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Opinião Acadêmica
Os limites de uma Erótica Contida:
LiteraTura e/ ou Psicanálise(?)
(Fontes admitidas e
fontes não assimiladas pelo Lacan do Classicismo)
Antônio Sergio Mendonça
I –
Introdução: uma erótica (in) completa (?)
Preliminarmente,
iremos, para efeitos argumentativos, considerar, qual a boa tradição
filológica, a literatura, por ser a realizadora “princeps” do que Jacques
Lacan denominou de “Lituraterre”, como sendo perspassada pelos principais
gêneros artísticos que forem postulados pela aristotélica tradição clássica.
Desse modo, iremos encontrar tanto o épico na sua poesia e isto se denominou
de epopéia; quanto o dramático, enquanto texto, a impregná-la com a presença
do trágico e do cômico. Sabe-se, também, que a psicanálise freudiana, em sua
motivação edípica, nos remete à versão trágica do drama ao fundar-se num dos
pólos da trilogia tebana: O Édipo Rei. É, inclusive, do conhecimento de todos
que a psicanálise lacaneana retoma e aprofunda esta simbólica dívida edípica
ao incorporar o Édipo em Freud e não apenas em Sófocles, hiperdeterminando-o
ao mosaico monoteísmo. Ela, também, vai distinguir esta matriz de outras
manifestações dramáticas tais como: a Tragédia do Desejo hamletiana (malgrado
a suposição de Jones) e a Tragédia Cristã de Paul Claudel. E não apenas isto,
ela também irá incorporar outra fonte da trilogia tebana, por provável
inspiração de Anouhil e tomar Antígona como ícone da singularidade da própria
ética da psicanálise. Além do que, conforme o seu: “Momento de Concluir”,
Lacan se ressentirá de a Psicanálise não ter tido, no nível do Drama Ático,
uma fonte cômica, dizendo, que, se o fizesse, ela se anteciparia a uma erótica
possível a partir da Antropologia do Desejo que foi por Kojève atribuída ao
“jovem Hegel” de Jena. Parte, então, na introdução que fez a “O Balcão” de
Saint-Genet (para aqui incorporarmos a nomeação proveniente do que Sollers
chamou de Sartriana “rejeição fascinada”) para estabelecer um vínculo entre a
denúncia de perversão maníaca própria do governar e a questão ática, cômica,
por excelência, via Aristófanes, da “volta ao lar”. Contudo, não foram, e
talvez tivessem que ter sido, utilizadas na fundação da psicanálise como uma
erótica, tanto por Freud, quanto por Lacan, as fontes áticas que foram
relativas à tradição épica, ou seja: o “elogio” da guerra, e a “recompensa” do
guerreiro: de um herói enquanto porta-voz da etnia.
II – A tradição do
classicismo quinhentista e a questão do fundamento épico e não apenas
dramático (trágico) do e no pensamento Clássico-Ático
Sabe-se, sem dúvida, que malgrado sua biografia, sobretudo, ficcional, Homero
deu forma poética e escrita à tradição dos Aedos.
Assim, advinda da oralidade mítica, a poesia épica nasceu impregnada pela
semântica comum à imaginação utópica (só que de Delfos e não ainda da
República platônica) e tomou a forma de suas epopéias. Estas, por sua vez,
trouxeram-nos à cena, como afirmação da etnia, a ida à e o elogio da guerra.
Tratava-se, inicialmente, de “A Ilíada” e, desde ali, Gnosis torna-se,
incorpora-se em Eros, só que o conjugando como penúria, já que a paixão
motivadora da guerra circunscreveu Eros ao Desejo e o seu conhecimento
à perversão. Todavia, em sua volta da guerra, o herói, nomeado grego, Odisseu
– Ulysses, por ser porta-voz da etnia, já convertia a sua viagem no
re-conhecimento (Gnosis) do e pelo discurso amoroso, ali tomando como agape.
E Eros em Amor era a abundância, só que às custas de proposição sublimatória,
não desejante.
E, por falarmos em imaginação utópica, teremos que contrapor Platão (leitor
moral da épica) a Homero (seu realizador). Se Platão expulsava os poetas da
República por entender que estes levariam os leitores a se identificar, no
âmbito do “maravilhoso”, com a amoralidade dos Deuses do Olimpo, Homero, para
que a viagem não cedesse lugar ao infortúnio, ao fracasso, amarrava os
navegantes no mastro para que não se deixassem matar pela sedução das sereias
(do Desejo). Mais do que (como foi suposto pela teoria literária dita
estruturalista, malgrado a advertência de Erich Auerbach) a repressão ao
Desejo, ali tínhamos um pacto amoroso, leia-se sublimatório, entre Gnosis
e Eros. Assim sendo, se a “ida à e o elogio da guerra” configuraram,
via Homero, o conhecimento mítico de superioridade étnica (cf. “A Ilíada”), a
“volta da guerra” e “a recompensa da viagem”, na forma do agape enquanto
re-conhecimento amoroso de Penélope, nos levavam a um impasse explícito: se
Gnosis se transmite em Eros, torna-se Eros, e conjuga-se este em sublimatório
amor, como fundar-se esta etnia “superior” (cf. “A Odisséia”)?. Mas, o passo
adiante, na mentalidade ática, não nos traria a resolução deste impasse, pois,
na comédia de Aristófanes, o texto dramático figurava os efeitos da “volta ao
lar”, e, com o repúdio à guerra, tinha, logo, todo o tempo necessário para se
dedicar à Polis, ainda que este retorno fosse promovido por via erótica.
Tampouco, o predomínio da “Polis” a nos ofertar, via Péricles, ao mesmo tempo,
a Democracia (étnica) e a censura, iria contribuir para a resolução
pretendida. Então, o trágico assenhora-se do Drama e condena, via “enceguecimento”,
o parricídio, o homicídio, e, sobretudo, a tirania e com isto, se destacam os
textos da trilogia tebana de Sófocles. Porém, já subjazia, sem dúvida, a
necessidade de se reformar o mundo pela imaginação utópica, onde fundia-se o
ideal étnico de natureza épica e a transmissão lírico-erótica do saber
poético. Tal confluência será, pois, retomada, no século XVI, por Morus e
Camões, o primeiro supondo a reparação do governar, e o segundo imaginando a
utopia do desejo como uma forma singular do experimentalismo desejante,
histórico e poético.
Por isto sua singularidade utópica será assim descrita por Leodegário A. de
Azevedo Filho.
“... claramente estamos diante do mito de um povo duplamente eleito: eleito
pelo Deus dos Cristãos [traço gótico-tardio] e eleito miticamente pela deusa
Vênus, para que da “conjunctio” entre nautas e ninfas fosse gerada a “progênie
forte e bela”, capaz de reformar o mundo. Sendo assim, dentro da própria
cultura do século XVI, que reviveu o modelo greco-latino, o que se nos depara
é uma utopia AFIRMATIVA – porque afirma a existência de um outro lugar,
nivelado pelo AMOR – e DESEJANTE – porque regida pelo gozo fálico”. (In ...
Camões, O Desconcerto do Mundo e a Estética da Utopia.
RJ, tb, 1995, p. 23).
E como já também antecipáramos, em trabalho anterior, essa utopia desejante,
que fundia GNOSIS e EROS, hiperdeterminava a progenia mítica à ática
“recompensa do guerreiro”, isto no Camões do século XVI.
“- A Introdução do prêmio e/ou a sua apresentação se dá pelo “maravilhoso”, e,
no caso de “Os Lusíadas”, trata-se, ali, de um “maravilhoso helenista”, já que
a apresentação da ilha paradisíaca, como previu, é feita por Vênus... visto
que, como efeito desta premiação paradisíaca, nasce a mítica progenia
portuguesa – fruto da união entre os barões (nautas) e as ninfas – contudo, o
núcleo semântico deste Canto (e episódio) nos remete ao caráter lírico e,
enfim, utópico do encontro amoroso e de seu saber [GNOSIS em EROS]... A
qualificação desta utopia desejante leva-nos ao lírico-amoroso, que tem uma
semântica experimentalista, pois ali, é dito (em nome de Vênus): “milhor é
experimentá-lo que julgá-lo, mas julgue-o quem não pode experimentá-lo (Canto
IX)” (In ... Os Lusíadas (Camões) e o Pensamento (Atitude) Estético(a) do e
no século XVI, Poesis Ano 2, nº 2, 2000, Niterói, Eduff p. 17).
III – A contribuição
do Século XVI a uma erótica possível em suas relações com a psicanálise
Seria interessante,
também, observarmos a relação do que até aqui foi exposto com a questão
transmissiva que a Psicanálise herda da tradição Ática.
Encontraremos (a partir da tradição Ática) dois modelos pedagógicos de
transmissão. Antes é preciso que se diga que a pedagogia, transmitida como um
saber compatível com a pederastia Ática, era um discurso próprio do Convívio
dos Seletos. Será interessante, também, observar que, ao tentar criar uma
aristocracia do saber, os Jesuítas, no tridentino Século XVI, retomaram a
questão dos Seletos, virando, de uma certa forma, as costas para a
aristocracia propriamente dita e para seus subprodutos nos trópicos, como bem
assinalou Nicolás E. Tapia em sua fala na 3ª Ciranda de Psicanálise e Arte no
Museu Nacional no Rio de Janeiro. Aliás, estas reflexões só se tornaram
possíveis graças à indicação bibliográfica feita por ele e por Luisa Folch
(do livro de Stephen Reckert). O 1º destes modelos tem a ver com a tradição
filosófica, no etimológico sentido ático, onde se dava pelo saber, convertido
em não saber (ignorância platônica), a denúncia do agalma sedutório, tal como
ocorreu na relação entre Sócrates e Agaton. Logo, foi através do Convívio
(Diálogo), um modelo platônico de transferência (cf. “O Banquete”) retomado
por Lacan (cf. “Seminário: Sobre a Transferência”), que tivemos a transmissão
da suposição de saber, que é, como se disse, índice principal do conceito
lacaneano de transferência. Mas, este amor de saber, amor, dito por Freud,
pela verdade, não foi a única experiência transmissiva que nos foi legada pela
citada tradição ática. Ali tivemos também, sob a autoria de Homero, a
transmissão, através do gênero lírico e do gênero épico, na forma literária de
poesia (epopéia), da transformação e fusão da Gnosis (saber) em Eros (desejo
e/ou amor). E, por ser da ordem de um gozo relativo à autoria, esta
transmissão de mestria era extensiva, isto é, disseminava-se socialmente e
tinha, sem dúvida, lugar nas menções líricas presentes no texto épico de
Homero. Portanto, a origem da transmissão intensiva (clínica), que gera a
transferência em psicanálise, remete-nos, em Lacan, à filosofia
Socrático-Platônica; mas, o modelo de transmissão autoral e extensiva, que é
compatível com a mestria, não nos remete, como deveria, em Lacan, ao texto
épico de Homero, e sim, à “Antropologia do Desejo” Hegeliana e a sua questão
do Mestre Castrado, que era, para Lacan, compatível não com a épica e sim com
a comédia de Aristófanes.
Por sua vez, no classicismo quinhentista, iremos assistir, para além da
sobejamente admitida presença da tradição latina (cf. “A Eneida” de Virgílio),
a presença da tradição épica, grega presença do que é substancial no texto de
omero. Isto Homero. Isto se observa, para
além das referências, no âmbito do “maravilhoso”, já apontadas por Olmar
Guterres da Silveira quanto ao Canto V no capítulo por ele comentado de “Os
Lusíadas” na edição da Bibliex, porque Luís Vaz de Camões dará, no episódio “A
Ilha dos Amores” de seu poema épico “Os Lusíadas”, uma versão singular da
hiperdeterminação, por conversão, de Gnosis em Eros, que é uma “afinidade
eletiva” (no sentido benjaminiano), sem dúvida, essencial ao texto de Homero.
No seu Canto IX de “Os Lusíadas” Camões apresenta-nos a reincorporação do tema
clássico, originado de Homero, do “repouso” e/ou “da recompensa do guerreiro”.
Tal procedimento estético ainda trazia no séc. XVI, como já trouxera no
período ático, com valor de desfecho da narração, a constituição da
transmissão do saber (Gnosis) em Eros. Só que Camões oferece da imaginação
utópica uma versão para além da ilusão política do governar, presente em Morus,
na sua “Utopia”. Trata-se, nele, da produção, por via lírica, ainda que no
texto épico, de uma utopia desejante. Contribuição singular de Camões. Por
esta razão, a conversão que se faz de Gnosis em Eros, em seu texto,
distinguiu-se um pouco da homérica, embora realizasse o pretendido por aquela:
a afirmação utópica da etnia. Como já vimos, aqui neste mesmo texto, “a
Ilíada” transmite Gnosis em Eros (por) penúria e tem-se como efeito a
injustiça, o ardil e a desagregação da guerra. Já na “Odisséia” Gnosis é
transmitida em Agape e/ou sob o signo de Eros em abundância (não desejante),
mas relativa ao reconhecimento sublimatório do Herói pela via sublimatória
“cousa” (amada). Porém, em Camões, a conjugação do amor, na “Insula de Vênus”,
transmite Gnosis em Eros enquanto signo de uma abundância desejante; porque
realizadora do ideal mítico de progenia étnica e superior, viril e bela. Como
se disse no poema, não se tratava de julgá-la e sim de experimentá-la,
provocando, com isto, uma fusão entre os experimentalismos poético, histórico
e erótico. É interessante notar que, no seu soneto lírico: “O dia em que eu
nasci Moura e Pereça” de seu “corpus possibile”, Camões antecipou, para o
pensamento psicanalítico, uma concepção de melancolia, possivelmente, via
Petrarca, que antes só fora experimentada na tradição trágica do dramático em
Sófocles (cf. “A morte enquanto luto da vida”
de nossa autoria) e agora, já em seu texto épico, nos apresenta, ainda que por
uma via utópica e mítica, uma concepção de erótica que leva, sem dúvida,
adiante, singularmente, a clássica proposição de Homero: GNOSIS em EROS,
GNOSIS é EROS.
Por esta razão Stephen Reckert
nos ensinará que:
“Os vários “çeos” que os portugueses tiveram o privilégio de ver não foram os
mesmos céus que Dante atravessou na sua veloz ascensão para as novas esferas
celestes da cosmologia ptolomaica. Vasco da Gama, enquanto representante de um
povo, até então, historicamente confinado na Terra, tem-se que contentar com a
visão disso em forma modelar: o Globo de Cristal que Tethys – ela própria,
por sua vez, mera representante de Vênus – revela (-o) do cume (alto) da
montanha ... É (a revelação) do conhecimento (Saber) que, transmitida de
acordo com a lição ensinada pelo Globo de Cristal (“máquina do mundo”), é,
também, a do Amor, [só que] transmitido por outra lição que era (fruto) da
união dos heróis com as ninfas ... Contudo, Amor e Conhecimento (Saber) – EROS
e GNOSIS – são, em última análise (ou melhor, em derradeira síntese) uma só (e
única) coisa ... (e) se os gregos – com a paixão pela análise que tanto foi
sua glória como, a longo prazo, sua perdição – dividiam o Amor,
escrupulosamente, em EROS e AGAPE; o Ocidente (pós-clássico), em vez de seguir
o seu exemplo, optou pela síntese. Homero, por exemplo, estava perfeitamente
consciente de que EROS era GNOSIS e GNOSIS era EROS... A mesma convicção
estará evidente, também presente, na forma (esquema) de paralelos hierárquicos
que Camões introduz a propósito da organização de seus últimos cantos”. (cf.
op. cit. pp 225, 226 e 227, versão em português (do espanhol) feita por
Antônio Sérgio Mendonça)”
Não se pode, contudo, dizer que tal procedimento é explícito e unicamente
classicista, embora ele, sem dúvida, o seja. Pois, se o tema, conforme ele o
apresenta, não é sublimatório, a imaginação utópica, ainda que nomeadamente
desejante, não deixará de sê-lo. E os varões são, não só produto do triunfo
experimentalista, mas também da própria história (estória) da narração, onde
se tornaram aptos aos heroísmo clássico pelo seu passado medieval de caráter
gótico.
IV – Conclusão: A Erótica Contida
Como se vê, levando-se
em consideração a tríplice contribuição Ática e quinhentista para a fundação
de uma erótica na mentalidade dita ocidental, teremos que considerar:
a)
o legado dramático (de caráter trágico) que remonta a Sófocles;
b)
o legado (também dramático), mas de caráter cômico, que nos envia a
Aristófanes;
c)
mas, sobretudo, por ancestralidade, teremos que levar em conta o modelo
de Homero, que é épico, e que, ao invés de obter a suposição de GNOSIS (Saber)
pela desconstituição do agalma como na tradição filosófico-socrática ainda
presente no diálogo platônico, converte, por via amorosa e/ou desejante,
GNOSIS em EROS, fundindo-os
Portanto, sem sombra de
dúvida, esta última matriz jamais foi incorporada, quer por Freud, quer por
Lacan, em suas obras, embora a Psicanálise como uma Estética do Luto a
propusesse inclitamente enquanto forma de expressão ÉTICO-ERÓTICA do Desejo
Humano, mas em Freud a aposta em EROS (demanda) o sobrepõem aos limites da
hiância, ao Reino necessário de Ananké.
Bibliografia:
-
AMARANTE DE AZEVEDO FILHO, Leodegário. Camões, O Desconcerto do Mundo e a
Estética da Utopia. Rio de Janeiro, Tempo Brasileiro, 1995.
-
CAMÕES,
Luís Vaz de. Os Lusíadas, Rio de Janeiro, Edição da Bibliex (1ª),
1960.
-
COSTA
LIMA, Luiz et alii. Um debate sobre o Discurso Literário (2ª edição),
Rio de Janeiro, H. P. Comunicação Editora, 2005.
-
MENDONÇA, A. S. Os Lusíadas (Camões) e o Pensamento (Atitude) Estético(a)
do e no Século XVI, In ... Niterói, Eduff, 2000: Poièsis (Estudos de
Ciência e da Arte) ano 2, nº 2.
-
MENDONÇA, A. S. A morte enquanto luto da vida (em “O dia em que nasci
Moura e Pereça”) In ...
www.riototal/coojornal nº 444/ Opinião Acadêmica, Rio de Janeiro,
1/10/2005.
-
RECKERT, Stephen.
Más Allá
de las Neblinas de Noviembre, Madrid, Gredos,
2001.
Antônio Sérgio Mendonça é
Prof. Titular de Fundamentos da Comunicação e das Artes da UFF; Doutor em Letras (Teoria Literária) pela UFRJ;
Docente-Livre em Letras (Literatura Portuguesa) pela UERJ.;
Diretor de Ensino do Centro de Estudos Lacaneanos, Instituição
Psicanálise/ RS e Membro da Escola Camoniana do RJ (UERJ),
www.celacan.com.br
coojornal@coojornal.com.br
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