
28/04/2007
Ano 10 -
Número 526
ARQUIVO AMORIM
|
|
Luiz Carlos Amorim
A TELA VIVA DE ARACELY
|

|
A
tela viva de Aracely Braz, essa poeta persistente e produtiva, é muito colorida
e expressiva. Ela é pintada com sensibilidade e emoção, com experiência e
sabedoria. Os quadros de Aracely, suas obras-primas, são os seus poemas, muitos
deles já reunidos em dois livros: “Pedaços de Mim” e “Eureka”. Mas já vai um bom
tempo que a poeta não tinha publicado nenhuma obra solo, mas continuava
produzindo sem parar: lá se vão mais de dez anos. Então estava mais do que na
hora de termos a poesia de Aracely em livro e este volume da Coleção Poesia Viva
vem homenagear essa pessoa humana maravilhosa, com uma seleção dos seus melhores
poemas escritos na última década.
Os versos dessa poeta são a semente da poesia, que brota viçosa e se espalha,
tomando conta dos canteiros. Uma poesia densa, lúcida, mas ao mesmo tempo
delicada, sensível e romântica. As figuras, inspiradas, os temas, abordados com
segurança e sensibilidade, fluindo por todos os poros da sua poesia e da sua
alma nos dão a conhecer a poeta que é Aracely Braz, poeta com P maiúsculo. A
emoção que imprime no seu discurso poético evidencia uma cosmovisão apurada,
cúmplice de uma juventude perene que não a abandona. O amor resistindo a tudo
com a singeleza da emoção verdadeira, o sentimento à flor da pele, a vida
pulsando forte são as características mais marcantes da poesia de Aracely.
Essa jovem de mais de setenta anos merece essa homenagem, por sua participação
ativa no desenvolvimento da cultura em seu meio-ambiente, na sua cidade, no seu
estado. Ela é, sem dúvida, um grande exemplo para muito jovem que não tem um
terço da idade dela e não faz nem metade do que ela faz.
Aracely é incansável e o seu fazer poético se renova a cada dia. Ela está sempre
anotando alguma nova idéia, trabalhando algum poema que foi anotado mas não foi
acabado, recitando um poema novo ou enviando para ser publicado.
Estava faltando um livro novo de Aracely, não está faltando mais: “Tela Viva”
existe, e já está circulando nas mãos e no coração dos leitores.
(28 de abril/2007)
CooJornal no 526
|
|