22/07/2006
Número - 486

ARQUIVO
ALBERTO COHEN




   

Alberto Cohen



Fim de caso




 

E por que não escrevemos mais coisas amoráveis, um para o outro, como antigamente? Por que nos enviamos frases bonitas de autoria de terceiros, quando podíamos, simplesmente, dizer palavras nossas que nos perenizassem bonitos e apaixonados? Será que é assim que o amor acaba? As distâncias aumentando para a realidade do longe que, um dia, foi tão perto? E os outros chegando cada vez mais perto, até distanciarem os sonhos, transformando-os em apenas lembranças, uns poucos versos não revisados e fotografias amarelecendo no fundo da gaveta? E aí, acaba? O amor se torna algo cinzento, expulso para um lugar nenhum, sem poesia, ou ele tem vida própria e apenas se muda para outros corações apaixonados?

De qualquer modo, foi muito bom ter sonhado com você, como se tudo o que foi dito pudesse ser realidade e não, somente, uma esperança. A princesa e sir Galahad vivendo seu grande amor pelos salões encantados de uma Camelot virtual.

Valeu pelo riso e pela crença, foi quase um renascer. Nada a reclamar!

A minha alma tecida com retalhos de ilusões, esperanças e magia, jamais será a de alguém mau e desgostoso pelos insucessos, sejam eles quais forem. Eu amarei você, sempre, e seu nome fará parte do repertório de tantas canções que este velho menestrel ainda cantará pela vida afora.

Você não pode imaginar o quanto fez por mim. Vivi uma fase de muita poesia que, afinal, é o mais importante que existe em minha vida. Você é a melhor! Não esqueça nunca! Vá e enfeite a existência de outros poetas.




(22 de julho/2006)
CooJornal no 486


Alberto Cohen
advogado, poeta e escritor
Belém, PA
albertolcohen@terra.com.br
www.riototal.com.br/escritores-poetas/expoentes-048.htm