Clique na imagem e venha nos
visitar no Facebook.
Rio de Janeiro, 16 de julho, 2019 - Edição nº 1.133


Colunistas  

Frei Betto
REDES CANIBAIS

As redes digitais devoram inclusive a realidade na qual estamos inseridos. Nos deslocam para a virtualidade e ativam em nós sentimentos nocivos de ódio e vingança. O príncipe encantado se transforma em monstro. Os valores humanitários se esgarçam, a ética se dissolve, a boa educação é descartada.

Daniela Aragão
Felliniando com Florbela e CapitU

Nosso deleite maior consistia em colarmos palitos de picolés, embalagens de bombons (sonho de valsa roxo), caixinhas de chicletes Adams e tudo o mais que eternizasse em nossos frágeis e afoitos corações as primeiras epifanias no vasto, inquietante e perturbador universo do amor.

Carlos Trigueiro
EM CAOSLÂNDIA: CENA URBANA, SUBURBANA, SOBRE-HUMANA OU...
— Que bom! Então vou preparar o seu prato preferido: feijoada carioca! Seu tio está muito bem! Ele agora está comigo aqui na garupa, do jeito que gosta, sem capacete, com óculos, e tentando ler os panfletos que os milicianos entregaram na subida.

Ronaldo Werneck
O coração nas costas

Nem bem salto do carro e ele surge assim de repente, como a pedir licença. Subimos a pequena trilha até a guarita, em meio ao esparso cantar de pássaros tardios e o azul que sobra das árvores. Entre as frestas, o sol nos olha de soslaio. Começo a caminhar como se corresse...

Pedro Franco
Da Medicina ao tango

Se fosse poeta, gostaria de ter escrito a frase "a vida inteira etc". Genial e Bandeira falava em verso de Orestes Barbosa, em "Chão de Estrelas". Cantaram-na demais e qualquer “soi disant” seresteiro atacava o "minha vida era um palco iluminado etc " e fez cansar a música.

Milton Ximenes
Aprendizes dos volantes

De repente, ilustre personalidade da cidade, já os primeiros cabelos brancos sendo notados, sentiu lampejos para realizar sonho acalentado desde a mocidade: a de dominar perfeitamente a direção de um automóvel. Não hesitou, e...

Enéas Athanázio
OS ÚLTIMOS ANOS
Entre as muitas biografias parciais de Ernest Hemingway (1899/1961), nenhuma me parece tão tocante e sincera como “Papá Hemingway”, de A. E. Hotchner (Civilização Brasileira – Rio – 1967). Ela reconstitui os últimos quatorze anos de vida do escritor, desde que o autor o conheceu em Cuba, no célebre bar Floridita, e...

Francisco Simões
REVENDO MINHAS POESIAS (3) - “ANJOS CAÍDOS”
A demagogia que era reinante parece que continua cada ano mais forte em nosso país e assim os políticos prometem verdadeiros “milagres” e depois pedem desculpas, quando pedem, por não poder ou não querer resolver os assuntos básicos referentes especialmente ao nosso povão.

Bhuvi Libanio
QUEM É VOCÊ?

Você já se olhou no espelho hoje? Imagino que sim. Acordou, lavou o rosto e se viu no armário sobre a pia do banheiro. Talvez tenha conferido rugas ou percebido alguns fios brancos a mais. Avaliou a combinação de cores depois de se vestir, se a camisa para dentro é melhor do que para fora ou se a calça não está muito apertada?

Antonio Carlos Fester
Descer da cruz os povos crucificados

O que Ellacuria disse sobre o povo crucificado causa espanto. A civilização da pobreza também causa espanto. Não se trata de eliminar o espanto, mas talvez de situá-lo bem. Ele não era ingênuo e sabia dos males que os pobres cometem por introjetarem o desumanizante da civilização da riqueza.

Alberto Cohen
Aniversário

Uma vida estudando, trabalhando e buscando amadurecer sem conseguir. O mesmo menino/menino chega ao presente como menino/velho. Rugas, cabelos brancos, mas a mente sonha ainda com romances e magias. Reencarnação do Peter Pan a buscar sua ilha encantada e uma fadinha para voar com ele além do real e do feio.

Braz Chediak
O CÃO DE MAMBORÊ

Li, na grande imprensa, uma notícia que me enterneceu e fez meditar sobre a condição humana: no município de Mamborê, no Paraná, um cachorro vira-latas foi morar no cemitério para ficar ao lado de seu dono recém-falecido. Não queria se separar daquele a quem amou e, quem sabe?, continuará amando até seu próprio fim.


 Livro

A voz do violino
de Andrea Camilleri

Nesse terceiro livro da série especial Noir Europeu, Camilleri transforma o acaso em companheiro de trabalho de Montalbano. Por conta de um acidente de carro sem importância, o comissário esbarra num intrincado crime: o estranho assassinato da bela Michela Licalzi.



 Arquivo dos Colunistas

Affonso Romano de Sant'Anna
Airo Zamoner
Ângela Maieski
Alberto Cohen
Antonio Carlos Fester
Antonio Prata
Antonio Nahud
Antonio Sergio Mendonça
Arlete Moreira dos Reis
Artur da Távola (i.m.)
Braz Chediak
Bruno Kampel
Carlos Trigueiro
Chico Alencar
Cissa de Oliveira
Daniela Aragão
Eduardo Fares (i.m.)
Fábio Lau

Enéas Athanázio
Flávio Barreto
Francisco Simões
Frei Betto
Giselle Serra
Helga Szmuk (i.m.)
Irene V.M. Serra
Isabel Vasconcellos
Jacqueline Bulos
Jorge Elias Neto
Lílian Maial
Luiz Carlos Amorim
Luiz Carlos G. Guedes
Marciano Vasques (i.m.)
Marcos Antonio de Azevedo
Maria de Fátima B. Michels
Milton Ximenes Lima

Müller Barone
Norma Bruno
Odete Ronchi Baltazar
Pedro Franco
Renzo Sansoni
Rica Perrone
Ricardo Kotcho
Roberto Vieira Machado
Ronaldo Werneck
Rosa Pena
Rui Martins
Sarita Barros
Sheila Sacks
Sonia Alcalde
Ulisses Tavares
Viegas Fernandes da Costa
W. J. Solha


Arquivos Especiais

Breviário dos políticos
Contos Brasileiros

Contos Franceses
Crônicas de Sempre

Entrevistas
Expressão Poética
Guardiões do Saber -  Jung
Guardiões do Saber -  Lacan

Imortais
Memória do Esporte
Opinião Acadêmica
Repórter