Ano 9 - Semana 442


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    17 de setembro, 2005
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Rabino Kalman Packouz


A Essência de Rosh HaShaná

  

Rosh HaShaná é o Ano Novo Judaico. Diferente do Ano Novo secular, que é celebrado em muitas partes do mundo ‘civilizado’ com festanças, bailes, bebendo em excesso, assistindo os fogos de artifício na praia ou uma bola descendo no Times Square, em Nova York, o Ano Novo Judaico é celebrado refletindo-se sobre o passado, corrigindo nossos erros, planejando para o futuro, orando por saúde, por um ano doce e celebrando, em família, com refeições festivas.

O rabino Nachum Braverman, do Êsh HaTorá de Los Angeles, escreveu: “Em Rosh HaShaná fazemos um balanço de nosso ano e oramos repetidamente pedindo vida. Como justificaremos mais um ano de vida? O que fizemos com este ano? Foi um período de crescimento, introspeção e interesse pelos demais? Fizemos bom uso de nosso tempo ou o esbanjamos, o jogamos fora? Foi realmente um ano de vida ou meramente um ‘passar de tempo’? Agora é a hora de nos avaliarmos e reordenarmos nossas vidas. Este processo é chamado “Teshuvá”, voltar para casa – reconhecendo nossos erros entre nós e D’us, bem como entre nós e nossos semelhantes. E corrigi-los.

Em Rosh HaShaná rezamos pedindo para sermos inscritos no Livro da Vida, pedimos por saúde, por sustento. É o Dia do Julgamento. Mesmo assim, nós o celebramos com refeições festivas, na companhia de familiares e amigos. Como podemos celebrar quando nossas vidas estão penduradas numa balança? Definitivamente, confiamos na bondade e na misericórdia do Todo-Poderoso. Sabemos que Ele conhece nossos corações e nossas intenções, e com amor e sabedoria decidirá o que é melhor para nós, assim confirmando Seu decreto para cada um de nós, para este ano que se inicia.

Nas refeições das duas noites de Rosh HaShaná existe o costume de mergulharmos a Chalá, um pão especialmente trançado, bem como uma maçã em mel, simbolizando nossas esperanças de um ano doce. Existe um costume de comermos várias Comidas Simbólicas – em sua maioria frutas e vegetais - cada uma delas precedida por um pedido. Por exemplo, antes de comer uma romã, pedimos: “Possa ser Sua vontade  ...  que nossos méritos sejam tantos como as sementes de uma romã”. Muitos pedidos estão baseados em jogos de palavras (em hebraico) entre o nome do alimento e o pedido em si. Como estes jogos de palavras se perdem quando a pessoa não entende hebraico, existem aqueles que fazem seus próprios pedidos. Outro costume é o Tashlich, um arremesso simbólico de nossas transgressões. Este ano é feito no domingo à tarde, depois da oração de Minchá (a oração da tarde).

Lembrem-se: estes atos simbólicos servem apenas para ajudar a sintonizarmos com o que precisamos fazer da vida, para despertar nossas emoções  e paixões. Não são um fim em si. Com certeza não são o ponto principal de Rosh HaShaná.

Também lhes recomendo o livro, em inglês, Rosh HaShana & Yom Kippur Survival Kit, disponível nas livrarias americanas. O telefone da livraria Torah Treasures, em Miami, é 001-305-673-6095 e o da livraria Eichler’s, em Nova York, é 001-718-633-1505.

   

Traduzido e enviado por Gerson Farberas
com autorização do autor.





Direção
IRENE SERRA
irene@riototal.com.br