DIÁLOGO CATÓLICO-JUCAICO

         
Religião Judaica

          
Nilópolis, 07 de junho de 1998

             
Motivação através da apresentação pessoal,
como religiosa de Sion: Alguém que, não sendo judia,
trata de conhecer e amar "O Povo de Jesus".

Construções nº 13: " Somos chamadas a dar testemunho, pelas nossas vidas da fidelidade do amor de Deus ao povo Judeu e das promessas que ele revelou aos patriarcas e aos profetas de Israel, em vista de toda humanidade...

Por causa deste chamado, nossa vida apostólica se caracteriza por um tríplice compromisso: com a Igreja, com o povo Judeu, com o Mundo... para que se torne um mundo de Paz, de Justiça, de Amor.

O nome de Sion: um conteúdo Bíblico, Histórico e Geográfico, inclusive: o Monte de Sion que se situa em Jerusalém. Nome escolhido por Teodoro Rastibonne, fundador da congregação Nossa Senhora de Sion pela inspiração dada a Afonso Rastibonne em 1842, por uma manifestação da Virgem Maria. Em todos os prospectos se diz: da vocação e missão de Sion na Igreja.

Sempre se afirma a fé em Jesus Cristo que se encarnou naquele povo, sempre se convida a redescobrir suas raízes no povo judeu e a pensar na realidade permanente deste povo.

Sentimos o nosso carisma como " Um dom permanente do Espírito Santo à Igreja".

É em vista pois, desta vocação e deste "mandato", que viemos compartilhar com vocês algo sobre a religião Judaica.

_ O testemunho de São Paulo (Rom. 9,4,5).

Ela fala dos seus irmãos a quem pertencem a Adoção, a Glória, a Aliança, a Lei, o Culto, as Promessas e, um pouco acima (cap.8) diz que a Igreja se alimenta da raiz da oliveira na qual, como ramos de zambujeiros, foram enxertados os povos. É a figura da raiz e dos ramos que expressa um forte parentesco espiritual. Segundo o nosso Papa João Paulo II, a nossa relação é intrínseca, não extrínseca como acontece com as outras religiões a quem nos ligamos por laços diferentes.

Este parentesco traz certos traços através dos quais nos reconhecemos, apesar de havermos evoluído, na história, de outra maneira. (Eu sou vocês).

O parentesco traz uma herança. Trata-se de um " Patrimônio Espiritual e uma herança segundo a carne". (N. Aetate, nº 4).

Concretamente, temos em comum: As Escrituras Sagradas _ (Tanah) a tradição oral.

O conceito de noção do tempo a "Santificação do Tempo" do povo de Deus, a Eleição, a Aliança, as Promessas. (sábado e domingo, ano litúrgico). E, principalmente, como veremos em seguida, a noção do Deus altíssimo, transcendente e imanente (o Deus de Abraão, de Isaac, de Jacó). O Deus que acompanha o homem.

(Deut. 6,4 esgts) o Judeu deve cumprir as mitzvot mas, sobretudo, aceitar a vontade de Deus. Lutar sim, mas como o violinista no telhado............

No Judaísmo, a relação com Deus passa pela relação com o próximo (Ler 19,18).

Amar o estrangeiro!... Quem é estrangeiro?

( Parábola de bom Samaritano)

A moral Judaica vem da fé que fez o homem o parceiro de Deus, na criação. Daí a prática do Shabat, que foi quem conservou o Judeu. [Liberdade com Responsabilidade]. O "Mandamento" mais importante. "O Senhor cessou, abençoou e santificou o sábado. Para a religião Judaica o tempo não é uma sucessão de momentos sem sentido, mas o espaço onde Deus cumpre os seus desígnos. O Shabat é a "Noiva" que lhe garante a presença de Deus no seu caminhar. (Paralelo com o Domingo).

Do ano litúrgico poderíamos falar longamente. Mas, poderíamos pensar somente no Pentecostes que acabamos de viver.

( Comentários Ex. 19 _ Atos 2 )

"Lembrar o caráter agrícola e histórico das festas".

É esta, entretanto a imagem que temos dos Judeus e da religião Judaica?

A imagem negativa vem da falta de conhecimento e das experiências pessoais infelizes.

Mas, o concílio Vat. II diz (N. A. nº 4):
Já que é tão grande o patrimônio espiritual comum este concílio quer recomendar o mútuo conhecimento e apreço que se conseguem pelos estudos Bíblicos e Teológicos e pelo Diálogo Fraterno.

À Paróquia, parabéns pela iniciativa, ao Sr. Bispo, pelo apreço, ao povo, pela resposta.

 

Enviado por Leon M.Mayer
Presidente da Loja Albert Einstein da
B'nai B'rith do RJ
             

 

Editoração e Coordenação:
IRENE SERRA
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