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Luiz Carlos Amorim
A BELA CORUPÁ, O VALE DAS ÁGUAS
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Já escrevi sobre Corupá, a Cidade das Cachoeiras, minha cidade natal. É uma
pequena
cidade ao pé da Serra do Mar, pertinho de Jaraguá do Sul, que por sua vez fica
perto
de Joinville. Sua riqueza maior é a natureza, ela tem umas duas dezenas de
cachoeiras. Só no Parque Emilio F. Battistela existe uma rota com quatorze delas
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vide o site Http://br.geocities.com/corupasc.
Costumo repetir que "a natureza tem uma queda por Corupá", pois as mais belas
quedas
dágua estão lá. Há alguns anos, ainda no tempo da Rede Manchete, uma novela teve
boa
parte de seus capítulos gravados na cidade, e acho que os governantes de Corupá
perderam excelente oportunidade de alavancar o turismo na cidade, já que as
cachoeiras foram mostradas em "Ana Raia e Zé Trovão", assim como o Seminário da
cidade, verdadeiro cartão postal, com duas frentes, sendo uma delas com
aparência de
um castelo medieval.
Corupá comemora cento e dez anos de emancipação, neste ano de 2007, e continua
tendo
uma enorme vocação turística, com suas inúmeras cachoeiras, rios, sua agricultura e
um pouco da sua arquitetura.
Fazia um bom tempo que eu não revisitava o parque das cachoeiras. E como soube
que
passaram a cobrar entrada dos turistas que iam visitá-lo, fui lá recentemente,
pois
achei que veria muitas melhorias, novidades, investimentos na região, para que o
visitante quisesse ir lá e tivesse como compensação do pagamento, além da
possibilidade de admirar a beleza do roteiro das cachoeiras, que é belíssimo mas
não
acessível a qualquer pessoa.
Fiquei decepecionado. O acesso da cidade até o parque não teve nenhuma melhoria
depois que passaram a cobrar entradas de cinco reais, exceto de crianças. Paguei
a
entrada e entrei, esperando que lá dentro houvesse alguma coisa nova, algum
investimento na estrutura do parque. Esperança vã. Nada foi feito, pelo
contrário, a
impressão que se tem é que a parte que antecede a rota das cachoeiras está meio
abandonada. A área coberta para o turista fazer lanche e churrasco continua do
jeito
que estava. As barracas de comercialização de cartões, suvenirs, etc, estavam
fechadas. O restaurante que havia na parte interna do parque estava fechado, em
parte porque os clientes que iam lá apenas para almoçar não subiam mais porque
teriam que pagar o almoço mais a entrada, o que convenhamos, onerava bastante
comer
lá.
Fui apenas à primeira cachoeira, não fiz a rota, porque sei que é íngreme e tive
medo que estivesse mais difícil do que já era. E deu vontade de ir até a última
cachoeira, pois ela tem uma queda livre de cento e vinte e cinco metros.
Não consegui saber se a renda advinda do ingresso é angariada pelos donos do
parque
ou pela prefeitura da cidade, ou pelos dois. O que me disseram é que a
arrecadação é
para a manutenção do parque. Só que não vi nada lá que evidenciasse manutenção,
além
do estritamente indispensável, como limpeza da "ante-sala" da rota.
É bom frisar que não condeno a cobrança de uma taxa de manutenção para se ter
acesso
às cachoeiras, se o dinheiro for usado realmente para a manutenção, para
melhorias
que compensem o pagamento. Do jeito que está acho muito caro pagar cinco reais
para
não ter nada além do que já tínhamos quando não era cobrada nenhuma entrada: a
beleza das cachoeiras. E olhe que não estou comentando a rota, porque só visitei
a
primeira cachoeira.
Fico muito triste em ver que todo o potencial turístico que a cidade tem não
está
sendo valorizado. Não sei qual é o interesse dos proprietários daquelas terras
quanto às cachoeiras, também não sei qual o empenho, se há algum, da prefeitura
da
cidade em promover aquela grande atração turística. O que dá pra deduzir é que,
se
estão cobrando ingresso, precisam oferecer mais ao turista.
Espero que as coisas tenham melhorado quando voltar lá outra vez, porque aquela
é
uma terra belíssima e é preciso que se preserve suas belezas para que elas
possam
ser vistas por todos. Quem ainda não conhece a rota das Cachoeiras, não se
intimide
pela minha indignação, que elas são belíssimas. A rota é íngreme, mas a beleza
que
se descortina a nossa frente compensa. E tenho esperanças de que aquele
patrimônio
natural já esteja sendo melhor cuidado.

Esta é a primeira Cachoeira da Rota, a Cachoeira do Suspiro,
fotografada por mim
mesmo.

Esta é a segunda fachada do Seminário Sagrado Coração de Jesus,
usado como a
frente
do castelo que havia na novela da Manchete.
(a foto também é minha).

Esta é a última cachoeira da rota de Corupá, chamada Salto Grande.
(19 de maio/2007)
CooJornal no 529