11/12/2004
Número - 398


- A carroça chinesa
- Carnaval em Petrópolis
- Caso de polícia
- Chove lá fora
- Crônicas sem compromisso
- Cruzeiro em dólares
- Decepção também é cultura
- Destruição em massa
- Dez dias em NY
- E o amor?
- Felicidade em uma casa de repouso?
- Investir só ganhando
- Justiça ou chantagem?
- Karaokê na 3ª idade
- Luana
- Máquina de fazer doido
- Meu Deus!
- Momentos divertidos
- Motorista de táxi
- Nau sem rumo
- O amor existe
- O biriba
- O globetrotter das trovas:
1-Excursão USA-Canadá (1)
2-Excursão USA-Canadá (2)
3-Portugal e Espanha
4-Rumo à Itália
5-Em Amsterdam
6-Europa do Leste
7-Rússia
8-Escandinávia
- O Japão e a guerra
- O país mais bonito do mundo
- O rombo da previdência
- Once upon a time
- Onde é que está o dinheiro?
- Por que não fui a New York?
- Pra falar a verdade
- Que fizeram de nossa Petrópolis?
- Remédio infalível para insônia
- Seu Urano
- Som e imagem
- Surpresa agradável
- Turismo em gotas
- Uma piada, uma crônica

   
Alceu Gouveia




OOPS.....

   

Todo o povo tem o governo que merece. Agora está na berlinda o povo americano confirmando a tão conhecida quanto sábia máxima. Quem costuma ler as modestas crônicas de minha autoria publicadas graças à bondade dos editores do “Rio Total” (seção Coojornal) deve ter lido aquela cujo título “Once upon a time” lembra a evolução (ou involução?) de um povo tão bem representado pela simpática figura do Tio Sam e que hoje reelege por larga maioria de votos um Hitler redivivo – George W. Bush.

Duas diferenças aparecem, logo à primeira vista entre a primeira e a segunda dessas abomináveis figuras: a primeira é que o referido Bush não começou a sua diabólica missão pintando paredes e a segunda que o mesmo Bush não escolheu como vitimas os Judeus – povo admirável – mas, pelo contrário, não discriminou raça, credo ou cor. Para ele qualquer vítima serve para seu holocausto particular seja branca, preta, árabe ou oriental, contanto que seja fraca e incapaz de resistir ao poderio dos seus “brinquedinhos da morte” ou que possua aquele néctar precioso que o fascina desde a infância – o petróleo!

Agora o povo dos Estados Unidos, ratificando e mesmo aplaudindo, concedeu a vitória fácil que aquela triste figura obteve por larga maioria. Chegou a hora da comparação desse povo com tantos outros que (vide Alemanha) confundiram sua segurança (ou seu futuro) com as criminosas ações de seus governantes ocasionais. Carrearam para seus países a má vontade e até mesmo o desprezo de todos os que lhe fazem companhia no caminho de um futuro próximo, porém cada vez mais distante, dos valores humanos que sempre – como agora – condenam os déspotas e os usurpadores.

Acabo de saber que até 5/12/2004, atinge a 1.251 o número de Americanos mortos na estúpida e irresponsável guerra (???) do Iraque. Será que os pais, mães e irmãos dessas vítimas, votaram em Bush? Será coincidência a sensível desvalorização do poderoso Dólar? Repetindo os conceitos que também emiti em crônica anterior aqui mesmo no Coojornal, aviso: quem os tiver que os venda.



(11 de dezembro/2004)
CooJornal no 398


Alceu Gouveia
escritor, poeta, compositor, letrista e cantor.
Rio de Janeiro
alceugouveia@uol.com.br 
http://www.geocities.com/alceugouveia
http://geocities.com/cantinhodoalceu