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Rio de Janeiro, 16 de junho, 2018 - Edição nº 1.081


   Colunistas  

Pedro Franco
“Algo no ar além dos aviões de carreira.” (Barão de Itararé)

E me espanta tanto despreparo em indivíduos de alguma forma preparados, com títulos universitários e ainda assim candidatos a trabalhar com Didi, Muçum e Zacarias, tais as trapalhadas em que se metem. Um pouco de bom senso, tirando antolhos eleitoreiros e ganância, evitaria muito malfeito.

Jorge Elias Neto
NA DITADURA DA VISÃO
A visão usurpou o direito e o espaço dos demais sentidos. Para uma pessoa que tem no olhar a fonte de sonhos e de vida, é difícil aceitar, é difícil até mesmo formular essa afirmativa. Mas, como existe uma diferença entre ouvir e escutar, a visão também difere do olhar – ela carece de sensibilidade e é mais passível de manipulação.

Francisco Simões
MARIA FLOR
Maria Flor é o nome dela. A cena de despedida do jovem vendo sua amiga canina ficar conosco e ele partir sem ela foi emocionante. O jovem caiu em pranto e nós sentimos o mesmo que ele ao nos lembrarmos dos amigos de quatro patas que já perdemos.

Frei Betto
LIÇÕES DA ESCASSEZ
De que vale ser rico quando não se pode fugir da escassez? No cerco romano a Jerusalém, no ano 70, as mais ricas famílias judaicas ofereciam barras de ouro em troca de um punhado de trigo ou uma cesta de tâmaras. Em vão. Ouro não é comestível...

Enéas Athanázio
HEMINGWAY, O REPÓRTER
O escritor americano Ernest Hemingway (1899/1961) iniciou a carreira profissional como jornalista e, mesmo procurando abandonar essa atividade para se tornar apenas escritor, acabou praticando o jornalismo até quase o fim da vida. Homem ativo, misto de escritor, viajante e aventureiro, foi sempre destacado por grandes órgãos da imprensa para cobrir os mais variados e importantes acontecimentos ao redor do mundo.

Eduardo Fares
O SUICÍDIO DE "SEU CLOVIS"
Seu Clovis, antes de casar com D. Marilda, tentou várias profissões. Na polícia não conseguiu entrar, embora tenha tentado várias vezes. Começou um curso de torneiro mecânico que foi abandonado logo no início. Interessou-se pela profissão de motorista, mas não passou nem no psicotécnico. Por fim, arrumou emprego de ajudante em uma oficina de conserto de bicicletas e por lá ficou.

Müller Barone
AS PALAVTRAS
Um dia, há muito tempo, eu era criança, voltando da escola, vejo um pedaço de papel pequeno, perto de uma lata de lixo, pra ser bem sincero, ao lado dela. Ele escapou do lixeiro. Sem mais nem menos, abaixei e catei o pedaço de papel abandonado.

Braz Chediak
TUDO CONTINUA, COMO TUDO COMEÇOU
A encantada vida que é cheia de buracos, mas na qual um neto nos dá a mão para subir e ver que o Rio Verde ainda corre em frente à varanda, que as árvores estão lá, que os pássaros cantam, que o céu é azul.

Carlos Trigueiro
AMANTES – Ficção de Verdade
Confesso: Tive amantes, sim, várias, aos montes, sim, montes de achadas e perdidas, em muitos sítios, quadrantes, além da amante universal: a mãe Natureza. Tive, sim: amantes reais; amantes próximas; amantes distantes; amantes vizinhas; amantes de além-mar... E amantes imaginárias.

Sheila Sacks
Das fake news às falsas histórias
Se as fake news (notícias falsas) são um fenômeno recente, as fake histories (histórias falsas) se perdem no tempo. Isso porque de todas as ciências humanas, a história é a mais indefinida em seus intentos, a mais limitada em seus meios, aquela que menos admite métodos rigorosos e a que tem mais dificuldade em superar seus erros e enganos.

Livro

Vozes da Ribanceira, de Oton Lustosa, por Enéas Athanázio

O tema central do romance é desenvolvido em torno da gente humilde que habita o bairro, vítima da costumeira exploração pelos mais aquinhoados ou mal intencionados que existem em toda parte. Para complicar o quadro, surge ali um elemento estranho, perturbando os espíritos e gerando suspeita, na pessoa do “hippie” oriundo do Recife, cujo passado misterioso intriga a “autoridade” e fascina o povo. Artesão habilidoso, músico e, ainda por cima, poeta – reúne tudo que possa inquietar o coração do soldado que impava de orgulho por ser “nobre e descendente do Visconde de Parnaíba”, cuja maquinação junto a um investigador que farejava “subversivos” em todos os cantos acaba por levá-lo à prisão, e, depois, à fuga para local desconhecido, episódio em que contou com a solidariedade silenciosa dos moradores do bairro. Além disso, seu porte atlético, suas tatuagens e seus versos acalentavam os sonhos secretos das moças e acabaram por seduzir uma radialista cujo programa tinha intensa penetração popular. Ele “faz um pacto de amor com o rio de águas barrentas”, o que implica em dizer com o povo ribeirinho.




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Antonio Prata
Antonio Nahud
Antonio Sergio Mendonça
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Artur da Távola (i.m.)
Braz Chediak
Bruno Kampel
Carlos Trigueiro
Chico Alencar
Cissa de Oliveira
Eduardo Fares

Enéas Athanázio
Flávio Barreto
Francisco Simões
Frei Betto
Giselle Serra
Helga Szmuk (i.m.)
Irene V.M. Serra
Isabel Vasconcellos
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Jorge Elias Neto
Lílian Maial
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Luiz Carlos G. Guedes
Marciano Vasques (i.m.)
Marcos Antonio de Azevedo
Maria de Fátima B. Michels

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Müller Barone
Norma Bruno
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Pedro Franco
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