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Opinião Acadêmica

A ATUALIDADE DO PENSAMENTO FREYRIANO E O JAPÃO

Chiyoko Mita


INTRODUÇÃO

A obra de Freyre é vista sob dois pontos de vista antagônicos. Quer seja como um dos principais e mais importantes representantes das ciências sociais no Brasil[1], ou, no outro extremo, os que consideram sua obra Casa-Grande & Senzala não como um estudo sociológico, mas como mera pornografia ou como uma interpretação preconceituosa das relações raciais no Brasil. [2]

Pode-se dizer que uma das idoelogias que dominam o século XX foi o relativismo cultural. Tendo estudado sob a égide de um dos pioneiros do relativismo cultural, Franz Boas, da Universidade de Chicago, Freyre veio a ser o primeiro a interpretar a sociedade colonial brasileira segundo esse mesmo ponto de vista, de misturas raciais.

Com as particularidades apontadas pela corrente do relativismo cultural, na atualidade, não sendo possível usá-la, somos chamados a interessar-nos por uma nova ideologia, a do pluralismo cultural ou do multiculturalismo. No entanto, absorvendo as influências do seu meio histórico-sociológico e refletindo-os nos seus modos e costumes, a visão de Freyre e como se constroem cada aspecto do seu caráter, servem em grande parte como meio de abordagem dos atuais problemas de preconceito racial ou de segregação feminina.

Neste texto, tomando-se por base as obras-primas de Freyre enquanto antropólogo vinculado ao relativismo cultural, ou seja, Casa-Grande & Senzala, e Sobrados e Mucambos, procura-se reavaliar-se essa visão dentro do contexto atual, introduzindo-se a situação presente dos estudos freyrianos no Japão e avaliar-se porque essas mesmas obras que atingiram renome internacional não chegaram ainda a ser devidamente introduzidas e apreciadas. Por fim, vistos esses aspectos, reflete-se sobre uma possível conexão entre Freyre e os problemas da sociedade japonesa em meio à era da globalização.


A IMPORTÂNCIA E A ATUALIDADE DA OBRA DE FREYRE

       O ponto de vista básico para a compreensão da história da sociedade brasileira expressa por Freyre, tanto em Casa-Grande & Senzala quanto em Sobrados e Mucambos, vem a ser que o sistema social é que determina os costumes e as atitudes de seus membros. Ou seja, ver-se os negros como representantes da luxúria é conseqüência da atitude de superioridade resultante do sistema escravocrata, o qual possibilitava, assim, o abuso racial das escravas negras. Conforme abaixo:

Nas condições econômicas e sociais favoráveis ao masoquismo e ao sadismo criadas pela colonização portuguesa — colonização, a princípio, de homens quase sem mulher — e no sistema escravocrata de organização agrária do Brasil; na divisão da sociedade em senhores todo-poderosos e em escravos passivos é que se devem procurar as causas principais do abuso de negros por brancos, através de formas sadistas de amor que tanto se acentuaram entre nós; e em geral atribuídas à luxúria africana. [sic.] Por "abraçar e beijar" — eufemismo que indica várias formas de priapismo — foram degredados de Portugal para o Brasil numerosos indivíduos; e a esse elemento branco e não à colonização negra deve-se atribuir muito da lubricidade brasileira. Um elemento de colonização porutuguesa do Brasil, aparentemente puro, mas na verdade corruptor, foram os meninos órfãos trazidos pelos jesuítas para seus colégios. Informa Monteiro que nos "livros de nefando são citados com relativa frequência". [3]

       Da mesma forma e como resultado do mesmo sistema de controle exercido sobre as mucamas e/ou os moleques é que se pode interpretar a forma imperativa da fala das senhoras brancas na sociedade brasileira no tempo de Freyre, por causa de que o mundo social colonial era muito pequeno para a mulher, a qual tinha pouco contato fora da família e dos escravos. Isso pode ler-se abaixo:

.…. Sobre a criança do sexo feminino, principalmente, se aguçava o sadismo, pela maior fixidez e monotonia nas relações da senhora com a escrava, sendo até para admirar, escrevia o mesmo Koster em princípios do século XIX, "encontrarem-se tantas senhoras excelentes, quando tão pouco seria de surpreender que o caráter de muitas se ressentisse da desgraçada direção que lhes dão na infância". Sem contatos com o mundo que modificassem nelas, como nos rapazes, o senso pervertido de relações humanas; sem outra perspectiva que a da senzala vista da varanda da casa-grande, conservavam muitas vezes as senhoras o mesmo domínio malvado sobre as mucamas que na infância sobre as negrinhas suas companheiras de brinquedo. "Nascem, criam-se e continuam a viver rodeadas de escravos, sem experimentarem a mais ligeira contrariedade, concebendo exaltada opinião de sua superioridade sobre as outras criaturas humanas, e nunca imaginando que possam estar em erro", escreveu Koster das senhoras brasileiras. Além disso, aborrecendo-se facilmente. Falando alto. Gritando de vez em quando. Fletcher e Kidder, que estiveram no Brasil no meado do século XIX, atribuem a fala estridente e desagradável das brasileiras ao hábito de falarem sempre aos gritos, dando ordens às escravas. [4]

       Ressaltamos a coragem e a originalidade da obra de Freyre ao expor positivamente a miscigenação social no Brasil numa época em que se via a ofensiva das concepções étnicas nazistas na Europa. Assim é que, com o fim da Guerra, a obra de Freyre e a sociedade brasileira passaram a chamar a atenção na Europa, tomando como fonte de inspiração a relação racial brasileira para superar o racismo nazista.

       A atualidade do pensamento freyriano pode também ser vista na forma como se refere, dentro da perspectiva do relativismo cultural, tornando semelhantes as funções sociais dos costumes chineses e europeus nas sociedades patriarcais e semipatriarcais. Tomamos por exemplo a concepção comum entre as duas culturas (chinesa e européia) no século XIX e começo do século XX de criar-se um sexo feminino fraco — no caso europeu com o espartilho; no caso chinês, com o uso de faixas muito apertadas e de sapatos menores que os próprios pés para deformá-los até o último ponto — apenas para servir à construção de uma acepção superior do sexo masculino, fazendo a deformação física da mulher, conforme abaixo:

Essa especialização e esse culto têm-se feito acompanhar nas sociedades patriarcais e semipatriarcais, de diferenças nas modas de penteado, de calçado e de vestido entre o sexo dominante e o oprimido, que até em deformação do físico da mulher se extremaram `as vezes. Basta recordar os pés das chinesas, deformados ao último ponto. [sic.] A cintura da mulher que em época bem próxima da nossa -- na segunda Metade do século XIX -- até na Europa já burguesa conservou-se extremamente artificial, entre nós se deformou exageradamente pelo uso do espartilho. [5]

       Portanto, o costume chinês de deformar os pés femininos não é a prova do atraso sociocultural em comparação com a sociedade européia. É incrível, hoje, notar que Freyre já percebera ao escrever Sobrados e Mucambos que não há sociedades nem mais atrasadas nem mais avançadas culturalmente. Esta mesma visão é comprovada hoje tanto por mim mesma como pelo antropólogo americano, da corrente do relativismo cultural, Philip K. Bock em seu livro Modern Cultural Anthropology - An Introduction, de 1974. Neste seu livro, Bock, ao analisar as várias formas que os indivíduos passam na sociedade para serem aceitos como seus membros efetivos, ou seja, enculturação, toma como exemplo a cerimônia de passagem para a fase adulta. [6]

       Bock introduz exemplos dessas cerimônias em várias "sociedades primitivas", como a dos masai. Na conclusão dessa sua análise, apresenta com detalhes e segundo a visão etnográfica a cerimônia de passagem à fase adulta na etnia "nacirema"[7](Talvez, no caso de português pode se chamar de "onacirema"). Esta etnia "nacirema" vem a ser os norte-americanos, onde a cerimônia de formatura, com todo o seu aparato e programa, não apresenta grande diferença das cerimônias de passagem à fase adulta das "sociedades primitivas". Isto é o que se pode depreender desta leitura. Do ponto de vista do relativismo cultural, as funções sociais da cerimônia de passagem à fase adulta não são distintas nem nas "sociedades primitivas" nem na atual sociedade norte-americana. Já é possível perceber-se este ponto de vista do relativismo cultural, que tornou-se a base da apreensão das diferentes culturas no século XX, em Casa-Grande & Senzala e Sobrados e Mucambos, escritos na década de 30.

       Ainda ressaltamos a interpretação dada por Freyre à influência do patriarcalismo sobre a vida dos indivíduos na sociedade brasileira. A importância da virilidade masculina levando ao aparecimento e à geração de grande número de filhos naturais. A fraqueza feminina criando uma imagem ideal de mulher obediente, mas que acabou por gerar também situações de ciúme e crueldade, por vezes, exacerbados conforme abaixo:

Quanto à maior crueldade das senhoras que dos senhores no taratamento dos escravos é fato geralmente observado nas sociedades escravocratas. [sic.] Os viajantes, o folclore, a tradição oral. Não são dois nem três, porém muitos os casos de crueldade de senhoras de engenho contra escravos inermes. Sinhá-moças que mandavam arrancar os olhos de mucamas bonitas e trazê-los à presença do marido, à hora da sobremesa, dentro da compoteira de doce e boiando em sangue ainda fresco. [sic.] Outras que espatifavam a salto de botina dentaduras de escravas; ou mandavam-lhes cortar os peitos, arrancar as unhas, queimar a cara ou as orelhas. Toda uma série de judiarias. [8]

       Enfraquecidas pelo patriarcalismo restou às mulheres da sociedade colonial, como único recurso para afirmar-se na sociedade predominantemente masculina, esta forma de crueldade. Essa interpretação condiz com a visão atual dos estudos de "gênero". Dessa forma, Freyre pôs por terra a visão de que a promiscuidade brasileira tinha origem na colonização portuguesa, sendo na verdade, uma conseqüência, ao mesmo tempo, do patriarcalismo e do sistema escravocrata.

       Vale ressaltar também que Freyre contribuiu para ultrapassar-se o preconceito racial e, assim, para ultrapassar o preconceito contra as minorias sociais (feminina e de grupos étnicos). Aí está outro ponto da sua atualidade, apesar de ter escrito há mais de sessenta e cinco anos atrás: como os indivíduos têm que proceder para viver numa sociedade global. Quando se fala hoje em globalização, em multiculturalismo, em aceitar-se uma sociedade híbrida, é-nos impossível esquecer que Freyre já tenha pensado nisso bem antes.

       Por fim, dentro de meus estudos sobre gênero, procuro ter Freyre como referência na forma de como tornar-se livre dos parâmetros impostos, pelo sistema social e pelas relações mútuas entre personalidades, a ambos os gêneros, feminino e masculino, sugestões essas que podem ainda ser apreendidas de algumas passagens do seu Sobrados e Mucambos.

       Como, por exemplo, no início e seguindo pelo capítulo IV, intitulado propriamente A Mulher e o Homem, podem-se encontrar as seguintes palavras: "O mesmo critério histórico-cultural pode ser aplicado, como pretendem vários estudiosos da sociologia dos sexos — que convém não confundir com a genética! — ao estudo da pretendida superioridade do homem sobre a mulher." [9]

       É essa mesma a forma como devemos compreender a posição da mulher na sociedade, decidida pelas circunstâncias do seu sexo e não do seu gênero.

O PENSAMENTO FREYRIANO NO JAPÃO

       Embora no mundo ocidental a obra Casa-Grande & Senzala seja aclamada e reconhecida como obra básica para se entender e conhecer a sociedade brasileira, essa não é, infelizmente, a situação no Japão.

       A obra New World in the Tropics foi traduzida para o japonês, duas vezes por diferentes tradutores, respectivamente em 1961 e 1979 [10].

       No que concerne a trabalhos específicos sobre Freyre e a sua obra, segundo pesquisa que realizamos com vistas a esta conferência na base de dados da Biblioteca Nacional da Dieta do Japão, foram até este momento publicados cinco artigos sobre Freyre propriamente e um artigo sobre a democracia racial, na qual se reporta muito a Freyre. São esses artigos, respectivamente:

1) "Considerações sobre a formação cultural segundo Gilberto Freyre: ressaltando o grau de contribuição de Freyre para a pesquisa cultural luso-afro-brasileira",de autoria do Prof. Jorge Dias, da Universidade de Estudos Estrangeiros de Kyoto, em 1982 (o original é em português). [11]

2) "A situação atual das relações raciais no Brasil: o aparecimento da crítica sobre a democracia racial", de autoria do Prof. Fumio Nakagawa, da Universidade Internacional de Josai, em 1986. [12]

3) "Cultura luso-brasileira nos trópicos: memórias sobre Gilberto.

4) Freyre na ocasião do seu passamento", de minha autoria, em 1988. [13]

5) "A concepção de 'Civilização Portuguesa' segundo Gilberto Freyre", de autoria do Prof. Shigeru Suzuki, da Universidade de Estudos Estrangeiros de Tóquio, em 1992[14].

6) "A essência da sociedade brasileira: investigação comparada entre as teorias de Gilberto Freyre e Sérgio Buarque de Holanda", de autoria do Prof. Tsuneaki Nakazono, da Universidade Waseda, em 1995.[15]

7) "Gilberto Freyre e luso-tropicalismo — Os pensadores e pensamentos que transpassaram oceanos", de autoria de Abel Lopes Larbac (pseudômino de um estudioso), em 1999.[16]

       À parte esses trabalhos, é preciso ressaltar o fato de Freyre ser sempre comentado, mesmo que de leve, em vários trabalhos em que se analisa quer seja a cultura, quer seja a sociedade brasileira, além de estar incluído como item em seis dicionários enciclopédicos publicados no Japão [17].

       Pode-se apresentar como duas as causas para Freyre não ter sido ainda propriamente divulgado no Japão, a saber:

1) Excluindo-se as relações econômicas e de imigração, do ponto de vista sóciopolítico e histórico-cultural, o Brasil e o Japão ainda continuam a ser realidades distantes. Além do que, mesmo quanto a estes aspectos, o centro das relações entre ambos os países se concentra em São Paulo e no Sul do Brasil, realidades estas bem distintas das apresentadas por Freyre em suas obras.

2) A diferença de formação social entre os dois países não contribuiu para criar um maior interesse no Japão acerca da sociedade brasileira. No caso brasileiro, a sociedade foi se formando através das várias correntes migratórias e das mais diferentes etnias ao longo do tempo, criando uma sociedade rica em variedades e especificidades étnico-culturais de seus cidadãos. No caso japonês, por sua vez, estabeleceu-se, em grande parte, a existência de uma sociedade de etnia única. Na verdade, mesmo sem precisar recorrer a um passado longínquo, trata-se de uma sociedade que compreende também cidadãos de origem cultural diversa da predominante (como é o caso dos coreanos, chineses, okinawenses e ainus), diversidade esta que ao longo do tempo não foi aceita pela sociedade japonesa como um todo. Recentemente, sobretudo com o Ano Internacional dos Povos Indígenas, essa idéia preconcebida vem se modificando, mas ainda se conserva como a predominante. Isso se deve em grande parte a que, considerando-se o período histórico, a maioria dos estrangeiros que chegaram ao Japão foram asiáticos, o que não contribuiu para uma variedade fenotípica (como no caso brasileiro) da sociedade japonesa.

       Assim sendo, excluindo-se alguns poucos pesquisadores sobre o Brasil (mesmo dentre os pesquisadores sobre a América Latina), a importância da obra de Freyre como estudioso do relativismo cultural é ainda pouco reconhecida.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A visão avançada de Freyre, para a sua época, de analisar-se a forma como os colonizadores, os brasileiros nativos (índios) e os escravos negros ao se miscigenarem levaram à formação de sociedade híbrida, deve ser apreendida e refletida por nós japoneses, no momento em que, do ponto de vista sociocultural na era da globalização, é chegado o momento de repensar-se a sociedade japonesa.

       Além disso, através das interpretações freyrianas sobre as relações das pessoas na sociedade patriarcal rural ou seja, urbana podemos saber que o meio ambiente e os sistemas sociais são os fatores importantes para determinar os comportamentos e atitudes pessoais. Acreditamos que com esta maneira de apreender as obras freyrianas sobre a sociedade híbrida ou seja, com variedade seja possível absorver-se algo que contribua para uma melhor compreensão da nova sociedade japonesa que se volta para a era da globalização e para o século XXI também.


Chiyoko Mita é M. A. em Relações Internacionais pela Universidade Sophia. M.A. e PhD. em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo com a tese "Bastos: uma comunidade étnica japonesa no Brasil". Diretora do Centro de Estudos Luso-Brasileiros da Universidade Sophia - Tokyo
c-mita@hoffman.cc.sophia.ac.jp

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICA
Notas

1 - Segundo Fernand Braudel, historiador francês, Freyre é o mais importante sociólogo do século XX. (Braudel, F, "Através de un continente de historia: Brasil y la obra de Gilberto Freyre", Revista Mexicana de Sociologia, vol. 61, núm.2, abril-junio, 1999, p. 167.).

2 - Leite, Dante Moreira, O Caráter Nacional Brasileiro: História de uma Ideologia, 3a.ed., São Paulo, Editora Brasiliense, 1986, p.46
Bastos, Elide Rugai, "Gilberto Freyre e a questão nacional," Inteligência Brasileira, São Paulo, Editora Brasiliense, 1986, p. 46.

3 - Casa-Grande & Senzala, 19ª edição, Rio de Janeiro, José Olympio, 1978, pp. 321 e 322.

4 - Ibid. p. 337.

5 - Sobrados e Mucambos (2vols. 6ª edição, Rio de Janeiro, José Olympio, 1981, vol. 1, p. 98.

6 - Philip K. Bock, Moden Cultural Anthropology - an Introduction, New York, Alfred A. Knopf,Inc., 1974 , p.180-193 (vol.1, edição japonêsa).

7 - Ibid. p.193 ( vol.4).

8 - Casa-Grande & Senzala, p. 337.

9 - Sobrados e Mucambos, volume 1, p. 106.

10 - Nettai no Shinsekai - Genndai Burajiru Bunkaron, M. Yamashita (trad.), Tokyo, Nourin-Suisangyou Seisansei Koujou Kaigi, 1961.
Nettai no Shinsekai - Burajiru Bunkaron no Hakken, M.Matsumoto (trad.), Tokyo, Shin-Sekaisha, 1979.

11 - Dias, Jorge, "Gilberto Freyre no Bunka-Keisei nikansuru Ichi Kousatu", Cósmica, no. 12, pp. 85-101.

12 - Nakagawa, Fumio,"Burajiru niokeru Jinshu Kankei - Jinshu Democracy Hihan Taitou-kadeno Genkyou", Asia Keizai, vol. 27,no. 6, pp. 2-25.

13 - Mita, Chiyoko, "Nettai no Luso-Burajiru Bunnka - Kaisou no Gilberto Freyre", Sophia, vol. 37,no. 2,pp. 187-198.

14 - Suzuki, Shigeru, "Gilberto Freyre no 'Porutogaru Bunkaken' Kousou-- 'Luso-Tropicalismo' Saikou", Rekishi Hyouron, no. 501, pp. 19-36.

15 - Nakazono, Tsuneaki, "Burajiru Sahakai no Honshitu - Gilberto Freyre to S.B.de Holanda no Riron no Hikakukentou," Waseda Daigakuin Bungaku-Kenkyuka Kiyou, no.41, pp. 121-131.

16 - Larbac, A. L., "Gilberto Freyre to Luso-Tropicalismo - Umi wo Koeta Shisouka to Shisou" Ishizuka, M.(org.), Umigoe no Shisouka-tachi, Tokyo, Shakai-hyouron-sha, 1999, pp. 163-174.

17 - Sekai Denki Dai-Jiten (Grande Enciclopédia Biográfica Mundial), Vol. 9, Tokyo, Horupu-Shuppan, 1981, pp. 215-216.
Dai-Hyakka-Jiten (Grande Enciclopédia), Vol. 13, Tokyo, Heihon-sha, 1985, p.236.
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