
22/09/2007
Ano 11 -
Número 547
ARQUIVO AMORIM
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Luiz Carlos Amorim
A LEITURA DOS JOVENS LEITORES
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Li uma nota em um jornal,
recentemente, a respeito do reflexo positivo do sucesso de livros como aqueles
das aventuras do bruxinho Harry Poter, na leitura de nossos jovens, adolescentes
e pré-adolescentes. Achei oportuno o tema, pois tudo o que colaborar para que
nossos jovens leiam mais, gostem de ler, adquiram o hábito da leitura, é muito
salutar.
E a afirmação é verdadeira, pois desde as crianças que liam a coleção de textos
infantis e infanto-juvenis de Monteiro Lobato, nunca se viu tantos leitores de
pouca idade lerem tanto. Quase sempre as crianças tiveram medo de livros com
muitas páginas, mas com o surgimento de livros como os de Harry Potter, isso
mudou bastante: pequenos leitores tem enfrentado bravamente os romances com
trezentas, quatrocentos páginas, lendo com avidez e prazer até o fim.
Outros livros de aventuras, desenroladas em mundos terríveis e fantásticos,
totalmente desvinculados da nossa realidade, de outros autores, mas no estilo
das histórias de Harry Potter vêm vendendo milhares de exemplares pelo mundo
afora. É o caso da saga “O senhor dos Anés”, de J. R. R. Tolkien, de “As
Crônicas de Nárnia”, de C. S. Lewis, da coleção “Memórias de Idhún”, da
espanhola Laura Gallego Garcia. Esses livros e outros mais estão fazendo com que
leitores muito jovens comecem a lê-los e não parem até terminá-los.
Mas não são só os estrangeiros que fazem boa literatura para incutir o gosto
pela leitura nos leitores mais jovens. Já disse isso em relação à literatura
infantil e repito em relação à literatura juvenil: existem bons autores
brasileiros que têm ótima produção de novelas e romances para gente jovem. Como
Ana Maria Machado, como Cecília Meireles, Ganymedes José, Lygia Bojunga, Pedro
Bandeira, Elias José, Domingos Pelegrini, Lya Luft e tantos outros. Autores que
escrevem histórias fantásticas, histórias de ação, histórias didáticas,
histórias do cotidiano, de amor e de vida, com altas doses de fantasia,
imaginação e criatividade.
Como o clássico Lobato, que exatamente agora, quando acontece a Bienal do Livro
no Rio, tem os primeiros volumes da coleção de toda a sua obra sendo relançados.
Boa oportunidade para quem não leu ainda o mestre, seja jovem ou não.
(22 de setembro/2007)
CooJornal no 547
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