| Luiz Carlos Amorim
A POETISA DE LAGUNA
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Poesia não se aprende. Ela nasce dentro da gente. É o extrato da alma, do
coração. E a poesia de Maria de Fátima B. Michels, a Fátima de Laguna, é isso.
Eu "conheci" Fátima através da romancista Urda A. Klueger, como a própria Fátima
me disse. Ela estava procurando informações sobre a escritora loura de Blumenau
na internet e localizou-a no portal do Grupo Literário A ILHA, conseqüentemente
chegando até mim. Foi um feliz encontro, pois Fátima, além de ser também
escritora, poetisa de mão-cheia, é também uma pessoa humana espetacular.
A transparência e a eficiência na facilidade de imprimir as suas emoções em sua
poesia, fazem com que o leitor receba o poema por inteiro, recriando o
sentimento da poetisa.
Fátima sabe usar as palavras, inflando-as de poesia, sabe fluir ritmo, construir
canções. Ela tem, através da palavra, a ligação direta com o coração do leitor,
esse elo mágico que identifica o poeta e o identifica com o receptor.
Se todos, como Fátima, conseguíssemos fazer com que o leitor sentisse o que o
poeta sente, que o leitor recriasse a mesma emoção que o poeta sentiu ao
escrever o poema, todos seríamos poetas.
Além de poesia, Fátima também escreve crônicas, e sabe bem fazê-lo. Ela tem o
privilégio de saber comunicar e ter o que comunicar. E não poderia ser
diferente. Ela gosta de natureza, de animais, de gente. Ela é viciada em vida,
em esperança. Fátima é feliz, porque está sempre procurando fazer alguma
coisa pelo próximo. Nem que seja apenas dizer ou escrever uma palavra amiga.
Ela faz parte daquele grupo de pessoas especiais, como Vó Mariana, Irene, Urda,
Virgínia, Dr. Enéas, Aracely, que a gente tem que guardar num lugar especial
dentro do coração.
(30 de abril/2005)
CooJornal no 418
Luiz Carlos
Amorim,
escritor e poeta, Coordenador do Grupo
Literário A ILHA
Editor e Webmaster do portal
Prosa,
Poesia & Cia.
lc.amorim@ig.com.br
www.riototal.com.br/escritores-poetas/expoentes-037.htm
Florianópolis, SC