10/05/2013
Ano 16 - Número 839

 

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ANTONIO NAHUD JR.



 

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Antonio Nahud Júnior


INSTANTÂNEO: MICHÈLE MORGAN 
 

Antonio Nahud Junior, colunista - CooJornal

De beleza clássica e estonteante, MICHÈLE MORGAN (nasceu em 1920), uma das mais populares e importantes atrizes do cinema francês por cinco décadas, começou sua carreira de atriz aos 16 anos, em pequenos papéis. Em 1938, com o êxito de “Cais das Sombras / Quai des Brumes”, de Marcel Carné, ao lado de Jean Gabin, confirmou-se para sempre na mitologia do cinema.

Suas características, com um enigmático fascínio e olhar gélido, fizeram compará-la a uma nova Greta Garbo. Logo, em plena Segunda Guerra Mundial, a bela e loura atriz estava em Hollywood, que na época, fascinada pelo prestígio do cinema europeu e de suas formosas atrizes, importara também Hedy Lamarr, Ingrid Bergman, Vivien Leigh, Viveca Lindfors, Simone Simon, Signe Hasso, Alida Valli, Valentina Cortese e Micheline Presle. Em Hollywood, mesmo atuando ao lado de Paul Henreid, Humphrey Bogart e Robert Cummings, sua carreira se mostrou decepcionante, pouco representando para a sua glória.

Rodou cinco filmes – sendo o mais importante “Passagem para Marselha / Passage to Marseille” (1944), de Michael Curtiz - e voltou à França, recebendo acolhida entusiasmada do público e o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes pelo desempenho em “Sinfonia Pastoral / La Symphonie Pastorale” (1946).


Na vida pessoal, ela casou-se em 1942 com o ator norte-americano William Marshall, de quem se divorciou em 1948. O casal teve um filho, nascido em 1944. Em 1950, casou novamente, desta vez com Henri Vidal, que conheceu durante as filmagens de “Fabíola / Idem” (1948). Aparecerem juntos em diversas películas francesas. Vidal morreu em 1959, vítima de enfarte. Em 1960, MICHÈLE MORGAN casou-se de novo, desta vez com o cineasta Gérard Oury, com quem vinha vivendo, até ele falecer em 2006.

Entre os mais famosos filmes da atriz, “A Lei do Norte / La Loi du Nord” (1939), de Jacques Feyder; “Untel Père et Fils” (1943), de Julien Duvivier; “O Ídolo Caído / The Fallen Idol” (1948), de Carol Reed; “Le Château de Verre” (1950), de René Clément; “As Grandes Manobras / Les Grandes Manoeuvres (1955), de René Clair; “O Homem que Vendeu a Alma / Marguerite de la Nuit” (1955), de Claude Autant-Lara; “Calvário de Uma Rainha / Marie Antoinette” (1956), de Jean Delannoy; e “Landru, o Barba Azul / Landru” (1963), de Claude Chabrol.

Após as filmagens de “Benjamin – O Despertar de um Jovem Inocente / Benjamin ou Les Memoires d’un Puceau” (1968), concentrou-se em pintar e escrever poemas, aparecendo raramente em filmes de Claude Lelouch e Giuseppe Tornatore. Publicou sua autobiografia em 1977, “Com Aqueles Olhos / De Yeux-là dos ces avec”, e fez sucesso no teatro nos anos 80 e 90. Continua viva, aos 92 anos, e ainda bonita para a sua idade.



(10 de maio/2013)
CooJornal nº 839



Antonio Nahud Júnior, 
escritor, poeta,  jornalista e fotógrafo. 
RN
antonio_junior2@yahoo.com
http://www.riototal.com.br/escritores-poetas/expoentes-12.htm



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