misturada à água quente, de forma a diluir o açúcar. Forma-se, então, um líquido açucarado, ao qual se adiciona fermento e se coloca nos enormes alambiques para fermentar por alguns dias. A próxima etapa é a destilação, na qual a habilidade do destilador é crucial para determinar quando o produto está no ponto. Depois disso, o resultado é colocado em barris para envelhecer por anos, até ser retirado e vendido puro ou misturado a outros maltes. Tudo de acordo com um padrão de qualidade rigoroso, para que o resultado final seja sempre o mesmo, ou seja, o uísque engarrafado há cinco anos deve Ter o mesmo gosto do que o que foi engarrafado ontem e do que será engarrafado daqui a 10 anos.

 

 




Direção e Editoria
Irene Serra