Vitamina C

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A vitamina C (também conhecida como ácido ascórbico) é uma das 13 principais vitaminas que fazem parte de um grupo de substâncias químicas complexas necessárias para o funcionamento adequado do organismo. É uma das vitaminas hidrossolúveis, o que significa que seu organismo usa o que necessita e elimina o excesso.

À medida que envelhecemos, a vitamina C parece diminuir em muitos tecidos orgânicos, sugerindo que os idosos requerem mais ingestão dessa substância para a manutenção de seus níveis celulares satisfatórios. Essa carência pode ser devida ao aumento das necessidades, pouca quantidade na alimentação ou utilização exagerada pelo corpo.

A síntese normal de colágeno requer quantidades satisfatórias de vitamina C que, na velhice, é diminuída fazendo com que vários mecanismos degenerativos se desenvolvam além da piora da elasticidade da pele.

A vitamina C favorece a cicatrização de feridas através da estimulação da reentrada dos fibroblastos quiescentes no ciclo celular, promovendo a migração de células. Contribui assim para a manutenção de uma pele saudável, possuindo propriedades anti-oxidantes que protegem o DNA celular contra a danificação pela oxidação, revelam os investigadores.

Ajuda as células do organismo, incluindo os ossos, os dentes, as gengivas os ligamentos e os vasos sangüíneos, a crescerem e permanecerem sadias. Também ajuda o organismo a responder à infecção e ao estresse, além de auxiliar a utilização eficiente de ferro. Se o seu organismo não receber quantidades diárias suficientes de vitamina C, você ficará mais propenso a apresentar equimoses na pele, sangramento nas gengivas, má cicatrização das feridas, perda de dentes, dores nas articulações e infecções.

Tornou-se popular em virtude do seu papel como antioxidante, com potencial de oferecer proteção contra algumas doenças e contra os aspectos degenerativos do envelhecimento. Mas nem tudo são boas notícias. O excesso de vitamina C pode causar efeitos colaterais, como náuseas, diarréia e cálculos renais.

As NDRs (necessidades diárias recomendadas) de vitamina C para a maioria das pessoas com idade igual ou superior a 15 anos são 60mg por dia. Entre as pessoas que necessitam de maiores quantidades de vitamina C estão as mulheres grávidas (70mg), as lactantes (90 a 95mg) e os fumantes (pelo menos 100mg).

Como não pode ser armazenada no organismo, é importante fazer a sua reposição, ingerindo as quantidades diárias recomendadas e, sempre que possível, a vitamina C deve ser obtida de frutas e vegetais (cinco porções diarias).

Fontes de vitamina C:
A vitamina C é encontrada em alimentos como frutas cítricas, tomates, morangos, pimentão-doce e brócolis. A melhor maneira de se obter a quantidade necessária é por meio de uma alimentação saudável e rica em vitamina C.
morangos (uma xícara, cortados);
mamão (uma xícara, cubos);
kiwi (um, médio);
laranja (uma, média);
suco de laranja (1/2 xícara);
melão (1/4, médio);
manga (uma xícara, cortada);
pimentão vermelho ou verde (1/2 xícara) cru ou cozido;
brócolis (1/2 xícara, cozido);
couve (uma xícara, cozida);
couve-de-bruxelas (1/2 xícara, cozida);
ervilhas (1/2 xícara, cozidas)
batata (uma média, assada).

A carência desta vitamina provoca a avitaminose designada por escorbuto.

É importante observar que a vitamina C (ácido ascórbico) é extremamente instável. Ela reage com o oxigênio do ar, com a luz e até mesmo com a água. Assim que é exposta têm-se início reações químicas que a destroem, daí o surgimento do gosto ruim no suco pronto. Estima-se que, em uma hora, quase que a totalidade do conteúdo vitamínico já reagiu e desapareceu, por isso é importante consumir as frutas ou o suco fresco feito na hora, pois deste modo, temos certeza que o teor de vitaminas está garantido. No caso das frutas, deve-se levar em conta o estado das mesmas (cascas, cor, etc.) e, caso estejam 'feridas', pode ser que já se encontrem em estado avançado de reação e não tenham o 'teor' vitamínico que se deseja.