21/07/2007
Ano 11 - Número 538

ARQUIVO AMORIM

 

Luiz Carlos Amorim

 


A VEZ DO LIVRO EM JARAGUÁ DO SUL


 


 

Jaraguá do Sul não é uma pequena cidade interiorana já faz um bom tempo: é uma cidade que cresce a passos largos, porque é uma cidade industrial, além de ser uma produtora agrícola expressiva. E tem tradição cultural. Sempre cultivou o folclore, as artes e a sua história. Então ela merecia ter a sua Feira do Livro, porque a sua gente trabalhadora merece ter mais acesso ao livro, a uma maior opção de escolha para a sua leitura, pesquisa e estudo.

E a primeira Feira de Rua do Livro de Jaraguá é realidade, está acontecendo em pleno centro da cidade, na praça Ângelo Piazera. Ela começou no dia 9 e termina nesta terça, 27, colocando livros de todos os gêneros, tamanho, cores e tipos no caminho dos caminhantes das ruas de Jaraguá do Sul.

Os organizadores estrearam muito bem, fazendo um feira diversificada, que além de oferecer variedade de livros, de publicações, vem oferecendo uma gama de eventos paralelos. Além da presença de um grande nome de renome internacional, como foi o caso da escritora Ana Maria Machado, dos lançamentos de livros de autores da terra e de outros pontos do estado, de sessões de autógrafos, a feira de rua de Jaraguá do Sul está oferecendo debates, palestras, sessões de cinema, contação de histórias, teatro e declamação de poesia.

Neste domingo foi feita uma homenagem ao escritor homenageado por essa primeira edição da Feira do Livro de Jaraguá, Guimarães Rosa, autor da obra revolucionária “Grande Sertão: Veredas”, que completou, no ano passado, cinqüenta anos de publicação.

A Fundação Cultural de Jaraguá do Sul e o Instituto da Educação e do Livro, além dos escritores da terra envolvidos na organização, inauguraram o evento com o pé direito, fazendo uma boa feira, trazendo editores e livreiros que não estão estabelecidos na cidade e colocando grande variedade de livros e de eventos culturais no caminho dos cidadãos jaraguaenses, incentivando a leitura e possibilitando a formação de novos leitores.

Esbarrar com o livro na rua, ouvir alguém declamar um poema, ler uma crônica, contar uma história pode ser o ponto de partida, a porta de entrada para o mundo mágico da imaginação, da criatividade, do conhecimento e do encantamento.

O livro é caro, sabemos, e nem todos podem comprá-lo. Mas mesmo para quem pode comprá-lo, é diferente ter o compromisso de ir à livraria, especificamente para adquiri-lo e encontrar um lugar onde ele, o livro, está a sua disposição praticamente no meio da rua. E novos leitores podem despontar em algum transeunte que nunca tinha tido a oportunidade de ficar frente a frente com um livro desejado, e até naquele que não tinha nenhum livro como objeto de desejo, mas que pode se encantar quando eles cruzam o seu caminho, chamando a sua atenção.

A feira de rua do livro existe para isso. E a Feira de Rua de Jaraguá do Sul está cumprindo o seu objetivo.




(21 de julho/2007)
CooJornal no 538