06/04/2001

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OPINIÃO ACADÊMICA

Opinião Acadêmica

"A CÉU ABERTO": SEM NOME, LUGAR E DESTINO

Marcelo Fonseca Alves


Resumo:
       No presente interessa-nos a questão do descentramento da noção de sujeito, a partir, principalmente, da dissolução dos ancoramentos que este tinha relativamente a sua origem - o nacional com tudo o que ele implica - e o seu sexo - o corpo -, tomados ambos como "naturais" e, nesta medida, irremediáveis. As duas noções vêm sofrendo profundo abalo, a primeira com a fase atual do capitalismo, a globalização, na qual o grande capital já não necessita do Estado representado pelo nacional, na medida em que este mostrou-se, ao longo da primeira metade do século XX, freqüentemente um entrave para sua ação expansionista.
       Dentre as estratégias de desmantelamento de tal "ficção"(1) , encontram-se três mitos modernos que se articulam no principal representante atual do Estado, a mídia(2), o da tecnologia, o da liberdade e o do prazer. É exatamente com base nos três que a identidade sexual das pessoas ampliou as suas possibilidades, na medida em que o corpo tornou-se passível de intervenção a partir de tecnologias recentes, de modo que sexos podem ser trocados, seios retocados etc.
       Esta questão da identidade apresenta uma infinidade de nuances, das quais nos desviaremos aqui. Nosso foco limitar-se-á a discutir os aspectos da identidade referentes ao nacional e à sexualidade, tratando apenas de aspectos imediatamente relacionados com estes, tais como, respectivamente, a língua e a homossexualidade masculina. Isto porque nosso objeto, o livro A céu aberto, de João Gilberto Noll, coloca-nos diante desta problemática.

(1) Stuart Hall afirma que a noção unificada do nacional se dá apoiado por símbolos e narrativas que dão unidade ao tempo e o espaço, assim como fazem supor a origem comum das pessoas; diz ele: "...nas sociedades tradicionais, o passado é venerado e os símbolos são valorizados porque contêm e perpetuam a experiência de gerações. A tradição é um meio de lidar com o tempo e o espaço (...)" (Hall,1997). Quanto a esta concepção, ver também Cancline,1998.
(2)Adorno e Horkheimer, 1985.


Sem nome, lugar e destino

       O ritmo narrativo do livro A céu aberto, de João Gilberto Noll, é frenético, sustentando do início ao fim um impressionante estado de suspensão e desconcerto, dados ora pela sucessão desconexa dos elementos narrativos, ora por sua metamorfose ou, ainda, por sua superposição em mosaico. O livro não apresenta divisões internas, mantendo uma vertiginosa interpenetração de fragmentos de lembranças entre si e com a realidade do narrador-protagonista, que, aliás, não tem nome como a maioria dos personagens. Isto põe, de imediato, o que nos parece ser a problemática central do livro, a saber: a descontinuidade delirante das coordenadas espaço e tempo a partir da perspectiva do narrador-protagonista.

       Consideremos primeiramente a problemática do espaço. Do início ao fim da estória, nenhum lugar relevante é chamado pelo nome. Já na primeira página, quando conta um sonho - o qual, aliás, é mais verossímil que o que o narrador apresenta como realidade no livro -, ele fala em África e Finlândia, ambos porém não tendo o menor relevo na trama. São referências vazias que nada significam. O único momento em que parece haver de fato referencialidade é quando um personagem, filho do pianista pederasta Arthur (o único personagem significativo com um nome), que viveu em Estocolmo fala do lugar. Mas mesmo que as descrições digam alguma coisa neste caso, o que é Estocolmo para um leitor brasileiro, ou melhor, carioca da Tijuca? Talvez um lugar que a fotografia que encima o calendário da cozinha seja a única comprovação de existência.

       Quando indaga sobre o local da guerra onde se encontra o pai, a resposta que é dada ao narrador-protagonista é a descrição paisagística de um lugar imaginário. Esta é a maneira como todos os lugares são descritos, as vezes uma paisagem urbana, outras de zonas rurais, outras ainda, as que estão próximas do campo de batalha, desoladas como em um sonho; em muitos casos, a descrição vai da paisagem ao detalhe mínimo com muita velocidade, para daí entrar em algum diálogo ou coisa assim. Das diversas paisagens descritas, interessam-nos especialmente três, a do front, a do paiol e a do navio, isto porque consideramos tais locais os principais para caracterizar a trajetória do protagonista, que é o foco mesmo do livro.

A guerra

       Na paisagem do front onde se encontram as tropas do exército do país e nas quais o pai do narrador é um general, alternam-se uma quase floresta idílica com planícies lamacentas de pesadelo, resíduos de tormentas tropicais e do sangue dos combatentes. Nem o país, nem os motivos da guerra são enunciados, a não ser por duas insinuações que não nos ajudam a decidir sobre o lugar, mesmo que fosse um lugar puramente ficcional, como as cidades imaginadas por Borges ou Calvino. Mas, se não ajudam a localizar o país, é porque esta entidade já não importa no mundo que se configura em A céu aberto. A primeira destas "pistas" sugere um possível motivo para a guerra, ao mesmo tempo que descortina a idéia de "país" que se pode encontrar no livro. É a seguinte:

"...sentia que estava prestes a perder as minhas regalias de menor, embora não soubesse direito o ano em que eu nascera, o meu pai nunca se preocupou com essas coisas de registro, sempre esteve com a atenção toda posta na artilharia do exército, no perigo que seria o inimigo tomar o ápice do monte, sim, que ficava á no outro lado do rio agora eu via, o monte com seu topo misterioso, o meu pai jamais quis contar o segredo guardado no tal ápice do monte, eu ficava olhando lá para aquela ponta culminante lá no alto e não conseguia imaginar que coisa havia ali para que o inimigo quisesse vir e tomar de nós, mais tarde escutei de algumas bocas que lá existia uma espécie de totem em cuja base estava enterrado aquele que nos primórdios ferira mortalmente a honra do inimigo cortando a língua de um velho guerreiro deles que não morria por não conseguir parar de falar, ele falava o tempo todo, não dormia, não enunciava uma única vez o nome da morte, não dava um segundo para que ela sequer se insinuasse, e assim o homem ia envelhecendo sentado numa rocha coberta de pêlos de animais, em parar de falar, ele contava o nascimento, a jornada pelo tempo adentro, ele contava as vitórias da raça do nosso inimigo seu povo, e veio então o herói de dentro de nossas fileiras ao término de uma sangrenta batalha quando nos tornamos esse vasto país que conhecemos hoje, pois veio o herói cujo nome ninguém sabe dizer exatamente, sabemos que era um general na altura reformado, que tinha voltado à ativa apenas para esta batalha, e que como golpe de misericórdia, sei lá, digamos dessa maneira, ele veio e cortou a língua do tal velho do povo inimigo que não parava de contar as glórias de sua pátria e que não morria jamais tamanho o tropel de grandes feitos nacionais que rolava incessantemente de sua garganta, pois então é isso, o homem que hoje dá com seu esqueleto a sustentação para o totem no ponto culminante do monte, esse homem chegou ao fim da batalha e cortou com um facão a língua do outro, do nosso inimigo."
( Noll, 1996. P. 21-22.)

       O "país" é, pois, o motivo da guerra. A nação aparece aí como uma ficção, inaugurada e sustentada pela guerra e seus heróis, que em última análise não fazem mais do que proteger uma mortalha convertida em símbolo de origem nacional.

       É significativo o fato de o Ancião do exército inimigo ter sua vida vinculada aos feitos que narrava. É a própria vida da nação. Além disso, a "língua" que o herói do exército do "país" arranca ao outro, deve ser lida não como o órgão, mas como um dos símbolos mais fortes de qualquer nação, na medida em que a unidade lingüística é um dos fortes elos que dão amarração à ficção de unidade nacional. É numa perspectiva inversa que, mais adiante, quando o protagonista foge primeiro para o navio e depois para fora deste, que as línguas se apresentam em variedade, restando um inglês invariavelmente mal falado como possibilidade interativa, já completamente fora daquele primeiro sentido, o de "nação". Assim, o inglês aparece como a língua daquele que é estrangeiro, despatriado. Então, o que acontece é a repetição da guerra, dessa vez de uma maneira diferente, mais "profilática" e "cirúrgica", no ato terrorista.

       O segundo momento em que a guerra é justificada como a sustentação do "nacional", não é em uma passagem em especial, mas no tema do desertor. O narrador é um desertor. Sua deserção vem acompanhada do expressivo ato de cuspir no rosto de seu pai, o general já envelhecido que simplesmente não esboça sequer reação. Temos aí o rico entrelaçamento entre a figura do pai e a do exército enquanto figuras que dão ao indivíduo seu lugar, seu nome e sua língua, suas crenças e história, seus padrões de raça, comportamento e sexualidade. Só quando se afasta do pai, o personagem vai se dar conta de que daí em diante ele é um foragido. Então ele produz uma cicatriz no rosto de modo a parecer-se um outro, camuflando-se em sua própria carne. Quando, mais a frente, a guerra volta a acontecer, ele se vê novamente na condição de desertor que deve fugir, pois o exército do país pretende fuzilar os desertores da guerra anterior em praça pública. O desertor figura aí como a exceção, como aquele que, numa ordem mais tradicional, deve marcar os limites do nacional negativamente, a partir de uma posição dissimétrica a do herói que funda a nação.

Vigia noturno

       Outro dos espaços significativos é o paiol. Em sua condição de desertor, nosso "herói", já casado com a mulher que foi o seu irmão (veremos isto mais adiante), trabalha. Seu trabalho, quer nos parecer, repete a sua situação de desertor, na medida em que não é produtivo e marca as posições mais inferiores da sociedade, daqueles que por um triz não estão fora, não por uma deserção voluntária como a primeira, mas como uma deserção involuntária. O que nos parece interessar ao autor neste local não é, porém, nenhum conteudismo social, mas o estado quase letárgico da personagem naquele trabalho em que ele permanece apenas sentado, vigiando um paiol de cereais que só é atacado por pequenos animais noturnos.

       Assim, no trabalho como vigia noturno é que o personagem entra mais fundo em sua perda de si mesmo. Isto é dado pelo alheamento ao mundo proporcionado pela própria "atividade" do personagem, qual seja, a de permanecer sentado em frente a um paiol todas as noites em um tédio absoluto, única e insistentemente quebrado somente por seus pensamentos, desejos e delírios. Para contornar isto é que o ritmo externo do personagem no paiol procura o andamento dos ciclos dos animais, em uma espécie de busca reminiscente de sua própria natureza.

       Há uma passagem em que o texto nos dá uma "dica": O personagem sempre andava com uma vela queimada no bolso, a qual por vezes ele acendia no areal, reproduzindo um estado de meditação, isto é, de abertura, deixando-se habitar internamente pelos sons dos animais e a imagem da paisagem vegetal em volta. É a própria dissolução de seu "eu" enquanto demarcação de um dentro e de um fora de si. Ao procurar este estado de pura contemplação, o que ele faz é diluir-se na paisagem, perder-se de vez exatamente como o seu estado "natural", caindo em uma espécie de "zero" da identidade, a partir de onde ele só se pode definir como possibilidade.

O navio

       Quando a guerra volta e ele se vê sob ameaça de fuzilamento, embarca como clandestino em um navio de refugiados. O navio não vai para lugar nenhum, não tem destino. Fica vagando pelo mundo, aportando aleatoriamente. Neste local que é puro trânsito, o protagonista torna-se um verdadeiro presidiário, escravizado pelo desejo furioso do comandante, um "cinqüentão desdentado". O único local descrito, além da paisagem de mar e alguns fragmentos de portos, é uma cabine imunda, com fotos amareladas de mulheres nuas, tudo cercado por uma grande imundície.

       É neste ambiente que um certo traço característico das pessoas em A céu aberto ganha maior força. Há uma oscilação nestas descrições que variam seu acento conforme a circunstância que as envolve. Todas as relações apresentam certa atmosfera sexual, mesmo no caso dos animais do paiol, realizada ou não. Pois bem, quando a situação se dá entre homens, as coisas ganham sempre um caráter de força, de um submetendo o outro, e a descrição sempre apresenta as pessoas por suas secreções e excrescências, reduzindo-as a montes de carne, sangue, secreções purulentas, suores, fezes, urina, sêmen, escarradas e arrotos.

       Adiante iremos mais longe nesta metáfora sexual. Por enquanto, o que queremos ressaltar é sobretudo o fato de que nem o corpo enquanto espaço referencial se sustenta, desagregando-se em excrementos fedorentos, passíveis de analogia com as figuras do pintor irlandês Francis Bacon.

       Ainda em relação a este espaço do navio, o que é digno de nota é o fato de a personagem ter seu espaço reduzido a um cômodo fétido e de dimensões reduzidas no interior do navio, ao mesmo tempo que, por outro lado, está viajando desenfreadamente pelo mundo, denunciando o equívoco das migrações, posto que as condições se repetem, no caso do protagonista de A céu aberto, de maneira ainda mais dramática que antes. Se aproximamos a passagem da guerra, quando o protagonista é obrigado por um oficial superior a fazer felação, ao que se passa na cabine do navio entre ele e o "cinqüentão desdentado", temos aí uma intensificação da violência proporcional a redução do espaço, remetendo-nos às câmaras em que os padres do Marquês de Sade praticavam suas perversidades contra virgens indefesas. Só que os sádicos de João Gilberto Noll são oficiais graduados, que representam os defensores do Estado Nação, em um tipo de abordagem que remete de imediato à leitura que Pasoline faz dos 120 dias de Sodoma, caracterizando os tarados como oficiais nazistas da segunda guerra mundial, denunciando os desmandos do autoritarismo pela metáfora sexual.

Sexo sem diferença

       Todo o livro é atravessado pela questão do desejo, que sempre se faz representar de maneira problemática em A céu aberto. O ponto de vista do desejo é, sem dúvida, o da homossexualidade masculina, que se entrelaça sempre com a questão da autoridade que instaura o nacional. Desde o princípio do livro, é gritante a ausência de mulheres. O protagonista-narrador não fala em momento nenhum sobre sua mãe. As únicas referências à maternidade em todo o livro é quando a mulher que já foi o irmão se decide a engravidar e quando o protagonista, quando se vê livre do navio, pretende reiniciar sua vida e se coloca a hipótese de um filho e, nesta medida, de uma mulher. A mulher que aparece com destaque no livro, não é exatamente uma mulher, mas apenas um corpo, na medida em que o narrador torna a sua figura ambígua ao reafirmar constantemente a presença de seu irmão por trás das formas do corpo feminino.

       Esta interdição da mulher em A céu aberto denuncia a perspectiva homossexual não como uma mera preferência sexual, mas como um posicionamento sistemático de recusa da diferença. Tanto é assim que quando o irmão com corpo de mulher retorna da Suécia e o procura, abrindo a única fresta para algo que se parecesse com o amor, ele já não fala mais do irmão dentro do corpo da mulher, mas de um amor entre irmãos, aniquilando a figura da mulher de uma vez por todas, ao estrangulá-la. Daí em diante, quando se refere a mulher assassinada em um ímpeto que não apresenta outro sentido a não ser o de sua aniquilação pura e simples, ele denega sua recusa identificando a mulher assassinada com a figura da mãe de Cristo em ascensão.

       Esta questão do homossexualismo como uma postura sistemática aparece também, e talvez de forma ainda mais exacerbada, nas descrições que faz das relações sexuais entre homens. A coisa é sempre permeada por atos extremamente violentos, configura-se invariavelmente como um ato onde um força o outro, ou, dito de outra maneira, onde o desejo do outro não é jamais reconhecido. Não é assim desde as primeiras sugestões, que se referem respectivamente a figura do irmão mais novo (talvez o único e verdadeiro amor do protagonista) e um momento com um soldado na beira do rio onde não há sexo, mas um sentimento de solidariedade que chega quase a um beijo. Aquela forma mais agressiva de ver a relação homossexual aparece primeiro na felação que o oficial graduado obriga, sem resistência, o protagonista a fazer-lhe.

       O tipo homossexual que não se inscreve neste modelo é somente o pianista alcoólatra. Arthur é, por assim dizer, uma "bicha a moda antiga", que teve um filho que não conhece, que se apaixona platonicamente por rapazes a quem ajuda (como é o caso do narrador em relação a ele) e que só consegue dar conta de seu desejo "fora da lei" embriagado, em saunas públicas e com jovens prostitutos, freqüentemente apanhando e sofrendo humilhações. O caso de Arthur é muito mais o de um homem que tem seu desejo aviltado pelos outros homens. Fora este caso, a coisa é sempre feita segundo os moldes já descritos. Seja como for, o clima de violência (e talvez algum valor fetiche) leva o ato sexual a ser sempre descrito como uma verdadeira imundície e brutalidade.

       Mas, o que gostaríamos de acentuar é o fato de, ainda que num estado de crise altamente dramático, o pianista Arthur apresentar, ainda que negativamente, uma identidade sexual clara. Daí a bebedeira, a sua resignação diante dos assaltos e das pancadas que sofre. As outras personagens, incluindo o narrador-protagonista, transam homens e mulheres, fazem filhos e os perdem, levam suas fantasias às últimas conseqüências exatamente porque não têm parâmetros de identificação. Mesmo dentro do exército, onde as relações entre homens aparecem primeiro com a crueza nojenta que lhes são peculiares nas descrições presentes no livro, a ausência possível do impasse da coisa é menos fruto de uma identidade definida que ao contrário, é algo como um tesão sem restrições diretivas, definindo-se muitas vezes como "o negócio é gozar".

Conclusão

       A visão do livro de João Gilberto Noll é catastrófica, no sentido de não ver nas perspectivas abertas pela globalização alguma coisa que se possa chamar de "melhor" do que o que se tinha antes. O "cinqüentão desdentado" não é melhor que os generais do exército do país. No país onde ele se refugia, encontra uma nova guerra, a dos estrangeiros, representada no ato terrorista, sendo novamente a sua a face do desertor, aquele mesmo que vai ao limite oposto dos mitos positivos de fundação, desta vez não da nação, mas da globalização, apontando para o poder sem rosto da cena atual, ainda violento e arbitrário nos seus desmandos.

       Por outro lado, denuncia a perspectiva homossexual masculina não como uma simples opção de gozo (a não ser no caso do pianista Arthur, que é vitimado pelo seu desejo), mas chamando a atenção para a hipótese de uma divisa destrutiva, negativa do homossexualismo enquanto aniquilação do desejo do outro, associando-o com a arbitrariedade, o autoritarismo e a violência do poder, mesmo quando ele é difuso ou caquético como o que se representa na figura do "cinqüentão desdentado". João Gilberto Noll é uma voz desconfiada, cujo tom desolado nestes tempos de otimismo "marketeiro", soa como uma contraponto que nos lembra as múltiplas faces de tudo o que há.


MARCELO FONSECA ALVES é professor no curso de Comunicação do Centro Universitário Augusto Motta e da ESPM/Rio, artista plástico e mestrando em Ciência da Literatura na Faculdade de Letras-UFRJ.
mrclfonseca@hotmail.com 

Referências Bibliográficas
1. ADORNO, Theodor W. & HORKHEIMER, Max. Dialética do Esclarecimento. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1985.
2. HALL, Stuart. Identidades Culturais na Pós-Modernidade. Rio de Janeiro: DP&A, 1997.
3. NOLL, João Gilberto. A Céu Aberto. São Paulo: Cia das Letras, 1996.