
03/03/2007
Ano 10 -
Número 518
ARQUIVO AMORIM
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Luiz Carlos Amorim
A POESIA VIVA DOS POETAS
DA PRAÇA
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A idéia não é nova, já fora
engendrada há um bom tempo, antes que o Grupo Literário A ILHA completasse as
suas Bodas de Prata. O problema é sempre o mesmo: conseguir pagar a publicação.
Sim, porque o conteúdo, a obra em si, já estava pronta, sempre se renovando.
Então, antes que chegássemos ao número 100 da revista Suplemento Literário A
ILHA, juntamos o material e começamos a editar as obras, para ver como ficava.
Começou a tomar forma, então, a coleção “POESIA VIVA”, composta de livros de
poemas de integrantes do Grupo A ILHA que não tinham publicado, ainda, livro
solo, ou estavam há muito tempo sem fazê-lo. E o resultado foi ótimo. O trabalho
deu forma a dez livros e/ou opúsculos, que terão uma edição pequena, mas
passarão a existir.
Os poetas que não tinham publicado um livro ainda e que terão sua obra solo são
Sólon Schil, poeta e radialista, produtor e apresentador do programa “Fim de
Noite”, talvez o único programa radiofônico que tinha como motivo central a
poesia de gente da terra e música popular brasileira selecionada. Quem sabe não
por acaso, o título de seu opúsculo é “Dentro da Noite”; Margarete Irai, poetisa
experiente, de um estilo romântico e forte, ao mesmo tempo, tem outro livro
pronto para ser publicado, “Ecos da Alma”; Silvinha, na verdade Silvia Schmidt,
dona de muito lirismo, aparece com parte de sua obra de um romantismo único em
“Palavras a um sonho chamado você...”; Salete Holske, poetisa do cotidiano,
reúne em “Percurso” a sua poesia preocupada com o social, mas ao mesmo tempo
intimista e romântica; Célia Biscaia Veiga, poetisa e atriz, de uma cosmovisão
apurada, nos dá sua poesia sensível e engajada em “Palavras e Exemplos”; Darci
A. Nogueira, cujo tema preferido e o amor, nos dá sua poesia impregnada de
sensualidade, de sentimento e de emoção em “Caminhos”; Maria de Fátima Joaquim é
outra que vê com olhos de poeta o mundo ao seu redor e o transforma em poesia
com romantismo e sensibilidade, na obra “Pedra Falsa”; Selma Franzoi de Ayala é
poetisa de mão cheia, com poemas escritos em outros idiomas, como italiano,
inglês e espanhol, línguas que ela domina e também publicados em outros países,
a exemplo de “Tenerezza” e “Sueños”, que estão em “Alma Boêmia”; Maria de Fátima
Barreto Michels, a Fátima de Laguna, é escritora de prosa e verso, defensora e
divulgadora das coisas catarinas, catarinense convicta que é. Fátima sabe usar
as palavras, inflando-as de poesia, sabe fluir ritmo, construir canções. Isso é
fácil de ver em “Tecidas Manhãs”. E o décimo volume não poderia deixar de ser de
Aracely Brás, a poetisa do Grupo A ILHA que tem mais idade mas é a mais jovem e
atuante dos Poetas da Praça. Ela lembra, pela pessoa humana e pela poetisa que
é, a grande Cora Coralina. Já teve dois livros publicados, “Pedaços de Mim” e “Eureka”,
este último em 95. Já era tempo, portanto, de uma nova publicação: “Tela Viva”.
Esta é, portanto, a coleção Poesia Viva que o Grupo Literário A ILHA e as
Edições A ILHA apresentam para comemorar a centésima edição da revista
Suplemento Literário, presenteando o público leitor com boa poesia e os próprios
autores com uma publicação reunindo exclusivamente a obra de cada um.
Os poetas, cada um deles, já publicaram em várias antologias, como “Poetas da
Praça”, “Um Toque de Poesia”, “Poetas da Praça II”, “Poesia Viva”, “Fim de
Noite”, “A Nova Poesia Catarinense”, em jornais como Extra, Manchete
Catarinense, A Notícia, Informação, Jornal do Vale, Gazeta do Norte, Jornal de
Santa Catarina e outros, além de revistas como “Poesia Viva”, “Poemarte” ,
“Suplemento Literário A ILHA, etc.
Há que se comemorar o número 100 de uma publicação literária, completando vinte
e sete anos de vida, em grande estilo. E nada melhor do que com a poesia de quem
publicou nela.
(03 de março/2007)
CooJornal no 518
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