| Luiz Carlos Amorim
A TEMPORADA DE FEIRAS DO LIVRO
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E foi aberta a temporada de feiras do livro. Não digo isso levianamente, mas
porque realmente as feiras do livro suceder-se-ão, daqui por diante, por toda
Santa Catarina, pelo Rio e por outros estados, até a de Porto Alegre, no final
do ano.
Serão várias oportunidades, em diferentes cidades e em diferentes estados, de
oferecer todo tipo de livro aos cidadãos já leitores e também àqueles que ainda
não têm o hábito da leitura. Algumas das feiras, inclusive, como a de
Florianópolis, de Joinville e de Porto Alegre, acontecem na rua, na praça, no
caminho do transeunte. Essa é uma ótima maneira de conquistar novos leitores:
colocar o livro no seu caminho.
Em Joinville, está acontecendo a segunda edição da Feira do Livro da cidade,
desta vez na praça, ao ar livre. A primeira edição, no ano passado, obteve pleno
êxito e a desse ano tem perspectivas de maior sucesso ainda. É uma semana de
oferta de milhares de livros e de uma programação paralela interessantíssima,
com lançamentos, apresentações artísticas, sessões de leitura com crianças das
escolas e concursos.
Em Florianópolis, começa no início de maio a Feira de Rua do Livro. Vai do dia 4
ao dia 14, situada bem no centro de Floripa, no Largo da Alfândega, ao lado do
Mercado Municipal. Na verdade, as tendas da feira vão do mercado à Praça da
Figueira, a tradicional figueira centenária, congregando editores, livreiros,
distribuidores, universidades, entidades literárias e fundações culturais, entre
outros, com o objetivo de promover e divulgar o livro e a leitura.
No dia 12 de maio começa mais uma Bienal Internacional do Livro, no Rio, no Rio
Centro, e vai até o dia 22. A Bienal é considerada o acontecimento editorial
mais importante do País nos anos ímpares – nos anos pares acontece a Bienal do
Livro de São Paulo - e um evento cultural de mobilização nacional, superando as
expectativas a cada edição.
Em Santa Catarina, a cada mês há uma feira do livro: em Jaraguá do Sul, em
Balneário Camboriú, Itajaí, Joaçaba, Blumenau, Criciúma. Algumas começaram
recentemente, mas algumas realizam a feira há anos, como Balneário Camboriú. E
outras já estão programando a sua implantação.
No Rio Grande do Sul, também existem feiras pelo estado, mas a mais antiga,
talvez do país, é a Feira do Livro de Porto Alegre, fundada em 1955. Ela é
realizada na Praça da Alfândega, em novembro, e na última edição teve quase dois
milhões de visitantes e quinhentos mil livros vendidos. Também é feita ao ar
livre.
Como já comentamos antes, em outras crônicas, talvez o preço dos livros,
praticados nas feiras, não seja tão menor do que aquele praticado nas livrarias
estabelecidas. Mas o fato de reunir uma gama quase infinita de opções e de
colocar o livro em ruas e praças por onde o transeunte está passando, é um
grande estímulo para que aumente o número de leitores neste país. Sem contar as
promoções paralelas – seminários, palestras, mesas redondas, sessões de
autógrafos, concursos, que oferecem um mundo de cultura a quem quiser
aproveitar.
Alguns eventos, os maiores, cobram entrada, é verdade, e isso configura
restrição para algumas pessoas, mas isso é um outro assunto. A maioria não
cobra, felizmente.
(16 de abril/2005)
CooJornal no 416
Luiz Carlos
Amorim,
escritor e poeta, Coordenador do Grupo
Literário A ILHA
Editor e Webmaster do portal
Prosa,
Poesia & Cia.
lc.amorim@ig.com.br
www.riototal.com.br/escritores-poetas/expoentes-037.htm
Florianópolis, SC