15/10/2016
Ano 20 - Número 1.002
 


ARQUIVO ALBERTO COHEN

Alberto Cohen
em Expressão Poética

 

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Alberto Cohen


COLOQUIAL, JAMAIS VULGAR

 

 

Alberto Cohen, colunista - CooJornal

O povo gosta de poesia.

E se emociona, ri e chora, ao sabor das metáforas e rimas que irmanam suas sensações com as do poeta com quem se identifica.

Cansou, no entanto, de comprar e (ou) ler versos feitos por uma elite para seus iguais, como se o Brasil não fosse composto de folclore, tradições e linguagem popular.

Reboa nos guetos e favelas, nas fábricas e no trânsito, em assobios e cantarolas, a verdadeira poesia, livre e leve como a alma de um passarinho que foge da gaiola.

As ruas, não as academias, são a verdadeira escola do dizer ou do cantar. Nelas passeiam abraçados amor, saudade, beleza, verdades tão simples e puras que não precisam de maquilagem nem de imagens pré-fabricadas.

Basta sair das redomas e laboratórios, conversar com os anônimos, ouvir a filosofia dos bares, becos e madrugadas, cantar com os cantadores, pescar com os pescadores, chorar com os amantes traídos, rir com os bêbados e loucos, para, enfim, sentir o toque de escolha da poesia, se assim ela achar por bem.

Espero haver aprendido com o povo. A mulher que não tem dono já me seduziu há um bom tempo.


(15 de outubro/2016)
CooJornal nº 1.002



Alberto Cohen
advogado, poeta e escritor
Belém, PA
albertolcohen@yahoo.com.br
www.riototal.com.br/escritores-poetas/expoentes-048.htm


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