A significação poética e social de Federico García
Lorca começou a formar-se ainda em vida do poeta, tendo culminado com a sua
morte. Assim, em 1938, a editorial Nuestro Pueblo oferecia-lhe uma
homenagem popular ao publicar o Romancero Gitano numa edição quase de
combate, com um prólogo de Rafael Alberti. Um ano antes, publicava-se, por
Emilio Prados, um livro intitulado Homenaje al poeta Federico García Lorca
com uma seleção das suas obras, por ocasião do II Congreso
Internacional de Escritores Antifacistas -congresso que durante a guerra
reuniu em Madrid e Valencia a maioria dos literatos mais significativos de
língua espanhola.
Já na América, de língua espanhola, as homenagens
surgiram imediatamente. Em Santiago do Chile, em 1937, publica-se um volume
intitulado Madre España. Homenaje de los poetas chilenos. Em
Buenos Aires e Montivideo, no mesmo ano, publica-se o Homenaje de
escritores y artistas a Federico García Lorca. Em 1938, no México,
Octavio Paz publica uma breve antologia de poetas espanhóis contemporâneos sob
o título de Voces de España que foi dedicada ao poeta assassinado em
Víznar(Granada).
Chegaram à América portuguesa, isto é ao Brasil,
as notícias da morte de Lorca e destas homenagens prestadas pelos países
vizinhos. Assim, além da Revista Académica (1937) que dá a notícia da
morte de Lorca, a Gazeta Hispana de São Paulo publica também uma
Notícia e crítica de sua morte e alguns poemas em 1938. Mas, no que diz
respeito às homenagens prestadas a Lorca no Brasil, as primeiras fontes, em
língua espanhola, foram a Revista de las Indias nº 5 (Bogotá, março
1937), o artigo de Angel de Río (García Lorca, in Revista Hispánica
Moderna, New York, Buenos Aires nº 3 e 4, 1940) e a obra de Alfredo de la
Guardia (García Lorca, persona y creación, Buenos Aires, 1941); e, as
primeiras homenagens brasileiras encontram-se, sobretudo, no nº 15 da
Revista Leitura[1]
(Rio, fevereiro, 1944) e, uns meses mais tarde, num volume dedicado
exclusivamente ao poeta de Granada na Revista Letras de São Paulo (ed.
Continental) intitulado Presença de García Lorca. Logo, analisaremos
este volume não só por ser a homenagem mais completa que os escritores
brasileiros dedicam ao poeta granadino mas também por incluir nas suas páginas
os escritos dedicados a Lorca na Revista Leitura.
Nele, a dedicatória é a seguinte: "Os Editores
dedicam este Florilégio de Federico García Lorca aos Intelectuais Brasileiros
e a todos os Homens livres do Mundo". Informa ainda, à guisa de apresentação,
que os escritos de Lorca começaram a publicar-se no Brasil coincidindo com a
morte do poeta, e apesar de, naquele momento, pouco se saber sobre o que
acontecia na Espanha, estavam convencidos de que era um Poeta do Povo. A
apresentação do poeta não foi feita só através de um estudo biográfico e,
também, de um ensaio folclórico, mas, inclusive, através da poesia que os
poetas de língua espanhola lhe dedicaram. Incluia uma antologia de poesias de
Lorca e trechos de algumas obras de seu teatro. Apresentava a bibliografia de
tudo que já havia sido escrito no Brasil sobre Lorca, e, o que é mais
importante, publicava uma colaboração inédita de escritores brasileiros, além
da já publicada na Revista Leitura, sublinhando, principalmente,
o trabalho da escritora Cecília Meireles, tradutora de Bodas de Sangre
(1944) e de Dulcina de Morais, primeira atriz que levara à cena, no Brasil,
uma obra de Lorca. A seleção e as notas são obra de P. Nuñez Arca e
a obra divide-se em diversos capítulos. O primeiro, intitulado EL CASO
GARCÍA LORCA, abre-se com um retrato do poeta de 1936 e,
como introdução, fazia-se um estudo biográfico intitulado
Biografia e Interpretação do Professor de Língua e Literatura Espanholas
da Universidade de São Paulo: Luis Amador Sánchez[2].
A sua
tarefa era dar a conhecer Federico García Lorca no Brasil e tentar explicar
não só o como, mas também o porquê, da morte do poeta. Apresentava, para tal,
de forma simultânea a biografia do poeta com a cronologia produtiva da sua
obra. Comentava-se ali que a primeira vez que se ouviu falar sobre Lorca no
Brasil foi em 1930, quando Villaespesa[3]
referiu-se a ele juntamente com os irmãos Machado como um dos melhores poetas
vivos de Espanha, e, concluia-se o artigo com estas palavras: "Lorca, sua vida
e sua morte, o caso Lorca caracteriza-se pela sua universalidade, moderno
artífice clássico do romance espanhol, no qual o sensualismo e a tragédia da
morte são o rasgo peculiar da sua obra". Queria, pois, aproximá-lo do público
do Brasil através dos Poemas Gallegos, que se incluiam no final desta
homenagem, e que sugeriam a capacidade de Lorca em versificar na língua
portuguesa.
Em seguida, os escritores brasileiros dedicam a
Lorca o segundo capítulo desta homenagem, intitulado O PENSAMENTO
BRASILEIRO E GARCÍA LORCA, escrito em português, que se abre com uma
fotografia da Barraca e a explicação seguinte:"La Barraca" era
uma missão cultural pelos povos do interior, da qual faziam parte García Lorca,
Pedro Salinas e Rafael Alberti - que aparecem na fotografia com outros jovens
poetas. Um camionete fornecido pelo Ministério de Instrução Pública servia de
condução e palco para as representações teatrais e conferências, que se davam
gratuitamente em praça pública".[4]
De todos os escritores brasileiros que participam desta homenagem a Lorca,
gostaríamos de destacar Carlos Drummond de Andrade[5],
por ser um dos maiores escritores brasileiros do século XX, e Edgard
Cavalheiro, por ser o primeiro escritor que dedicou a Lorca um vasto e
rigoroso estudo[6].
Drummond de Andrade informa que a Revista Académica foi a primeira a
dar a notícia da morte de Lorca, o que assinala uma constante na crítica
brasileira e na sua capacidade de recepção: "A solução harmoniosa desse pseudo
mas comprometedor conflito entre o local e o universal é, para mim, a primeira
lição de García Lorca. A segunda reside no seu conceito rigorosamente popular
do localismo". Destacar também que Macedo Miranda, romancista de
prestígio, parafraseie na sua homenagem a poesia lorquiana: "para lhe dizer
que ele não morreu dentro de nossos corações, que não é como todos os mortos
da Terra, como todos os mortos que se esquecem".[7]
Já, no terceiro capítulo, sob o título de
PRIMEIRAS CANÇÕES DE GARCÍA LORCA, apresentavam-se, juntamente com
uma fotografia de sua Casa Natal em 1899, os seguintes poemas: Los Alamos
de Plata (1919); Canción Oriental (1929); La Guitarra;
Memento; Pueblo; El Silencio; ¡Ay!; Cortaron tres Arboles; Tierra Seca;
Canción Tonta.
A seguir, no capítulo quarto, publicavam-se os
seguintes poemas do ROMANCERO GITANO[8],
com uma
fotografia de Cecília Meireles[9],
primeira tradutora brasileira de García Lorca: Romance de la luna llena;
Muerto de amor; la Casada infiel; Prendimiento de Antoñito el Camborio;
Romance de la Guardia civil (fragmento com a nota seguinte: "Atribue-se a
este romance o mortal rancor que a guarda civil tinha a García Lorca e que
culminou com seu fusilamento); Romance sonámbulo, Thamar e Amnón.
Dito disto, passamos diretamente para o sétimo
capítulo[10]
dedicado ao TEATRO DE GARCÍA LORCA e acompanhado de um retrato de
Dulcina Morais[11],
"notável atriz brasileira que escolheu "Bodas de Sangue" para seu repertório,
peça traduzida pela ilustre poetisa Cecília Meireles". Em continuação os
escritores brasileiros comentam a obra de teatro lorquiana e sob a epígrafe:
O PENSAMENTO BRASILEIRO SOBRE O TEATRO DE GARCÍA LORCA, incluem-se os
seguintes artigos:
"Mauriac, Lorca e a eternidade do teatro".
Augusto Frederico Schmidt. (Revista do Brasil, 1938); "Porque escolhi
García Lorca". Dulcina de Morais. (Leitura Rio); Cecília Meireles.
"A traductora brasileira de "Bodas de Sangue" opina". (Leitura, Rio). "Bodas
de Sangue". Rachel de Queiroz. (Leitura, Rio); "O Poeta Assassinado".
Luiza Barreto Leite. (Leitura, Rio). "Lorca, pobre de nós!" Mário de
Andrade. (Leitura, Rio). "Federico García Lorca. Leitura". (Rio,
Fevereiro de 1944). "Vida, mundo e obra de Federico García Lorca". Mauro de
Alencar. (Rumo, Rio, abril 1937).
Neste capítulo reunem-se os textos em homenagem a
Lorca, que são relacionados com o teatro, sendo a maior parte publicada já na
Revista Leitura, uns meses antes. É preciso assinalar a transcendência
que teve a Companhia de Dulcina de Morais em difundir o teatro de Lorca, e de
forma especial a obra Bodas de Sangre. Foi por indicação dela e para a
sua representação no Teatro Municipal do Rio de Janeiro que a poetisa Cecília
Meireles traduziu esta obra dramática lorquiana para o português. Por outro
lado, o artigo de Mário de Andrade, publicado na Revista Leitura, está
incompleto, porque precisamente falta o poema dedicado a García Lorca.
Continuando
publica-se uma antologia do teatro lorquiano[12].
E queremos destacar a obra DOÑA ROSITA LA SOLTERA O EL LENGUAJE DE LAS
FLORES (Poema granadino do ano de 90, dividido em vários jardins com cenas de
canto e baile) por ser a única vez que Lorca cita, na sua obra, um
brasileiro. Vai acompanhada da seguinte nota:
"Nesta obra, em sua maior parte dialogada o Sr. X,
uma das personagens diz:
-Está entendido, la tierra es un planeta mediocre,
pero hay que ayudar a la civilización. Si Santos Dumont, en vez de estudiar
meterología comparada, se hubiera dedicado a cuidar rosas, el aerostato
dirigible estaría en el seno de Brahma!"
Então a homenagem ainda apresenta alguns capítulos[13],
dentre os quais queremos destacar o dedicado aos POEMAS GALEGOS DE GARCÍA
LORCA, (décimo primeiro capítulo), que se inicia com uma fotografia do
teatro Municipal do Rio, (onde prestigiado pelo Ministério de Educação, foi
representado pela primeira vez no Brasil o teatro de García Lorca) e as
palavras seguintes: "O Poeta, sendo andaluz, compôs em língua galaica alguns
poemas, inspirados durante sua visita a Santiago de Compostela. Damos aqui uma
amostra, provando seu mérito de adaptação. A introdução, belíssima por ser
obra de poeta -Eduardo Blanco Amor, também um grande poeta- atinge os
alizerces do idioma nacional brasileiro".
Entretanto, a vinculação de Lorca com a Galiza
inicia-se em 1916, quando, em companhia do Catedrático Domínguez Berrueta e de
seus alunos, Lorca visita A Coruña, Santiago e Lugo. Em Granada, ao regressar
desta viagem escreve: "Se comprende, viendo el paisaje de Galicia, el carácter
triste de sus habitantes y su música, que dice apenas, de amores, de
imposibles..." Também, no livro Impresiones y paisaje (1918), oferece
um belo comentário sobre Santiago. Lorca viajou três vezes à Galiza em 1932,
onde realizou as suas célebres conferências Arquitectura del Cante Jondo
e Paraíso cerrado para muchos, jardín abierto para pocos. Voltará
de novo à Galiza com o teatro universitário La Barraca; publica nas
revistas galegas, fazendo novas amizades, com Ernesto Guerra da Cal e Eduardo
Blanco-Amor. O amor de Lorca pelas terras galegas e seu povo, manifesta-se
numa pequena colecção de Seis poemas galegos[14],
que se
incluem nesta homenagem, apresentados por Eduardo Blanco-Amor[15],
sob o título seguinte: Lorca, trovador Galego. Com emoção sentida,
começa Blanco-Amor a explicar como "Federico me llegó, un día, cualquiera de
nuestra amistad, con un puñado de versos gallegos.(....) Y dijo: - "La verdad
es que, a pesar de haberme bien leído mi Curros y mi Rosalía, el gallego lo
aprendí en los vocabularios precaucionales que añades a tus libros de poemas.
Debes ser tú, por lo tanto, quien ordene éstos y quien los edite, quien los
prologue. Y ya está. Y ya se acabó. Y no me hables más de esto hasta que me
traigas el libro". Encerra o seu artigo com palavras de Menéndez Pelayo: "No
se puede desconocer que el primitivo instrumento del lirismo peninsular, no
fue la lengua castellana, ni la catalana tampoco, sino la lengua que,
indiferentemente por el caso (en aquella época eran la misma), podemos llamar
gallega o portuguesa".
O capítulo décimo segundo fecha esta obra com a
homenagem que os escritores de língua espanhola lhe ofereceram[16],
acompanhado do último retrato do poeta com a sua mãe, em Granada, em 1935, e
das palavras seguintes: "A projeção do Poeta foi, realmente continental. É
verdade que ele visitou a América e fez amigos pessoalmente e admiradores com
seus versos porém, o crime de sua morte, foi sua definitiva glorificação". O
livro apresenta, finalmente, uma bibliografia[17]:
obra da ilustre escritora Sidónia C. Rosenbaum, do Hunter College de Nova
Iorque, com a nota seguinte: "No Brasil se fizeram diversas publicações
esparsas das poesias de García Lorca, que não nos foi possível enumerar,
demonstrativas do elevado conceito que aqui goza o grande poeta, sendo
eloquente anunciar a próxima saída dum volume da autoria do escritor Edgard
Cavalheiro, São Paulo, assim como a edição homenagem que lhe dedicou a Revista
Leitura do Rio, com motivo da tradução da peça "Bodas de Sangue".
[2]Luis
Amador Sánchez, diplomata espanhol e autor de El llanto de los hombres.
[3]O
governo brasileiro encomendou a Francisco Villaespesa a tarefa de traduzir
os poetas brasileiros da época. Vieram à luz os três primeiros tomos
editados por Alejandro Pueyo, em Madrid, em 1930: Sonetos y poesía
(Poesía de Olavo Bilac), El navío negrero (Poesía de Castro
Alves) e Toda la América (Poesía de Ronald de Carvalho).
[4]Participam
os seguintes escritores, com os seus respectivos artigos: "Morte de GL".
Carlos Drummond de Andrade, Rio 1937; "Evocação de GL". Osmar
Pimentel, Diário de São Paulo; "GL e o Romancero Gitano". Edgard
Cavalheiro.(escrito especialmente para este livro); "À memória de Gl".
Moacir Werneck de Castro, O Estado de São Paulo; "O Poeta que
morreu". Medeiros Lima, Jornal da Manhã, S. Paulo 1938; "GL, meu
Amigo". Macedo Miranda. E conclui o capítulo com um poema
autógrafo de GL: trata-se do poema Casida de la muchacha dorada
[5]Carlos
Drummond de Andrade traduziu para português Doña Rosita a solteira; ou
A linguagem das Flores (Rio de Janeiro, Livr. Agir, 1959)
[6]Escritor
e periodista, além doutras obras, escreveu o seguinte estudo sobre a obra
do poeta granadino, Garcia Lorca, São Paulo, Livraria
Martins, 1946
[7]Parafraseando
os versos de Lorca de Llanto por Ignacio Sánchez Mejías.
[8]A
primeira tradução do Romanceiro Gitano (Rio de Janeiro, Civ.
Brasileira, 1957) é obra do escritor postmodernista da geração de 45,
Felix de Sousa.
[9]Cecília
Meireles posteriormente também traduziu Yerma. (Rio de Janeiro,
Agir, 1963).
[10]No
capítulo quinto, GARCÍA LORCA, ELEGÍACO, apresenta um
desenho "Esboço de GL por Moreno Villa, durante seu recital na
Residencia de estudiantes de Madrid -1928", inclui:
Oda a Salvador
Dalí; Llanto por Ignacio Sánchez Mejías; Niña ahogada en el pozo.
O sexto
capítulo está dedicado a GARCÍA LORCA, MISTICO, acompanhado de uma
fotografia de Margarita Xirgú: "eminente intérprete do teatro espanhol de
García Lorca". Publicam-se: Martirio de Sta Olalla; Santiago (Balada
ingenua. 25 de julio de 1918. Fuente Vaqueros. Granada); Oda al Santísimo
Sacramento del Altar.
[11]Dulcina
de Morais (Rio, 1911), atriz da companhia Jaime Costa e Abigail Durães,
fundou a sua própria companhia junto do seu marido, escritor e ator também,
a Companhia Dulcina-Odilon de grande êxito durante os anos 30 e 40. Em
1955 organizou a Fundação Brasileira de Teatro.
[12]A
ZAPATERA PRODIGIOSA (Farsa violenta em 2 atos).
"Esta peça
teatral não (sic) é versificada com excepção do fragmento que
transcrevemos, e que sintetiza o argumento. É verdadeiramente curiosa e
reveladora do talento de García Lorca a Cortina ou Alocução ao Público
no começo desta farsa teatral, que transcrevemos excepcionalmente (por ser
em prosa), para que o leitor tenha idéia do modernismo e originalidade do
teatro do malogrado Autor". YERMA (poema trágico em 3 atos). BODAS DE
SANGUE (Tragedia em 3 atos e 7 quadros) (Fragmentos). ASI QUE PASEM CINCO
ANOS (Lenda do Tempo em 3 atos e 5 quadros). ROMANCE DEL MANIQUI. AMOR DE
DON PERLIMPILIN CON BELISA EN SU JARDIN (Aleluia erótica em 4 quadros)
(Fragmento). DOÑA ROSITA LA SOLTERA O EL LENGUAJE DE LAS FLORES (Poema
granadino do ano de 90, dividido em vários jardins com cenas de canto e
baile)
[13]ULTIMOS
POEMAS
corresponde ao capítulo oitavo, com uma fotografia da sua casa de
Granada, em 1936, que inclui Poeta en Nueva York (fragmento);
Oda a Walt Whitman; Oda al rey de Harlem; Oficina y
Denuncia; El Diván del Tamarit. (A obra "El Diván del Tamarit"
ficou impressa em parte à morte do Poeta, e alguns dos seus poemas foram
publicados como poesias póstuma: Gacela del Amor Imprevisto; Gacela del
Amor Desesperado; Gacela de la Raiz Amarga; Casida del Herido por el Agua;
Casida del Llanto; Casida del Sueño al Aire Libre; Casida de las Palomas
Oscuras.
POESIAS INEDITAS
(capítulo nono) com o seguinte subtítulo: "Estas poesias não
figuram ainda em nenhuma Antologia do Poeta. Como inéditas foram
publicadas unicamente pela "Revista de las Españas" do Instituto Hispánico
de Nova Iorque: El poeta pide a su amor que le escriba; Canción de
Cuna; A Mercedes en su vuelo".
CANÇÕES
MUSICADAS PELO PRÓPRIO POETA,
(décimo capítulo), com uma fotografia de García Lorca a compor ao piano,
na sua casa de Granada, no ano de 1935 e um interesante artigo intitulado
García Lorca, folklorista do Prof. Federico de Onís, director da
Revista Hispánica da Univ. de Columbia de Nova Iorque. Também oferece as
partituras de: Las morillas e Jaén e as letras de: Las Tres
Morillas (Canção do sec. XV); Romance de los Pelegrinitos.
[14]Noturno
do Adoescente morto; Romaxe de nosa señora da barca; Danza da lua en
Santiago; Madrigal a Cibdá de Santiago; Canzon de Cuna pra Rosalia Castro
morta.
[15]Eduardo
Blanco-Amor (1847-1979), escritor galego, emigrou para Argentina em 1910.
A publicação do seu primeiro livro de poemas Romances galegos
(1928) coincidiu com o seu primeiro regresso à Galiza. Lorca dirá sobre
este livro em carta ao poeta galego: "Estoy leyendo tu libro, tus romances
antípodas... ¡Qué idioma! ¡qué riqueza ésta de nuestra España! ¿Por qué
tendría que morir esa antigua maravilla?". Em maio de 1933 chegam a
conhecer-se pessoalmente, apresentados por Ernesto da Cal, no Café Gijón
de Madrid. Correspondente do jornal "La Nación" em Madrid (1929-1931)
escreve, como jornalista, as suas cronicas mais brilhantes. Estes anos
representam o tempo da sua controversa amizade com Lorca. Lorca escreve os
seus poemas galegos utilizando Guerra da Cal como dicionário vivo.
Posteriormente foi professor extraordinário no Uruguai e em Santiago do
Chile.
[16]OS
GRANDES POETAS A FEDERICO GARCÍA LORCA: Alfonso Reyes.
Cantata en la tumba de FGL; Salvador de Madariaga. Elegia en la
muerte de FGL; Antonio Machado. El crimen fue en Granada; Pablo
Neruda. Oda a FGL; Rafael Alberti. A FGL; Luis Cernuda A
un Poeta muerto; Nicolás Guillén. Federico; Isidro Alvarez
Alonso. ¡Ay, Federico!; Jorge I. Serrano. Holocausto Gitano;
Emilio Prados. Llegada; Pablo Suero. A la Madre.
[17]Bibliografia
de García Lorca: Poesias III; Prosa IV; Conferencias. Entrevistas, Cartas,
etc., IV-V; Teatro V-VI; Obras Completas e seleções VI; Traduções VII-VIII;
Estudos VIII-XVIII; Sobre o Teatro de Gl XIX-XXII ; Homenagens XXII-XXVII.
Neste último capítulo intitulado Homenagens, queremos destacar: 0
Manifesto de intelectuais brasileiros contra a agressão fascista à Espanha,
motivado pelo fusilamento de García Lorca (1937) e Morte de García
Lorca de Carlos Drummond de Andrade (Boletim Ariel, Rio de Janeiro,
outubro de 1937).