DIÁLOGO CATÓLICO-JUDAICO

         
UM FATO ELOQÜENTE...

        
Durante seu encontro com o Papa João Paulo II, o grande
Rabino Aashkénaze Yisrael Lau relatou uma história impressionante que ninguém conhecia e que contradiz certas afirmações facilmente pronunciadas.
        

Durante a segunda guerra mundial, um casal de jovens poloneses foi deportado para um campo de concentração. Tinham um filho pequeno que conseguiram salvar, confiando-o a um casal de cristãos de Cracóvia, os Yakowiczowa.
A senhora Yakowiczowa, conta o grande Rabino, amava este pequeno menino como o seu próprio filho. Assim que ela soube que o país tinham morrido no campo de concentração de Auschwitz, decidiu adotá-lo.
Em seguida, ela pediu a um padre que batizasse o menino, já com oito anos. O jovem sacerdote, considerado como um homem inteligente e aberto, pediu à senhora que lhe contasse a história desse menino que, tendo chegado a idade de oito anos, ainda não tinha sido batizado.
A senhora explicou que o menino tinha nascido de uma família judia. O padre então perguntou:
"Você conhece a última vontade dos pais deste menino?"
- Sim, a sua mãe nos disse: "Se nós não retornarmos, lembrem-lhe que ele é judeu e que deve fazer todo o possível de sua parte para ir para Israel."
- Nesse caso, concluiu o padre, eu não posso batizar este menino. Você deve respeitar a vontade de seus pais.
O grande Rabino termina seu relato: "Esse menino de oito anos era eu, e o jovem padre polonês se chama Karol Wojtyla, hoje Papa João Paulo II."

"Sendo... tão grande o patrimônio espiritual comum aos cristãos e judeus, o Sacrossanto Concílio quer fomentar e recomendar, a ambas as partes, mútuo conhecimento e apreço. Poderá ele ser obtido principalmente pelos estudos bíblicos e diálogos fraternos."

(Revista Feut et Lumière, no 121, set/1994)

Colaboração de Leon M.Mayer
Presidente da Loja Albert Einstein da B'nai B'rith do RJ
lmmayer@openlink.com.br



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