Ano 11 - Semana 534


 

 



 

         23 de junho, 2007
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Embrapa desenvolve isotônico natural
de caju e acerola


Um isotônico natural, à base de caju e acerola, foi desenvolvido pela Embrapa Agroindústria de Alimentos (Rio de Janeiro-RJ) em parceria com a Universidade de Campinas (Unicamp). O novo produto preserva as características naturais das frutas, especialmente a vitamina C, e interessa a atletas e desportistas para reposição de sais minerais perdidos durante as atividades físicas.

A pesquisadora Virgínia Martins da Matta, da Embrapa Agroindústria de Alimentos, explica que a perda de sais como cloreto de sódio e outros expelidos pelo organismo por meio do suor pode levar a desidratação. Daí a importância de repô-los.

Os isotônicos disponíveis no mercado contêm água, corante, aroma artificial e substâncias químicas que conservam o produto. Já o isotônico natural dispensa esses recursos e preserva o sabor e o aroma das frutas originais, além de apresentar alto teor de vitamina C, da ordem de 300 miligramas por 100 gramas. Normalmente, o teor recomendado para consumo é de 90 miligramas por 100 gramas.

As características do isotônico natural são obtidas em função do processamento do suco que usa a microfiltração que separa os componentes líquidos, por meio de membranas seletivas de porcelana à temperatura ambiente. A membrana retém as enzimas oxidativas, mantendo inalterada as características físico-químicas da bebida permeada.

As membranas também filtram as substâncias responsáveis pela turbidez, gerando uma bebida clarificada que interessa à indústria de alimentos para produção de bebidas gasosas, refrigerantes, geléias e gelatinas.

Nos métodos convencionais de processamento de sucos e bebidas, o calor inativa enzimas e microorganismos. Entretanto, a temperatura elevada altera sabor e aroma, além de degradar algumas vitaminas, entre elas, a C.

A viabilidade econômica da microfiltração tem sido analisada em escala comercial graças a uma parceria com uma empresa processadora de polpa de frutas da Bahia e uma empresa de membranas de São Paulo. “Os resultados permitem dizer que a taxa de retorno é atrativa para o mercado”, afirmou Virgínia, pontuando que a Embrapa busca novas parcerias para transferir esta tecnologia para a iniciativa privada.

(fonte: Embrapa - Comunicação)

 




Direção e Editoria - Irene Serra