23/06/2007
Ano 11 - Número 534

ARQUIVO AMORIM

 

Luiz Carlos Amorim

 

A ALDEIA DE NORMA E AS “ERNESTIANAS” DE VIEGAS

 


 

Norma Bruno é cronista, das boas. Eu a “conheci” no Coojornal do portal Rio Total, da minha amiga Irene Serra. Li, há algum tempo, a crônica da semana, gostei muito e fui procurar mais no arquivo dela. Gosto dos temas, gosto de vê-la falando de coisas da ilha, gosto de vê-la transcrever a fala do ilhéu, que ela usa também na narração, às vezes, como jeito seu de falar, o jeito de falar do nativo desta nossa tão bela Ilha de Santa Catarina, um registro lingüístico fiel do manezinho.

Depois de ler a escritora, tive que me comunicar com ela, para dizer-lhe como fiquei feliz em descobrir a sua leitura tão gostosa, de estilo elegante e aconchegante, e acabei indo conhecê-la pessoalmente. Encontrei uma criatura simpática e amável, entusiasta das coisas referentes à cultura e à leitura. Tanto que seu negócio é um revistaria num grande shopping de Florianópolis, onde também se vende livro.

Conheci, então, o livro da autora, “A Minha Aldeia”. Uma leitura deliciosa, com muita sensibilidade e experiência de vida em textos com bom humor e muito amor por essa nossa terra, essa ilha para onde a gente vem e não que mais sair. O livro é da editora Papa-Livro, tem 172 páginas e vale a pena ser lido. Pedidos para norma.bruno@hotmail.com.

Estou lendo, também, “Sob a luz do Farol”, de Viegas Fernandes da Costa, catarinense de Blumenau. O cara é bom, o livro é daqueles que a gente começa e vai até o fim sem parar. Podia se chamar “Crônicas Ernestianas”, pois este personagem curioso, divertido e singular permeia quase todo o livro. É um tipo inteligente, maluco, imprevisível e irreverente e o autor conta muitos “causos” acontecidos com ele.

Viegas é também poeta e as crônicas onde o “amigo” Ernesto não entra são prosas poéticas das mais inspiradas e gostosas de ler.

Eu já havia lido alguma coisa de Viegas no Coojornal e gostei muito do estilo dinâmico e objetivo e da maneira como ele vê os “grandes monstros sagrados” da literatura em nossa região, assim como fiquei sabendo que ele gosta de ler os verdadeiros bons autores como Quintana, Neruda, Pessoa e outros.

“Sob a luz do farol”, de Viegas, saiu pela Editora Hemisfério Sul, tem 134 páginas e o endereço para pedido do livro é hemisferiosul@san.psi.br.



(23 de junho/2007)
CooJornal no 534