15/06/2002
Número - 263

ARQUIVO
Opinião Acadêmica



Opinião Acadêmica

NÉLIDA PIÑON E A BUSCA DA PALAVRA PERDIDA

Leodegário Amarante de Azevedo Filho


       Uma busca que penetra nas raízes ibéricas e brasileiras. Mais especialmente, uma busca que nos remete à doce Galiza dos trovadores medievais galego-portugueses - ela escreve Galícia, à maneira espanhola - uma busca comprometida com o vício de pensar e de falar com os olhos, redescobrindo, pela palavra perdida, o seu mundo interior. Uma busca de intensidade por vezes angustiosa e angustiante, por ser dividida, em certos momentos parecendo legítima herdeira da resistente (ou sobrevivente?) nação galega, hoje territorial e politicamente integrada no mundo castelhano, mas preservando heroicamente as origens da sua língua, a despeito de mais de quatro séculos sem tradição escrita. Esse traço, que é o inegociável amor às suas origens, explica a sobrevivência do povo e do idioma, atualmente ensinado nas escolas e desenvolvendo expressão escrita, e isso desde o século XIX, com Rosalía de Castro, Curros Henríquez, Castelao... Na verdade, o galego falado nunca desapareceu, desafiando o tempo. Por isso, Carlos Fuentes escreveu, depois de ler Tebas do meu coração, que ela «constrói um barco para remar em terra», imagem que nos remete ao marceneiro que, no citado romance, pretende que o barco, feito por ele, permaneça em terra, sem jamais levá-lo a rio ou ria. Ela sabe que o tempo está sempre à sua espreita, mas a sua natureza busca o invisível atemporal. Como escritora, ela sofre, pois tem a consciência de que o corpo só fica doente, quando a alma dói.

       Na verdade, Nélida tem o generoso sangue galego circulando em suas veias, descendente que é de imigrantes, e nos mostra, em sua República dos sonhos, o poder de resistência do povo que lhe deu origem. No livro citado, há duas vozes evocativas em primeira pessoa - a do galego Madruga e a de sua neta brasileira Breta (forma regressiva de Bretanha) - por fragmentos parodísticos de outro imigrante (Venâncio) e por uma voz onisciente (terceira pessoa), que magicamente tudo reúne num jogo de lembranças pessoais e históricas, envolvendo o Brasil, a Península Ibérica e o mundo.

       Vem de longe a formação literária de Nélida Piñon. Já nos idos de 1979, há mais de 20 anos, ao ser entrevistada pela Revista Brasileira de Língua e Literatura, por nós dirigida, dizia aos seus entrevistadores ser muito difícil detectar as suas próprias origens, decifrar o seu próprio enigma. Isso porque, tocando nesse enigma, ela põe o dedo no mistério da criação e descobre a existência da palavra perdida ou escondida. E logo acrescenta que a sua vocação desabrochou quando descobriu a existência (e a importância!) dessa palavra recôndita. A linguagem oficial, diretamente colhida no registro do dicionário, obriga-nos a pensar dentro do Código. Assim, num dos seus primeiros contos, ao definir uma ladeira, ela escreveu a palavra íngreme. "Foi um choque muito grande", observa. Resolveu, então, que pagaria qualquer preço, mas não poderia jamais apostar num texto em que tivesse de escrever ladeira íngreme. Desde cedo, pressentiu que a língua convencionalmente centrada no lugar comum do Código deveria ser abolida do seu processo criador, dando lugar à linguagem.

       Como se vê, o texto criativo de Nélida Piñon levanta, antes de tudo, uma questão conflitual entre língua e linguagem. Desde o início, em sua inquietação de jovem escritora, ela revelava perfeita consciência dos limites da língua centrada no Código (igual a lugar onde se fixa uma cultura, segundo Michel Foucault) e da infinitude potencial da linguagem. Sabia que o texto que remete ao Código não passa de um texto reduplicador de sentidos; e que a linguagem literária, só pelo processo de rupturas, poderia instaurar sentidos novos, dando-se isso pela revelação da palavra perdida ou escondida. Assim, avançando pelas fissuras da linguagem, ela própria começava a desvendar um mundo invisível, mas ansioso por ter visibilidade, pois toda estrutura significante esconde um significado que vai além do sentido meramente lingüístico. Em outras palavras, um texto literário sempre esconde uma cena latente por detrás do significado linear da cena manifesta. No seu processo de criação, desde cedo percebeu que a cena latente devia valer mais que a cena simplesmente manifesta. A busca, por vezes desesperada, da palavra escondida, exatamente a que vai instaurar sentidos novos, é que pode explicar o salto da estática da língua para a dinâmica do discurso. Portanto, na medida em que fundamente finca a faca no coração da linguagem, ela vê jorrar o sangue da criação literária. E se deixa convencer de que é no horizonte da literatura, não nos limites estreitos da gramática, que a visão da língua se torna mais visão.

       Quanto às suas personagens, pode construí-las a partir de qualquer pessoa que veja nas ruas ou ao redor de si. Em Tebas do meu coração, uma personagem arranca a máscara da outra, pois ela prefere uma personagem que tenha um rosto para cada leitor, que seja polivalente, tudo em termos para os quais só a moderna estética da recepção, muito provavelmente, poderia propor explicações, já que estamos diante de relações de complementaridade entre texto e leitor. Não é certo que cabe ao verdadeiro leitor preencher os vazios do texto? Na verdade, o pior texto literário (seria mesmo literário?) é aquele que não abre espaço para o leitor, por ser fechado ou fixo como a fórmula matemática. Ao contrário disso, em Nélida, claramente, se nos depara um texto aberto, não apenas na linha do pensamento teórico de Umberto Eco, mas sobretudo na linha do pensamento dos grandes teóricos da estética (não seria melhor dizer poética?) da recepção.

       Em A força do destino, ela própria se coloca como personagem, passando a ser a cronista que se relaciona intimamente com o mundo da ficção, quebrando assim qualquer idéia equivocada de hierarquia entre o escritor-narrador da narrativa e as personagens. No caso, as duas personagens que vivem um amor interdito, Álvaro e D. Leonor de Vargas, só ganham vida mediante original acordo triangular, por ser um acordo estabelecido entre os dois e a própria narradora, que passava a freqüentar até mesmo o leito de ambos. Mas os dois, de algum modo, resistem. Se é verdade que, teoricamente, aceitam a inovação, por outro lado sabem que isso é extremamente doloroso. Assim, a personagem narradora acaba percebendo que eles são arrogantes e vaidosos, querem a sua privacidade para ocupar sozinhos o espaço da ficção. Mas a verdadeira personagem, segundo Nélida Piñon, só entra no enredo, quando cede alguma coisa ao narrador da narrativa, numa espécie de troca de interesses recíprocos. Restará sempre a dúvida: até que ponto o narrador abriu mão de sua hierarquia e até que ponto conseguiu subjugar o outro ou não? Como se vê, torna-se manifesta a convivência entre narrador e personagem, numa experiência ficcional realmente fascinante. Quando D. Leonor precisava morrer, pela solidariedade triangular, a narradora acaba envolvida num conflito. E tudo isso - são palavras da própria Nélida Piñon - representa "um processo extremamente delicado." E doloroso, acrescentamos nós. Ao contrário de outros escritores, a romancista de A República dos Sonhos sabe, com absoluta nitidez, distinguir o processo de criação, que é o seu, do processo de crítica, que é o nosso. Ela claramente informa sobre o seu processo criador, por ser este um direito seu, dizendo como fez o texto. Mas, em nenhum momento, invade o espaço da crítica, pois tem plena consciência de que este não é o seu.

       O romance Fundador levou dois anos para chegar às mãos dos leitores, pois ela terminou o livro em 1967 - e bem me lembro disso! - e ele só foi publicado em 1969, tornando-se, ao sair, já um texto distanciado dela, que não tem o hábito de emendar ou reler os livros que publica. Mas Nélida sabe, pois criou a obra, que o livro elabora três linguagens, três tempos e três núcleos geradores de personagens. Trata-se de três personagens básicas: há uma de caráter épico, que é a do próprio Fundador, de quem não se sabe o nome certo. Ele apenas se diz Fundador, na ânsia que tem de buscar terras ou ânsia de criar cartografias. Ele sonha e cumpre o sonho, construindo realidades, na sua arrogância e no seu orgulho de dominador. A sua linguagem é mais épica, mais redonda, num primeiro tempo da narrativa. Num segundo tempo, há uma personagem cuja temperatura lingüística, cujo texto é mais lírico, uma linguagem ainda por fazer ou in fieri. Na medida em que a personagem lírica desconhece a sua origem, deixa de dispor de uma linguagem tão completa e acabada como a do Fundador. É a segunda personagem, a do tempo mais adiante. A terceira, de um tempo mais avançado ainda, é um homem comum, cuja linguagem seria aparentemente contemporânea, com frases binárias e rápidas. Cada uma das personagens tem a sua linguagem que é, por sua vez, associada a um determinado tempo. Se alguém lhe perguntasse quem liga todos esses tempos, dela certamente iria receber imediata resposta: é uma personagem de algum modo sem idade, referindo-se ao cartógrafo Teodorico, cujo ideal é definir a terra. Tem um caráter artístico, pois sabe que, para conhecer a geografia da terra, é preciso dar-lhe um limite, um mapa. E, para isso, não é necessário percorrer a geografia da terra, pois a inventa e acerta. Seus mapas são prezadíssimos, em função desse elemento imaginativo, duradouro, cuja vida não se sabe onde começou e apenas se sabe que talvez termine. Teodorico é que vai dar coerência literária ao texto, uma coerência interna.

       Nélida explica o seu processo de criação, não há dúvida quanto a isso. Mas não entra, sabiamente, no processo de crítica. Assim, caberá à crítica analisar a estrutura e o funcionamento das três linguagens que ela cria dentro de uma língua comum. Sem intenção de trocadilho, afirmamos que as três personagens falam a mesma língua, mas com idiomas diferentes. Daí por diante, poderíamos ir levando ou conduzindo a análise da obra "por mares nunca dantes navegados", pois os mundos ficcionais criados por Nélida reclamam linguagens diferentes, descentrando-se a narrativa por força de rupturas, que logo destroem a estética da identidade dos velhos modelos romântico-realistas herdados do século XIX e que ainda hoje teimam em sobreviver... Em síntese, ela se mostra insubmissa diante da narrativa tradicional, construindo mundos possíveis com suas próprias mãos. Ela sabe que a sua missão (quase diria destino) é a de escrever, até revelar a face do invisível. Se a glória é transitória, o bom texto não o é, porque permanece como esfinge, desafiando o tempo. Ela reinventa a sua linguagem, arquivando formas desgastadas de narrar. Por vezes, não é apenas uma personagem que conta a estória, mas várias, circularmente, ou seja, com ponto de vista circulante, bem explicado por Michel Buttor. Mais importante que isso, a estória é que se conta a si mesma, rompendo os suportes tradicionais da narrativa. Por outro lado, a sua ficção não busca soluções, pois está muito mais empenhada em levantar problemas, diante dos quais há indagações e não respostas. A ordem social deve ser recusada, quando se transforma em tempo morto, bloqueando a energia criadora do ser. Algumas vezes, transparece uma grave denúncia, que é a denúncia de frustração do humano nas engrenagens rotineiras da vida cotidiana e automatizada. Haveria certezas absolutas? De certo que não, pois vivemos a era da dúvida, para usarmos uma expressão de Nathalie Sarraute. Daí a problematização de certas verdades, passivamente aceitas, pela autopsia de fórmulas feitas e mortas, sempre com recurso à dúvida criadora, à desconfiança sistemática. O conflito interior das personagens é que vai gerar o desejo de libertação, o desejo da aventura ou a busca do gesto novo, pois se torna urgente descobrir o sentido real da vida, já que todas as coisas têm, além de uma verdade aparente, a sua verdade essencial. Não sendo o amor um valor absoluto, ele também se acaba e se destrói. Daí a busca existencial do gesto novo, capaz de restituir ao Ser a sua liberdade perdida. Mas um novo amor que surja, embora seja um mundo novo a desvendar, também caminhará rápida ou lentamente para o desgaste, como o anterior. Como sempre, será a palavra escondida e não a palavra codificada que nos levará ao verdadeiro sentido da vida. Queremos dizer: a verdade foge da palavra codificada para aninhar-se no seio da palavra escondida. Se o mito está na raiz de fatos e situações de um passado longínquo, a ideologia se concentra no presente, para emendá-lo ou modificá-lo, enquanto a utopia se projeta no futuro, que se deseja concreto, conforme o pensamento de Ernst Bloch em seu L'esprit de l'utopie.

       Sobre tudo isso, ouçamos a própria Nélida Piñon, quando nos fala de seu processo de criação literária: «Meus textos mais consistentes surgiram de planos estabelecidos antes de ser deflagrado o trabalho de criação. Mas que não ganham existência medular, apesar do repertório de edificações estruturais e técnicas, enquanto eu não alcance a temperatura com que extrair a linguagem ao limbo, para dar-lhe tensão narrativa. Meu texto é basicamente provisório, uma vez que, ao remetê-lo a nova versão, ganha ele dimensões mais profundas. Cada versão é uma máscara abatida em direção ao rosto verdadeiro. Sem que evite as instruções armadas diante de mim, e de que lanço mão para enriquecer o texto. É então o novo ponto de vista do próprio texto consubstanciando os outros pontos de vista já ali registrados. O texto gera fatalmente um outro texto interiorizado nele mesmo. Podemos dizer que dentro de um livro há um outro livro em expectativa, cabendo ao autor uni-los afinal em um só volume, e merecendo tantas leituras quantas aquelas destinadas a vários livros de diferentes autores.» (III Encontro nacional de Professores de Literatura realizado de 28 a 31 de julho de 1976). Ainda aí, tratou do texto de Tebas do meu coração, um livro que, antes de chegar às mãos do público, teve sete versões reunidas em quase 3600 páginas, oferecendo excelente material de pesquisa à moderna crítica genética, que é a crítica que busca surpreender o texto no momento da sua criação.

       Sobre a expressão do tempo, ainda em Tebas do meu coração, escreve: «Penso que o tempo em Tebas tem um discorrer descontínuo, sem fluência homogênea, obedecendo a uma progressão que independe do agora, do antes e do depois. Arrasta acontecimentos sem data, que podem colocar-se em várias partes do livro ao mesmo tempo. Seus seres e feitos apresentam-se com diferentes graus de certeza, intensidade e ambivalência. E seria difícil para mim hoje apontar o mínimo de planos que integram o sistema temporal desse livro.» Tempo, portanto, é um acúmulo secreto de vivências interiores, não tem nada a ver com folhinhas, agendas ou calendários. Tempo é condensação de vida íntima, por vezes (ou quase sempre) fragmentada.

       Em O pão de cada dia, que são "memórias do pensamento", dentro de sua concepção de tempo, estamos diante de um livro em que o memorialismo seletivo se dispõe em mosaico, rompendo com as normas tradicionais do gênero, em busca de novas estruturas. O mosaico se compõe de minicontos, poemas em prosa, crônicas, cartas, trechos de entrevistas, ensaios informais, o bíblico milagre dos pães, as pequininas fogaças de sua doce Galiza, reflexões, sempre reflexões como traço essencial de sua visão e sentimento do mundo. Em alguns momentos, penetra, no mosaico de memórias de seu diário íntimo, a lembrança do avô, do pai, tornando-se presente a funda raiz galega do seu imaginário, com tradições de família, as lendas da infância, as viagens, os colóquios, simpósios e congressos. As suas afeições literárias, sem esquecer Clarice Lispector - saudosa amiga comum - e sem esquecer a querida, sempre querida Lygia Fagundes Telles, e também a fibra nordestina de Rachel de Queiroz, para falar de mulheres brasileiras de hoje e de sempre. Fora do Brasil, Cortazar, Puig, Borges, Vargas Llosa, este último revelando profundo conhecimento da cultura brasileira, quando reescreveu Os Sertões, do grande Euclides da Cunha. As curtas estórias aparecem em Tempo das frutas, Salas de armas, Calor das coisas. O seu longo percurso literário parece desaguar aqui em forma de delta, num livro que lembra uma agenda literária atemporal, porque destrói a cronologia das folhinhas e calendários. Um percurso literário que vem dos primeiros romances, com Guia-mapa de Gabriel Arcanjo (1961), Madeira feita cruz (1963), Fundador (1969) e que se prolonga por A casa da paixão (1972), Tebas do meu coração (1974), A força do destino (1977), A república dos sonhos (1984), Doce canção de Caetana (1987), E isso sem considerar os livros de contos, gênero que ela renovou, tais como: Tempo das frutas (1966), Sala de armas (1973), O calor das cousas (1980), já aqui referidos. Por fim, a sua presença na literatura infanto-juvenil, com A roda do vento, onde fabula uma estória em que tia Gênia (Eugênia) conduz os sobrinhos pelos amplos caminhos da imaginação criadora. Ela aprendeu, com as crianças, a ver as coisas com olhos virginais.

       Por tudo isso - e ainda por muito mais - não admira que a sua extensa e intensa obra esteja traduzida para várias línguas românicas, como o francês, o espanhol, o italiano, ou línguas anglo-germânicas como o inglês e o alemão, sem contar com as traduções para o polonês, o sueco e o russo. Também não admira que tenha recebido o disputadíssimo Prêmio Juan Rulfo de Literatura Latino-Americana e do Caribe, jamais conquistado por autor brasileiro, sendo Nélida a primeira mulher do mundo a merecê-lo. Também foi a primeira mulher a ocupar a presidência da Academia Brasileira de Letras, sendo ainda, no Festival Internacional de Cali, a primeira escritora a receber o Prêmio Ibero-Americano de Narrativa Jorge Issacs, Prêmio anteriormente conferido a Juan Goytisolo e a Mario Vargas Llosa. Só lhe falta, portanto, o Prêmio Nobel feminino, nos domínios da língua portuguesa, ao lado de Saramago, o Nobel masculino.

       Ela sabe - e muito bem! - que uma obra, para ser grande, tem que ser maior que nós próprios. Ela é, com efeito, a voz do olhar. Não de um olhar superficial, mas de um olhar penetrante que tudo vê e devassa. Nela, de todos os sentidos, parece que o da visão é o que mais se desenvolveu, sem atrofiar os demais. Na seqüência de dois erros, como diria Clarice, ela sabe ver a face esquiva da verdade, pois fala com os olhos, ficando isso muito claro em quem penetra nos caminhos da literatura infantil, onde é preciso saber ver. Em sua ficção, o impossível verossímil é sempre preferível ao possível não convincente. Com regras de coerência interna, sabe construir mundos imaginários de beleza. Na verdade, o mundo real se encontra rodeado de infinitos mundos, somente desvendados ou desvendáveis pelo verdadeiro escritor, como é o caso de Nélida Piñon, em cuja obra vários críticos (nacionais e estrangeiros) trabalham, sem que jamais consigam desvendá-la totalmente. E a razão é simples, em sua complexidade: a revelação de uma verdadeira obra de arte literária, por mais que se escave nela, nunca tem fim...


Leodegário A. de Azevedo Filho é Professor emérito da UERJ, Titular da UFRJ e Presidente da Academia Brasileira de Filologia
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