01 de fevereiro, 2018
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Chiquinha Gonzaga


Angela Nassim (Lynn)

 


Francisca Edwiges Neves, a Chiquinha Gonzaga, nasceu no Rio de Janeiro, a 17 de outubro de 1847. Filha de uma família ilustre do Império, Chiquinha Gonzaga educou-se com o Cônego Trindade e com o Maestro Lobo, casando-se, aos treze anos com Jacinto Ribeiro do Amaral, um oficial da Marinha Mercante. O casamento durou o tempo de transformar Chiquinha em mãe de cinco filhos. Abandonou o marido que não permitia que ela se envolvesse com a música.

Trabalhou como professora de piano e obteve grande sucesso, tornando-se também compositora de polcas, valsas, tangos, cançonetas. Ao mesmo tempo, juntou-se a um grupo de músicos de choro, com quem tocava em festas. Foi a necessidade de adaptar o som de seu piano ao gosto popular que lhe valeu a glória de se tornar a primeira compositora popular do país. 

O sucesso de Chiquinha Gonzaga começou em 1877, com a polca "Atraente". A partir da repercussão de sua primeira composição impressa, Chiquinha resolveu se lançar no teatro de variedades Estreiou compondo a trilha da opereta de costumes "A Corte na Roça", de 1885. Em 1934, aos 87 anos, Chiquinha Gonzaga escreveu a partitura da opereta "Maria". 

Chiquinha compôs as músicas de 77 peças teatrais, tornando-se responsável por cerca de 2000 composições. Em 1899 compôs "Ó abre Alas", a primeira marcha carnavalesca que se tem notícia. Para Chiquinha, era uma glória que ia além das ambições de quem dizia desejar por epitáfio apenas estas palavras: "Sofreu e chorou". E foi cercada dessa glória que Chiquinha Gonzaga viveu até 28 de fevereiro de 1935, às vésperas do carnaval, festa que ela tanto amava.

Ó ABRE ALAS

Ó abre alas
que eu quero passar
Eu sou da lira
Não posso negar
Ó abre alas
que eu quero passar
Rosa de Ouro
é quem vai ganhar

 

Publicado anteriormente na Revista Rio Total em 2001
 




Direção
IRENE SERRA
irene@riototal.com.br