| Luiz Carlos Amorim
AS CANÇÕES NATALINAS
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É muito triste constatar, mas o fato é que, se deixarmos, o espírito de Natal
transformar-se-á em simples apelo comercial. Há que façamos alguma coisa, pois
isso já está acontecendo. Se prestarmos atenção, verificaremos que os meses que
antecedem a data maior da cristandade são usados para se enfeitar nossas cidades
com muitas luzes, cores, Papais Noéis e árvores enfeitadas para se vender mais.
De tudo.
Mas esse cenário colorido, cheio de luzes, enfeitado com Noéis com barba falsa e
roupa vermelha e árvores onde contrasta o colorido com o branco da neve também
falsa para induzir a se comprar, não é, absolutamente, o espírito de Natal.
Apenas consumo.
O verdadeiro significado do Natal quase não é lembrado: o nome da festa é usado,
apenas, como propaganda para que compremos presentes, abusando dos signos a ela
inerentes, como as árvores enfeitadas, os Papais Noéis, anjos e presépios. E
canções.
As canções natalinas talvez devessem ser mais ouvidas, porque dizem muito e
tocam a gente. Mas a verdade é que não damos a devida atenção às suas letras, e
deveríamos.
Existe uma variedade bastante grande de canções de Natal. A maioria importada de
outros países, mas elas existem. E se ouvirmos com atenção as suas letras,
veremos que muitas delas contam a verdadeira história do Natal. São, quase
todas, canções tradicionais e antigas que contam a trajetória do menino de Belém
desde antes do seu nascimento, em uma manjedoura do meio do caminho, até se
transformar no homem de Nazaré.
E ajudam, assim a criar o verdadeiro espírito de Natal. Aí sim, sabendo do real
significado, poderemos dar presentes aos nossos entes queridos, enfeitar uma
árvore e cantar juntos uma canção para comemorar o aniversário do menino que
está nascendo - o nosso renascimento, a renovação da vida.
São canções como “Jingle Bells” – ou “Bate o Sino”, por exemplo, que nos lembram
de um sino que anunciava o nascimento que é o motivo maior do Natal: “Bate o
sino pequenino / Sino de Belém / Já nasceu Deus Menino / para o nosso bem”. Como
também em “Natal das Crianças”: “Natal da noite de luz / Natal da estrela-guia /
Natal do menino Jesus”.
Em “Silent Night” – Noite Feliz, a história é recontada, mais completa: “Noite
feliz, noite de paz / Oh, Senhor, Deus de amor / Pobrezinho, nasceu em Belém. /
... / Oh, Jesus, que quiseste nascer / nosso irmão / e a nós todos salvar”.
E outras tantas canções nos enlevam e elevam o nosso espírito para que não
percamos o verdadeiro sentido do Natal. Precisamos ouvi-las e entendê-las. Para
que o espírito de Natal se faça em nós, genuíno, verdadeiro.
(20 de novembro/2004)
CooJornal no 395
Luiz Carlos
Amorim,
escritor e poeta, Coordenador do Grupo
Literário A ILHA
Editor e Webmaster do portal
Prosa,
Poesia & Cia.
lc.amorim@ig.com.br
www.riototal.com.br/escritores-poetas/expoentes-037.htm
Florianópolis, SC