09/07/2004
Número - 376

ARQUIVO
Opinião Acadêmica

Opinião Acadêmica

DO LUTO E DA TRANSMISSÃO

Abilio Ribeiro Alves


Introdução

       Não se ensina o inconsciente, posto que o inconsciente é da ordem de uma experiência. Por ser experiência é real e intransmissível; por ter efeitos de linguagem é passível de alguma transmissão, num só-depois, pela via de uma teorização.

       A experiência que funda a psicanálise é referida ao encontro de Freud com as histéricas. Freud revela aquilo que seus predecessores mantinham sobre “segredos de alcova”, a saber, a relação entre sintoma e o sexual na histeria. Na introdução do Seminário, livro 11, sobre “os quatro conceitos fundamentais da psicanálise” (1964), Lacan sustenta que para curar uma histérica de seus sintomas é preciso satisfazer seu desejo de histérica – “que é para ela o de colocar aos nossos olhos seu desejo como desejo insatisfeito . Freud empenha nisso seu desejo. Assim, a descoberta freudiana inclui seu próprio desejo, “isto é, o fato de que algo, em Freud, não foi jamais analisado”[2]. Enquanto analistas estamos marcados por este pecado original que está na origem da própria experiência com o inconsciente, pois falamos a partir de uma certa ignorância. Ainda na introdução do Seminário, livro 11, “os quatro conceitos fundamentais da psicanálise” (1964), Lacan afirma “que o campo freudiano da prática analítica permanece na dependência de certo desejo original”, a saber, o desejo de Freud.

       O que Freud escuta na fala das histéricas é, essencialmente, o que será dado a ler naquilo que está no centro de sua causa: o fracasso fálico, o fracasso remetido à imago paterna. O medo do fracasso, advindo de sua fantasmática com relação ao pai, está presente em Freud, mas deslocado para seu sintoma. Na Psicopatologia da Vida Cotidiana, podemos encontrar a miséria como marca do fracasso paterno transformado em fantasia de imortalidade[3]. Quando Freud percebe seu inevitável rompimento com Jung, escreve a Ferenczi:“A perspectiva de fazer tudo sozinho, enquanto eu viver, e não deixar um sucessor plenamente válido não é muito consoladora. Por isso confesso que estou longe de estar sereno e que estas ninharias pesam-me muito. Apoio-me agora de novo em você e espero, com toda confiança, que você não me decepcionará”[4].

       A fantasia de imortalidade comparece aí no anseio de um sucessor imediato. “A transmissão da psicanálise, segundo Ferenczi, seria, quanto ao lugar e à função de Freud, que Freud renunciasse ao sucessor imediato, que disso não se ocupasse, a não ser perseverando ainda em ser o trilhador que foi...”[5]. Todavia, a fantasia de imortalidade empurrava-o para o desígnio de uma herança, a designação de um filho-herdeiro, pois não desejava manter sua obra como propriedade familiar. Freud está em apuros, sabe que é necessário abandonar esse “filho”, esse “sucessor imediato”. Ele deve deixar que a psicanálise siga seu curso, que ela possa encontrar os meios de uma passagem e que o trilhamento de insistência numa transmissão possa não contar com nenhuma garantia “de que outro dela se apossará”[6]. A transmissão é, neste sentido, sem garantias. Esta fantasia, a fantasia freudiana de uma imortalidade, retornará mais tarde no seio das instituições ou associações psicanalíticas que se constituíram em torno de Freud. A fantasia da imortalidade transmuta-se na do “príncipe herdeiro”. Não é a função de Freud que está em questão, mas seu próprio lugar. O que podemos reconhecer nesta forma de apresentação do desejo de Freud: pior que a tentativa de “salvar o pai”, a de encarná-lo. Será que podemos afirmar que no movimento lacaniano houve a travessia da fantasia da imortalidade ou de sua derivada, a do “príncipe herdeiro”?

clamar no deserto

       Como Lacan irá lidar com as consequências deste pecado original, onde vemos algo relativo a Freud e seu desejo, a saber, seu desejo de um sucessor imediato? Em junho de 1961, quando do encerramento do Seminário sobre a transferência, Lacan se dirige aos seus ouvintes, dizendo: “eu ouso esperar que seja um pouco no deserto que vocês tenham vindo me encontrar”[7]. Está aí indicado o que ele coloca como a posição do analista, na medida em que se trata “daquilo que está no coração da resposta que o analista deve dar para dar conta do poder da transferência.”[8]. Lacan espera, porque trata-se de franquear o lugar da estruturação do $ na fantasia. Por isso, nesse momento da transferência, a prudência é a única estratégia em relação à angústia que é preciso fazer surgir, do lado do analisando: “não será isso, a fecunda Versagung da análise? – que o analista recuse ao sujeito a sua angústia, a dele analista, e deixe nu o lugar onde ele é convocado como outro a dar o sinal de angústia”[9].

       No final deste seminário, Lacan aponta o percurso do objeto na direção do tratamento, do deslizamento do objeto de amor para o objeto [causa] do desejo, incluindo, aí, a escala ascendente e descendente dos objetos com relação ao cume fálico. Seja como for, “o objeto pequeno a está sempre mascarado, por trás de seus atributos: [...] no nível do objeto pequeno a, a questão é inteiramente diferente daquela do acesso a algum ideal. O amor somente pode circundar o campo do ser. E o analista, este só pode pensar que qualquer objeto pode preenchê-lo [...] Não há objeto que tenha maior preço que um outro – aqui está o luto em torno do qual está centrado o desejo do analista”[10]. Esta afirmação nos faz pensar no modo como, em outro seminário O objeto da psicanálise, Lacan trabalha a problemática do ser chamando a atenção dos analistas para o espaço-temporal onde se dá o encontro com a verdade. Esta é a dimensão do Outro, onde tudo o que se diz, tudo o que se articula como palavra, mesmo a mentira, afirma-se como verdade. O ponto onde a verdade se articula com o saber é também o que permite o acesso a um logro original: o da fantasia.

      O desejo do analista insiste na direção do real, que poderá se inscrever aí como perda. Este é o luto que devemos experimentar.

o desejo do analista

       Em Do Trieb de Freud e do desejo do psicanalista, Lacan afirma: [...] é o desejo do analista que, em última instância, opera na psicanálise”[11]. O desejo do analista é o valor de uma função. Onde Freud coloca que o psicanalista funciona com seu inconsciente, Lacan sustenta que o psicanalista analisa com seu desejo. Não se trata dos atributos pessoais, da identidade, tampouco do desejo de ser psicanalista, mas do desejo inscrito na função analista. Vamos formular que o desejo do analista é aquilo que permite, numa análise, a travessia da fantasia. Por quê? Se a fantasia mascara a divisão do sujeito, assim como seu desejo, a pulsão que atua silenciosamente, aí retorna como desejo do analista.

       Se no final da análise é recortado o lugar de onde se sustenta o semblante do objeto pequeno a, ali um analista poderá advir; não para fazê-lo se acomodar em sua poltrona, estrategicamente colocada atrás do divã, mas para evocarmos aquilo que Lacan estabeleceu e formalizou como o discurso do analista: (............) .O semblante do objeto pequeno a, eis o impossível ao qual o analista deve se ater. Porque se em seu ofício ele opera retomando o ponto de sua própria destituição subjetiva, do luto da imagem impossível de um duplo, ideal, é também porque de sua,faz litoral” ( ): o inconsciente, se ele comanda aí a função da letra, é aquele que se tornou analista de sua própria experiência, que pode ser o portador deste ponto de transmissão, ponto-fenda do inconsciente, brandido no lugar onde o analista é esperado, na transferência, como imagem ideal.

a escola e o discurso do analista

       Após o episódio que definiu como “excomunhão maior”, Lacan funda, com aqueles que acompanham seu ensino, a École freudienne de Paris. Ele recusa o modelo hierárquico preconizado pela Internacional Psychoanalitical Association (IPA) e apresenta a ‘Proposição de 09 de outubro de 1967: sobre o psicanalista da Escola’, como aquilo que escreveria uma estrutura que se funda a partir de um novo laço social entre analistas, um estatuto lógico para trabalhar a formação de futuros analistas. A hierarquia impõe um “posto mestre” ao qual todas as outras titulações estão necessariamente subordinadas. Elas estão organizadas e dispostas de acordo com seu nível de importância na instituição. Esta posição de mestria, na didática das sociedades psicanalíticas, foi o pivô de disputas e lutas de poder. Numa sociedade de psicanálise, a titulação, por promover o avanço na escala hierárquica, tem valor de ganho de gozo. Ao introduzir a noção de gradus, as nomeações numa escola passam a ter um valor de perda, isto é, são crivadas pelo luto. Aqui há uma subtração dos ganhos pessoais e de um prestígio daí decorrente. “Nós queremos companheiros que prestem serviços e não que edifiquem sua posição. Não há utopia nisso. Que cada um fortaleça sua posição onde puder, aqui é a escola que ele tem que fortalecer”. Então, há, nesta proposição lacaniana, uma clara distinção entre hierarquia e gradus. “O psicanalista só se autoriza por ele mesmo...e por alguns outros”, eis aí o fundamento desta nova tomada de posição frente à formação de futuros analista, bem como sua referência como um princípio fundador. Isto não é sem a Escola. O gradus é relativo à capacidade que se mostra de fazer a Escola progredir.

       O que diz Lacan sobre o AME? A Escola o reconhece como psicanalista que comprovou sua capacidade. Será que podemos propor que o AME diz respeito ao “dar provas” como garantia de uma formação, sobre a possibilidade de um analista estar apto a vir ocupar o lugar de agente no discurso do analista? Se o discurso do analista promove o ato analítico, diremos que o desejo do analista é que o suporta. Sofrer os efeitos de seu ato, eis aí a difícil tarefa de um analista.

       No discurso do analista, este opera sob a forma de objeto pequeno a, causa de desejo, enquanto semblante do objeto. Por estar articulado aos outros discursos (do mestre, da histérica, da universidade), vamos entender o objeto pequeno a em sua rotação nestes. “O objeto pequeno a passa de condição de objeto gozado, um resíduo ou detrito gozado pelo Outro, para a condição de ser causa vazia da divisão do sujeito. Essa rotação é fundamental”[12]. Na função de sustentar o lugar do semblante do objeto, o analista não irá encarná-lo, nem seu lugar aí é permanente. Enquanto artifício do dispositivo analítico, isto sempre cai toda vez que o ato se confirma num só depois. De que maneira um analista dará o testemunho desta perda numa Escola? Pode ser esta a função do AME na Escola?

       A lógica do discurso analítico sustenta que há no inconsciente um “impossível de dizer” e, portanto ,de analisar. Isto é relativo ao impossível de governar o real. O que é impossível? O que é analisável? Quando um analista toma a palavra na Escola, isto faz função simbólica. Tomar a palavra, partindo de um impossível de se transmitir, é estar marcado por um não-todo da experiência psicanalítica. Se o AME comprovou sua capacidade, é porque está implicado em fazer sua Escola progredir na direção deste não-todo.

       Sobre a questão do passe e do AE, o que podemos dizer? O passe é a teorização possível, num só-depois, que o postulante autoriza-se a fazer sobre sua travessia em análise; assim o faz pelo testemunho perante uma Escola, acatando e submetendo-se ao princípio: "o psicanalista se autoriza por ele mesmo e por alguns outros". Para além de uma titulação, o passe se inscreveria como uma estrutura de pesquisa para saber o que está na base do desejo de tornar-se analista. A experiência do passe insere e sustenta numa Escola a pergunta: o que é um psicanalista? Entretanto, se a experiência do dispositivo do passe é tão cara e fundamental para que uma Escola se configure como um lugar de analistas, o que podemos dizer sobre isto? O que se espera é que o grupo analítico esteja apto a acolher uma demanda de passe. No que consiste esta aptidão?

       Sabemos dos fenômenos de grupo que interferem nos laços analíticos. Os afetos que brotam e proliferam nas instituições impedem o avançar no sentido analítico, no que há de transmissível no intransmissível de uma psicanálise e no que permite a incidência do analista. O passe ao instalar, no âmbito da Escola, o desejo de saber o que está na origem do tornar-se analista, nos convoca ao desejo do analista. Temos notícias de que as demandas de passe geram crises e alguns outros efeitos de grupo. Em contrapartida, há aqueles movimentos de "promoção do passe" que visam a afirmação da Escola, em detrimento da efetividade do dispositivo. O que é necessário para que um grupo analítico sustente de fato a demanda de passe e faça vigorar em aberto a questão: o que é uma psicanálise? Portanto, onde alguém pode aí tornar-se analista.

       Cabe aqui, diferenciar o AME do AE. O AME dá o testemunho sem o saber, recebendo esta nomeação como enigma. Se de fato está causado pelo discurso analítico, a angústia provocada por esta nomeação incidirá aí, levando-o a testemunhar em suas enunciações, em seus escritos, pagando simbolicamente certa dívida com a psicanálise. O AME antecipa muito precocemente aquilo que poderá surgir no fim.

do luto e da transmissão em psicanálise

       Uma Escola de psicanálise não pode ser uma reunião de discípulos em torno de um mestre. Uma Escola de psicanálise, no sentido de Lacan, é o lugar onde se constitui a tessitura de uma transferência de trabalho. Esta se caracteriza, fundamentalmente, pelo esforço maior em manter como fio de prumo a insistência na transmissão em psicanálise: o saber está no centro das estruturas de trabalho, graças a uma elaboração constante que visa promover e provocar o lugar de incidência dos efeitos do desejo do analista. Este desejo, que opera o enodamento da psicanálise em intensão e a psicanálise em extensão, engendra a via de abertura para que a virulência necessária de uma letra freudiana possa ex-sistir na marcação pontual que esburaca as estruturas e os princípios que fundamentam uma Escola de Psicanálise. O desejo do analista está aqui como o arauto de uma perda, de um cavo, de um luto que deveria ser contagioso no relançamento de um mais-além. Este mais-além que deveria se presentificar nas intervenções que se operam na prática dos cartéis; que deveria se presentificar nas sessões clínicas; que deveria se presentificar nas relações que cada um analista, na sua particularidade, na prática de uma teoria como resto da própria análise.

       A incidência do luto do analista na estrutura dos grupos analíticos sinaliza a direção de um não-cessar de uma ética que aponta para uma modulação real frente aos ensinamentos de Jacques Lacan. Na entrevista à imprensa italiana ele irá concluir da seguinte maneira: [...] “O que mais me assombra é ter ainda tantos a meu lado, porque não posso dizer que tenha feito alguma coisa para retê-los. Não estou agarrado às suas saias. Não temo em absoluto as pessoas irem”[13] Muito cedo Lacan reconhece, com Freud, o que está base da formação dos grupos. Estes se constituem sobre uma ilusão: a presença manifesta ou velada de um líder que ama e protege cada um dos membros da coletividade. Freud nos diz que a relação de cada indivíduo com o líder é idêntica em sua estrutura à hipnose; deste modo fica estabelecida uma confusão entre o objeto e o ideal do eu. O amor está aí como impedimento ao surgimento do desejo. Incide como obstáculo a todo e qualquer movimento de se fazer avançar a psicanálise. Na medida em que o amor é “o insucesso do inconsciente”. No amor, de nada se quer saber, apenas de ser amado. Freud havia concebido os grupos enquanto fundados e operando a partir das identificações egóicas de cada membro com o ideal encarnado pelo líder. Cada um sacrifica uma parte de si mesmo pelo amor do líder. O amor é unificante.

       Lacan não tardará a testemunhar, em torno de sua figura e presença, os efeitos de grupo, momentos de disputas ciumentas pelo saber do mestre e ódio entre irmãos. Próximo de sua morte, sem esperanças, mas perseverante, ele propõe a dissolução de sua Escola. Lacan não esperava nada das pessoas, e sim do funcionamento. A carta de dissolução lida por Lacan, em janeiro de 1980, é o registro possível de um ato, o ato lacaniano, por excelência. O ato de dissolução ratifica, num só-depois, o ato de fundação. Lacan atesta o fracasso, lembra o que custou à psicanálise “o fato de Freud haver permitido que o grupo psicanalítico prevalecesse sobre o discurso, tornando-se Igreja.” Não exclui a EFP dos desvios e concessões cometidos em nome da pura psicanálise.

       Quase 25 anos depois da morte de Lacan e da dissolução da EFP, perguntamos: qual a direção do movimento lacaniano? Seja pela via de uma supra associação ou pela diversidade e multiplicidade entre as Escolas, vivemos os efeitos e o impacto da morte de Lacan.

       Neste texto fizemos uma pequena resenha de como Lacan tratou de temas cruciais. Ele nos legou um ensino incontestável, mas já não se trata de encontrá-lo no deserto. E agora?

       Será que esperamos pelo sinal de seu voto? Será que alimentamos a fantasia da imortalidade pela via do “filho eleito”. Quem em seus devaneios não pensou em tomar Lacan como paradigma do analista? Quem ousará dar um passo além, com Lacan? Antes, é preciso fazer o luto, o luto não é substituir o objeto , mas, ao contrário, perdê-lo como insubstituível.

       Jean Allouch afirma que o luto freudiano é melancólico, que Freud “oferece ao enlutado a louca esperança de um reencontro do objeto perdido”...[14]: o objeto substituído. Não se pode reduzir o luto a um trabalho, “devemos toma-lo no nível do ato, da perda seca onde já não há nenhuma compensação. Deixar o morto à sua morte”. Há em Freud e Lacan, vigor e atualidade. Temos de atravessar qualquer ilusão de eleição, para que tomemos do morto o legado que é sua letra. Já não se trata de encontrá-lo no deserto, nós o encontraremos em seu lugar na psicanálise.


ABILIO RIBEIRO ALVES é Psicanalista Membro da Escola Lacaniana de Psicanálise - RJ
Site do CEL: www.celacan.com.br

Referências
1.Lacan, Jacques. O Seminário, livro 11: os quatro conceitos fundamentais da psicanálise. RJ: Jorge Zahar Editor, 1985, p. 19.
2. Idem
3. Mendonça, Antônio Sérgio de Lima, O Ensino de Lacan, RJ: Edições do CEL - Gryphus (Forense), 1993, p. 32.
4. Allouch, Jean. Erótica do luto no tempo da morte seca. RJ: Cia. de Freud, 2004, p. 166.
5. Idem p. 167.
6. Idem p. 168.
7. Lacan, Jacques. O seminário, livro 8: a transferência. Op. cit.: 1992, p.p. 370-1.
8. Idem p. 371.
9. Idem p. 356.
10.Idem p. 380
11. Lacan, Jacques. Do "Trieb" de Freud e do desejo do psicanalista in Escrito. RJ, Jorge Zahar Editor, 1998, p. 863.
12. Amigo, Silvia. Notas Sobre o Discurso do Analista in os discursos e a cura Isidoro Vegh...[et al]. RJ: Cia. de Freud, 2000, p. 81.
13. Lacan, Jacques. Entrevista Coletiva com Dr. Lacan in Dizer nº
12: Publicação Semestral da Escola Lacaniana de Psicanálise - RJ., p. 25.
14. Allouch, Jean. Op. cit. p. 171.